conecte-se conosco

Política

Com voto de Capitão Alden, oposição barra aumento do IOF proposto pelo governo Lula

Postado

em

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) foi um dos 383 parlamentares que votaram a favor da anulação do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), proposto pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de decreto legislativo que derruba a medida do Executivo, impondo uma rara derrota ao Planalto.

“Chega de empurrar conta para o povo. O brasileiro está sufocado com tantos impostos. O governo precisa aprender a cortar gastos, não aumentar a carga tributária”, declarou Capitão Alden após a votação.

Aumento do IOF Seria de R$ 10 Bilhões

Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, a elevação do IOF poderia resultar em uma arrecadação de cerca de R$ 10 bilhões. No entanto, com a aprovação do decreto, essa cobrança adicional foi suspensa — uma vitória significativa para a oposição e um revés importante para o governo.

Projeto Foi Pautado de Surpresa

O texto foi pautado de forma inesperada na noite de terça-feira (24) pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o que surpreendeu o Palácio do Planalto e até mesmo lideranças do Congresso. A votação teve resultado expressivo: 383 votos favoráveis e 98 contrários.

Além disso, o regime de urgência da proposta já havia sido aprovado na semana anterior, com 346 votos a favor e 97 contra, o que acelerou sua tramitação em meio ao período de festas juninas e ao esvaziamento do Congresso.

Medida Não Depende de Sanção Presidencial

Por se tratar de um decreto legislativo, a medida não precisa ser sancionada pelo presidente da República. Ela entra em vigor após a aprovação nas duas Casas Legislativas. Desde 1989, menos de 1% dos projetos desse tipo — que visam suspender atos do Executivo — chegaram a avançar dessa forma na Câmara.

Reações do Governo e Próximos Passos

Diante da derrota, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), criticou a decisão e defendeu o decreto original. “Não pode o Congresso destruir o programa eleito nas urnas. Não queremos cortar recursos do Minha Casa Minha Vida, do Bolsa Família”, declarou.

O projeto agora segue para o Senado Federal, onde também precisa ser aprovado para que a derrubada do aumento do IOF seja confirmada.

Redação Saiba+

Continue lendo
envie seu comentário

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Datafolha aponta fidelidade de eleitores de Lula e Bolsonaro

Pesquisa revela que 91% dos brasileiros afirmam não se arrepender do voto nas eleições presidenciais de 2022

Postado

em

Uma pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha neste sábado (16) revelou que 9 em cada 10 brasileiros afirmam não se arrepender do voto dado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou ao ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022.

Segundo o levantamento, 91% dos eleitores disseram manter a decisão tomada nas urnas, demonstrando forte fidelidade política mesmo após anos de intensos debates e polarização no cenário nacional. O dado reforça a consolidação das bases eleitorais dos dois principais protagonistas da última disputa presidencial.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com mais de 16 anos em diversas regiões do país, entre os dias 12 e 13 de maio. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00290/2026.

O resultado evidencia a permanência da divisão política no Brasil, cenário que continua influenciando debates públicos, movimentações partidárias e projeções para futuras eleições. Especialistas avaliam que a forte identificação dos eleitores com seus candidatos segue como uma das principais marcas do ambiente político brasileiro atual.

A divulgação da pesquisa também gerou repercussão nas redes sociais, com apoiadores de diferentes grupos políticos utilizando os números para reforçar posicionamentos e estratégias de mobilização digital.

Redação Saiba+

Continue lendo

Política

Joaquim Barbosa se filia ao DC e gera crise interna

Entrada do ex-ministro do STF no Democracia Cristã provoca reação de aliados de Aldo Rebelo e amplia disputa interna por candidatura presidencial

Postado

em

A filiação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, ao Democracia Cristã provocou forte repercussão nos bastidores políticos e abriu uma crise interna dentro da legenda. O movimento é visto como um possível passo para uma candidatura à Presidência da República nas próximas eleições.

A chegada de Joaquim Barbosa ao partido causou desconforto entre integrantes da sigla, especialmente aliados do ex-ministro Aldo Rebelo, que já vinha sendo tratado como pré-candidato oficial da legenda ao Palácio do Planalto.

Entre os nomes que demonstraram insatisfação está Cândido Vaccarezza, presidente do diretório paulista do partido e aliado político de Aldo Rebelo. Segundo informações de bastidores, integrantes do DC avaliam que a entrada de Joaquim Barbosa pode alterar os planos eleitorais da legenda e provocar uma disputa interna pela liderança do projeto presidencial.

A movimentação reforça o cenário de articulações políticas antecipadas para as eleições presidenciais, com partidos buscando nomes de forte apelo popular e projeção nacional. Joaquim Barbosa ganhou notoriedade nacional durante sua atuação no STF, especialmente em julgamentos de grande repercussão política.

Nos bastidores, dirigentes partidários tentam evitar um agravamento da crise interna, enquanto setores do partido avaliam os impactos políticos e eleitorais da possível candidatura do ex-ministro. A filiação também reacende especulações sobre o retorno de figuras ligadas ao Judiciário ao centro do debate político nacional.

Analistas apontam que a entrada de Joaquim Barbosa no Democracia Cristã pode ampliar a visibilidade da legenda no cenário nacional, mas também gerar disputas internas por espaço e influência dentro do partido.

Redação Saiba+

Continue lendo

Política

PGR denuncia Romeu Zema por calúnia contra Gilmar Mendes

Paulo Gonet acionou o STJ após declarações do ex-governador de Minas sobre ministro do STF em debate de repercussão nacional.

Postado

em

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou nesta sexta-feira (15) uma denúncia contra o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), por suposta prática de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

A denúncia foi encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) sob o entendimento da Procuradoria-Geral da República de que o caso possui relação direta com o exercício do cargo de governador e, por isso, deve tramitar na Corte responsável por julgar autoridades com prerrogativa de foro em situações ligadas ao mandato.

Na manifestação, Paulo Gonet argumenta que Romeu Zema utilizou perfis públicos associados à sua atuação institucional e política para comentar temas ligados a decisões do STF. Segundo o procurador-geral, as declarações extrapolaram a esfera privada e passaram a integrar o debate público nacional envolvendo o Judiciário.

“O denunciado utilizou perfis públicos associados à sua projeção institucional e política para intervir em debate de repercussão nacional”, escreveu Gonet na denúncia apresentada ao STJ. O documento também destaca que as manifestações estavam relacionadas a atos jurisdicionais atribuídos ao ministro Gilmar Mendes.

O caso amplia a tensão entre integrantes do meio político e membros do Supremo Tribunal Federal em um momento de forte polarização nacional. A denúncia contra Zema também adiciona um novo elemento ao cenário pré-eleitoral, já que o ex-governador é apontado como um dos nomes cotados para a disputa presidencial.

Nos bastidores políticos, aliados do ex-governador acompanham com atenção os desdobramentos jurídicos do caso, enquanto setores ligados ao Judiciário defendem maior responsabilidade institucional de agentes públicos em declarações direcionadas a ministros da Corte.

A repercussão da denúncia deve alimentar debates sobre liberdade de expressão, limites das manifestações públicas de autoridades e o ambiente de tensão entre política e Judiciário no Brasil.

Redação Saiba+

Continue lendo
Ads Imagem
Ads PMI VISITE ILHÉUS

    Mais Lidas da Semana