Política
“Não estaremos com Lula em 2026”, afirma ACM Neto
Vice-presidente do União Brasil defende saída imediata do partido do governo federal e aposta em candidatura própria contra o PT

O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, declarou que o partido não deve permanecer no governo do presidente Lula (PT) até as eleições de 2026. Atualmente, o União ocupa três ministérios na Esplanada, mas para o ex-prefeito de Salvador, “não faz sentido ocupar cargos” em uma gestão com a qual não haverá aliança futura.
“Com a aproximação da eleição de 2026, não faz sentido ocupar cargos no governo, tendo em vista que nós não estaremos na aliança do PT”, disse ACM Neto, defendendo que a sigla entregue desde já os postos que ocupa na esfera federal. Ele ainda criticou duramente a condução do atual governo: “Lula governa com o PT e para o PT. A versão Lula 3 é muito pior do que a 1 e a 2.”
ACM Neto também rejeita qualquer postura de neutralidade e aposta em uma candidatura de oposição ao PT, que reúna forças do centro e da direita. O nome apresentado hoje pelo União Brasil é o do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, mas ele não descarta alianças mais amplas, inclusive com o ex-presidente Jair Bolsonaro, desde que haja viabilidade e inclusão de diversas lideranças.
“Inquestionável o peso político de Bolsonaro. Não poderá ser desconsiderado na construção de um projeto alternativo ao PT”, afirmou. Ele também sinalizou que nomes como o de Tarcísio de Freitas ou Michelle Bolsonaro podem ser viáveis, desde que construídos por meio do diálogo e sem imposições.
Apesar das divergências nacionais, Neto admite que alianças com o PT nos estados podem ocorrer, desde que respeitem a realidade local. “Preferencialmente, sim. Obrigatoriamente, não.”
Ao comentar a crise atual do governo federal, ACM Neto foi categórico: “Prometeram picanha e cerveja, mas estão entregando café, carne e gás de cozinha com preços altíssimos. O governo cheira a mofo.”
Sobre a possível anistia aos condenados do 8 de Janeiro, o vice-presidente do União Brasil preferiu cautela: “Não sei até que ponto essas movimentações têm respaldo real. A elegibilidade de Bolsonaro, por exemplo, é decisão da Justiça Eleitoral.”
Neto também comentou a investigação envolvendo o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, com quem admite ter relação de amizade, mas nega qualquer envolvimento com o caso: “Não tenho nenhuma relação com essa investigação e já foi noticiado que não sou investigado.”
A declaração marca uma ruptura política clara entre ACM Neto, uma das principais lideranças do centro-direita, e o governo federal, ao mesmo tempo em que reforça sua projeção como articulador de um novo campo político para 2026.
Política
Otto Alencar critica possível vice de ACM Neto
Senador questiona liderança de Zé Cocá e minimiza força política no cenário estadual

O senador Otto Alencar (PSD) afirmou que o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), não possui densidade política suficiente para compor como vice em uma eventual chapa liderada por ACM Neto (União Brasil) nas eleições para o governo da Bahia.
A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Metrópole, na segunda-feira (23), em meio a especulações sobre a formação da chapa majoritária da oposição no estado. Segundo Otto, Zé Cocá é praticamente desconhecido na maior parte dos municípios baianos, o que, na avaliação do senador, enfraquece a possibilidade de sua indicação para o cargo.
“Não tem liderança estadual consolidada”, destacou o parlamentar, ao comentar a suposta articulação política. A fala evidencia o cenário de disputa antecipada nos bastidores e reforça o clima de tensão entre diferentes grupos que se posicionam para o pleito.
O debate sobre a escolha do vice é considerado estratégico, já que a composição da chapa pode influenciar diretamente na capilaridade eleitoral e na capacidade de articulação política em diversas regiões. Analistas avaliam que a definição de nomes com maior reconhecimento e base consolidada pode ser determinante para o desempenho nas urnas.
Enquanto isso, a movimentação política segue intensa na Bahia, com lideranças buscando alianças e consolidando apoios de olho nas próximas eleições. A possível candidatura de ACM Neto e a escolha de seu vice continuam no centro das discussões políticas no estado.
Política
TCU rejeita pedido de Flávio Bolsonaro sobre empréstimo aos Correios
Corte de Contas mantém negociação bilionária e reforça autonomia administrativa da estatal

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu não acatar o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL) para suspender a negociação de um empréstimo de até R$ 20 bilhões destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A decisão mantém o andamento das tratativas financeiras consideradas estratégicas para a estatal.
O parlamentar havia solicitado a interrupção do processo, levantando questionamentos sobre a viabilidade e os impactos da operação. No entanto, o TCU entendeu que não há elementos suficientes que justifiquem a suspensão imediata da negociação, permitindo que os Correios prossigam com a busca por recursos.
A operação de crédito é vista como uma medida para reforçar o caixa da empresa, ampliar investimentos e modernizar serviços logísticos, em um cenário de crescente competitividade no setor. A decisão da Corte de Contas reforça o entendimento de que processos administrativos devem seguir seu curso regular, salvo indícios concretos de irregularidades.
Nos bastidores, o tema tem gerado debates sobre a gestão financeira de estatais e o papel dos órgãos de controle. Especialistas apontam que a decisão do TCU sinaliza uma postura técnica, priorizando a análise criteriosa antes de interferências em negociações de grande porte.
Com a manutenção do processo, a expectativa é de que os Correios avancem nas tratativas do empréstimo, considerado fundamental para garantir sustentabilidade financeira e competitividade no mercado.
Política
Assessor de deputado é preso após saque milionário
Caso envolvendo aliado de Vinicius Carvalho gera repercussão política e investigação em Recife

Um assessor ligado ao deputado federal Vinicius Carvalho (PL) foi preso em flagrante na última sexta-feira (20), após realizar um saque de alto valor em uma agência bancária no centro de Recife. O caso rapidamente ganhou repercussão no meio político e acendeu alertas sobre possíveis irregularidades envolvendo movimentações financeiras.
De acordo com as informações divulgadas pela jornalista Mirelle Pinheiro, o valor retirado chamou a atenção das autoridades, levando à abordagem e à prisão do assessor ainda no local. A operação foi classificada como flagrante, o que indica que a ação foi considerada suspeita no momento da transação bancária.
Nos bastidores, o episódio gerou forte reação política e abriu espaço para questionamentos sobre a origem dos recursos e a finalidade do saque. As autoridades devem aprofundar as investigações para esclarecer se houve prática de crime financeiro, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades.
A assessoria do parlamentar ainda não detalhou publicamente o caso, mas a situação já impacta o ambiente político, especialmente em meio a um cenário de maior vigilância sobre movimentações financeiras de agentes públicos e seus colaboradores.
Especialistas destacam que operações desse tipo costumam acionar mecanismos de controle e fiscalização do sistema bancário, sobretudo quando envolvem valores expressivos em espécie. O caso pode evoluir para investigações mais amplas, dependendo das evidências reunidas pelas autoridades competentes.
A repercussão deve continuar nos próximos dias, à medida que novas informações forem divulgadas e o andamento das apurações trouxer mais clareza sobre o episódio.
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