Política
Julgamento sobre Sabesp gera reação em SP
Integrantes do governo paulista criticam interrupção de análise no STF sobre a legalidade da privatização da estatal

A interrupção do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a legalidade da privatização da Sabesp provocou reação imediata de membros do governo do estado de São Paulo. A ação, movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT), questiona pontos centrais do processo de desestatização da companhia de saneamento, considerada estratégica para o abastecimento de água e tratamento de esgoto no estado.
Nos bastidores, aliados do governo paulista avaliam que a paralisação do julgamento amplia o cenário de incerteza jurídica e pode impactar diretamente o cronograma da privatização. A preocupação central é com possíveis atrasos no processo e reflexos na confiança de investidores, que acompanham de perto as decisões da Suprema Corte.
A ação apresentada pelo PT busca uma análise mais aprofundada sobre a legalidade da venda da empresa, levantando questionamentos sobre aspectos constitucionais e administrativos. O tema é sensível e envolve não apenas interesses econômicos, mas também o acesso a serviços essenciais, como água e saneamento básico para milhões de paulistas.
Dentro do governo estadual, a leitura predominante é de que a privatização da Sabesp representa uma oportunidade de ampliar investimentos no setor e melhorar a eficiência dos serviços. Ainda assim, a suspensão temporária do julgamento reforça o clima de tensão política e jurídica em torno do caso.
A expectativa agora gira em torno da retomada da análise pelo STF, que deverá definir os próximos passos de um dos processos mais relevantes envolvendo privatizações no país. O desfecho do julgamento poderá estabelecer precedentes importantes para futuras desestatizações no Brasil, além de impactar diretamente a política de saneamento no estado de São Paulo.
Política
PGP 2026 reúne lideranças em Feira de Santana
Encontro debate propostas para o futuro da Bahia e amplia participação popular no Portal do Sertão

O Programa de Governo Participativo (PGP 2026) chegou neste sábado (9) ao Território Portal do Sertão, em Feira de Santana, reunindo lideranças políticas, movimentos sociais, prefeitos, representantes de entidades e diversos segmentos da sociedade civil da região.
Com o tema “Encontros para o Futuro”, a iniciativa tem como principal objetivo promover a escuta participativa da população, ampliando o diálogo sobre propostas e prioridades para o futuro da Bahia e do Brasil.
O evento fortaleceu o debate sobre desenvolvimento regional, políticas públicas, geração de emprego, infraestrutura, saúde, educação e inclusão social. A programação contou com a participação de representantes políticos e lideranças comunitárias que apresentaram demandas consideradas estratégicas para o crescimento do estado.
A proposta do PGP 2026 é construir um plano de governo baseado na participação popular e na contribuição direta da sociedade, valorizando a escuta ativa em diferentes territórios baianos.
Durante o encontro em Feira de Santana, diversos participantes destacaram a importância de aproximar a população das decisões políticas e administrativas, criando espaços para que comunidades apresentem necessidades e sugestões para os próximos anos.
A cidade, considerada um dos principais polos econômicos da Bahia, recebeu representantes de municípios que integram o Território Portal do Sertão, consolidando o evento como um dos mais relevantes da agenda política regional.
O movimento também reforça a articulação política em torno de projetos futuros para o estado, além de ampliar o debate sobre desenvolvimento sustentável e fortalecimento das políticas públicas voltadas à população baiana.
Política
Aladilce critica gestão de Bruno Reis
Vereadora afirma que queda de popularidade do prefeito está ligada ao “abandono da cidade”

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) voltou a fazer críticas à gestão do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), ao relacionar a queda na popularidade do chefe do Executivo municipal ao que classificou como “abandono da cidade”.
Segundo a parlamentar, a administração municipal tem adotado medidas que impactam diretamente a população de baixa renda, enquanto mantém benefícios voltados para setores mais privilegiados da sociedade. Aladilce afirmou que a gestão “eleva tarifas dos mais pobres, enquanto garante subsídios e privilégios aos mais ricos”.
A declaração reforça o tom de oposição adotado pela vereadora em relação à atual administração da capital baiana, especialmente em temas ligados à mobilidade urbana, serviços públicos e políticas sociais.
De acordo com a comunista, a insatisfação popular seria reflexo do aumento das dificuldades enfrentadas pela população em áreas consideradas essenciais. A vereadora também destacou que bairros periféricos enfrentam problemas relacionados à infraestrutura, transporte e assistência social.
O posicionamento de Aladilce ocorre em meio ao cenário político de Salvador, onde debates sobre gestão pública, investimentos e qualidade dos serviços municipais têm ganhado espaço nas discussões entre oposição e base governista.
As críticas da parlamentar ampliam o debate político sobre os rumos da administração municipal e o impacto das decisões econômicas na vida da população soteropolitana.
Até o momento, a Prefeitura de Salvador não se pronunciou sobre as declarações da vereadora.
Política
Lídice critica homenagem a Flávio Bolsonaro em Salvador
Deputada federal classificou entrega do título ao senador como medida eleitoreira e questionou relevância da honraria

A aprovação do Título de Cidadão Soteropolitano para o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pela Câmara Municipal de Salvador, gerou reação da deputada federal Lídice da Mata (PSB). A parlamentar criticou a homenagem e afirmou que o senador não possui ações relevantes que justifiquem o reconhecimento concedido pelos vereadores da capital baiana.
A declaração foi dada na manhã desta sexta-feira (8), durante entrevista ao BNews, após a cerimônia de entrega do Título de Cidadã Baiana para a apresentadora Astrid Fontenelle, realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (AlBA).
Segundo Lídice da Mata, a concessão da honraria possui caráter político e eleitoral. A deputada avaliou que a homenagem acontece em um momento de movimentação antecipada visando as eleições presidenciais e classificou a iniciativa como uma estratégia para ampliar a visibilidade do senador no cenário nacional.
“Não vejo nenhuma contribuição efetiva de Flávio Bolsonaro para Salvador que justifique esse reconhecimento”, sinalizou a parlamentar ao comentar a decisão aprovada na Câmara Municipal.
A entrega do título ao senador movimentou o cenário político baiano e ampliou o debate entre aliados e opositores sobre o uso de homenagens institucionais em meio ao ambiente pré-eleitoral. O tema repercutiu entre lideranças políticas da Bahia, especialmente diante das articulações nacionais para as eleições de 2026.
Enquanto apoiadores do senador defendem a homenagem como reconhecimento institucional, críticos consideram que a medida possui forte viés político. A repercussão também reforça o clima de polarização entre grupos ligados ao bolsonarismo e setores da esquerda no estado.
O episódio ocorre em meio ao aumento das discussões políticas em Salvador e na Bahia, com partidos intensificando posicionamentos e alianças para os próximos pleitos eleitorais.
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