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Política

Coronel descarta ser vice de Jerônimo e endurece com o PT

Senador baiano reafirma desejo de disputar a reeleição ao Senado em 2026 e avisa que não aceitará imposições políticas. Enquanto isso, aproximação entre Jerônimo e Zé Ronaldo reforça rumores de mudança de lado na política baiana.

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Jerônimo Rodrigues e Ângelo Coronel em evento neste sábado, 30 - Foto: Matheus Souza / Divulgação

O senador baiano Angelo Coronel (PSD) descartou publicamente qualquer possibilidade de ser candidato a vice-governador na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições estaduais de 2026. A declaração, feita em entrevista à TV Band Bahia, lança um novo foco de tensão dentro da base aliada do governador e reforça a disputa interna pela composição da chapa majoritária.

Coronel foi direto: “Não existe na família Coronel o projeto de ser vice em nenhuma chapa.” O parlamentar deixou claro que pretende disputar a reeleição ao Senado e que não aceitará ser pressionado a abrir mão de sua vaga. A fala foi interpretada como uma resposta às articulações dentro do PT que cogitam nomes como Jaques Wagner e Rui Costa para a corrida ao Senado, o que poderia excluir Coronel da disputa.

“Geraldo e o MDB têm todo o direito de manter a sua vaga de vice, então eu não discuto teses nem suposições”, disse Coronel, em tom de desabafo.

Em meio às tratativas, Coronel ainda destacou que qualquer decisão sobre seu futuro político será tomada de forma autônoma e familiar:

“Às vezes eu estou deitado com Eleuza, no sofá, assistindo TV, e conversamos sobre largar a política. Isso é um pensamento pessoal, devido à nossa idade, à nossa história. Mas o que eu não aceito é ninguém querer impor a sua vontade a mim.

Reaproximação de Zé Ronaldo com Jerônimo agita bastidores

Enquanto isso, o governador Jerônimo Rodrigues intensifica sua agenda com prefeitos baianos, inclusive com nomes até pouco tempo atrás ligados à oposição, como o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil).

Os dois já se encontraram diversas vezes em 2024 e 2025, e a participação de Zé Ronaldo em eventos do governo estadual vem alimentando especulações sobre uma possível migração política. A mais recente aparição conjunta aconteceu durante o 3º Seminário Estadual do Bahia Sem Fome, quando Jerônimo entregou cozinhas solidárias e anunciou novas obras para o município.

Questionado sobre a possibilidade de contar com o apoio de Zé Ronaldo, Jerônimo não escondeu o desejo:

“Se você perguntar: você tem expectativa que Zé Ronaldo caminhe com você? Na hora correta, a gente vai conversar sobre isso. Mas é claro que eu desejo.

Zé Ronaldo também fez declarações que chamaram atenção:

“Eu aprendi ao longo da minha vida a ter gratidão. Vivo aqui hoje um dos melhores momentos da minha vida. (…) Estou grato pela autorização desta obra.”

Redação Saiba+

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Política

EUA anunciam bloqueio total ao Estreito de Ormuz após impasse nuclear

Medida foi confirmada por Donald Trump e eleva tensão internacional após negociações fracassarem no Paquistão

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Arte Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12/4) que a Marinha norte-americana iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

A decisão foi tomada após o fracasso nas negociações envolvendo a questão nuclear, que vinham sendo discutidas em Islamabad. Segundo o governo norte-americano, a ausência de um acordo elevou o nível de preocupação com a segurança internacional e motivou a adoção de medidas mais rígidas.

O Estreito de Ormuz é considerado um ponto crucial para o comércio global de energia, sendo responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo exportado por países do Oriente Médio. O anúncio do bloqueio acendeu um alerta no cenário internacional, com possíveis impactos diretos nos mercados e na geopolítica global.

Especialistas apontam que a interrupção total da navegação na região pode provocar instabilidade econômica, aumento no preço do petróleo e tensões diplomáticas entre potências envolvidas na questão nuclear.

A decisão anunciada por Donald Trump deve mobilizar reações de diversos países e organismos internacionais, que acompanham com atenção os desdobramentos da medida e seus efeitos sobre o equilíbrio global.

O cenário segue em evolução, com expectativa de novos posicionamentos diplomáticos e possíveis tentativas de retomada das negociações nos próximos dias.

Redação Saiba+

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Política

Flávio Dino vota contra lei de SC que proíbe cotas em universidades

Ministro do STF considera norma estadual inconstitucional e segue voto do relator Gilmar Mendes

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Caso está sendo julgado no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) | Bnews - Divulgação Valter Campanato

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, votou pela inconstitucionalidade integral da lei de Santa Catarina que proíbe a adoção de cotas em universidades estaduais, privadas e comunitárias que recebem recursos públicos. O voto acompanha o posicionamento do relator do processo, ministro Gilmar Mendes, que também considerou a norma incompatível com a Constituição Federal.

No entendimento apresentado, Dino destacou que a Lei Nacional de Cotas já foi validada pelo STF em julgamentos anteriores e que o modelo está alinhado aos compromissos assumidos pelo Brasil em âmbito internacional, especialmente no âmbito da Convenção Interamericana contra o Racismo. Para o ministro, o sistema de cotas integra o conjunto de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e social, e sua validade já foi reconhecida pela Corte.

O magistrado reforçou que políticas afirmativas em educação fazem parte de estratégias adotadas pelo Estado para corrigir desigualdades históricas, ampliar o acesso de grupos vulneráveis ao ensino superior e garantir maior diversidade nas instituições de ensino.

O julgamento do tema no Supremo Tribunal Federal tem repercussão nacional, pois envolve a discussão sobre autonomia legislativa dos estados, os limites da atuação dos entes federativos e a proteção constitucional de políticas de inclusão. O desfecho do caso pode impactar legislações estaduais semelhantes e definir diretrizes para futuras ações relacionadas a ações afirmativas no ensino superior.

Redação Saiba+

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Política

Otto Alencar reage a apoio de Angelo Coronel a Flávio Bolsonaro

Presidente da CCJ do Senado comenta decisão do ex-aliado de apoiar pré-candidatura do PL à Presidência

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Otto Alencar destaca que apoio de Coronel a Bolsonaro é esperado, dado seu histórico político desde 2019. | Bnews - Divulgação BNEWS

O senador Otto Alencar (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, reagiu à decisão do senador Angelo Coronel (Republicanos) de declarar apoio ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições de outubro. A manifestação marcou um novo capítulo no tabuleiro político nacional e nas articulações que antecedem a disputa presidencial.

Em declarações recentes, Otto Alencar destacou que a escolha de Coronel é uma decisão pessoal e política, ressaltando que divergências de posicionamento são naturais no cenário partidário. O senador reforçou que, mesmo diante do apoio declarado ao nome do PL, a relação institucional entre os parlamentares seguirá dentro da normalidade, especialmente no âmbito das atividades legislativas.

Nos bastidores, a movimentação é vista como parte de um rearranjo das alianças políticas em torno da corrida presidencial. A manifestação de Coronel em favor de Flávio Bolsonaro amplia o debate sobre apoios estratégicos, alianças regionais e impacto eleitoral, elementos que devem ganhar ainda mais relevância à medida que a campanha avança.

Especialistas avaliam que esse tipo de posicionamento ajuda a definir o cenário pré-eleitoral, influenciando tanto a mobilização de bases políticas quanto a formação de palanques regionais. Para lideranças partidárias, a declaração também sinaliza a busca por fortalecimento de candidaturas e reposicionamento de grupos políticos em meio à disputa nacional.

Com o calendário eleitoral se aproximando, novos movimentos e declarações devem ocorrer, intensificando o debate sobre alianças, estratégias partidárias e projeções de votos.

Redação Saiba+

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