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Política

Haddad admite derrota no Congresso e propõe STF, cortes amplos ou nova receita após queda do IOF

Ministro da Fazenda afirma que decisão final será de Lula, mas avalia judicialização, aumento de arrecadação ou corte de R$ 12 bilhões no Orçamento, o que atingiria programas sociais

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara - Gabriela Biló/11.jun.2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo federal estuda três saídas para contornar a derrubada, pelo Congresso Nacional, do decreto que aumentava a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras): acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade da medida, buscar novas fontes de arrecadação ou promover cortes no Orçamento, que podem impactar áreas sensíveis como saúde, educação e habitação.

Em entrevista ao novo videocast C-Level Entrevista, da Folha de S.Paulo, Haddad disse que a decisão será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas defendeu a judicialização do caso com base em pareceres da AGU e da PGFN.

“Na opinião dos juristas do governo, é flagrantemente inconstitucional a decisão do Congresso que anulou o decreto”, afirmou.

Haddad demonstrou frustração com a articulação política: após reunião com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ele acreditava que havia sido firmado um acordo. “Saí de lá achando que estava tudo certo. Não sei o que mudou daquele domingo para cá.”

O ministro relatou ter sido surpreendido pela decisão da Câmara na manhã do dia 25, sendo informado por uma ligação da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Motta, segundo ele, não o procurou antes da votação. “Foi uma surpresa até para vários líderes”, disse.

A queda da medida que elevava o IOF é mais uma derrota do governo Lula no Congresso, evidenciando o clima de tensão entre o Executivo e o Legislativo. Mesmo assim, Haddad afirmou que seguirá defendendo a justiça tributária, com redução da carga sobre os mais pobres e maior tributação sobre os super-ricos. “Se a turma da Faria Lima está incomodada, tudo bem”, declarou.

Ele também reconheceu o adiamento da proposta de corte de 10% das isenções fiscais para agosto — a previsão inicial era para esta semana. Para o ministro, o rombo nas contas públicas é agravado por medidas herdadas, como o calote dos precatórios e a fragilização do BPC, que geraram uma indústria de judicialização.

Diante da expectativa para 2026, Haddad avalia que a eleição será acirrada, mas acredita que Lula chegará “competitivo”. No entanto, descartou aumento no valor do Bolsa Família no ano eleitoral, mantendo os pagamentos dentro dos parâmetros estabelecidos por acordos internacionais.

Haddad reforçou que a agenda econômica do governo busca corrigir distorções históricas e que enfrenta resistência justamente por atingir os que menos contribuem com o fisco.

“Não é normal um país tão desigual permitir que quem ganha mais de R$ 1 milhão por ano pague 2,5% de imposto de renda, enquanto uma professora da rede pública paga 10%.”

Apesar da crise política evidenciada pela queda do IOF, o ministro diz que seguirá dialogando com o Congresso. “Não me isolo, eu converso. O jogo é duro, mas estamos do lado certo.”

Redação Saiba+

Política

Jerônimo Rodrigues nega rumores sobre desistência de pré‑candidatura na Bahia

Governador reafirma posição após especulações envolvendo possível substituição por Rui Costa na disputa pelo Palácio de Ondina

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Governador destaca que sua única disputa é pelas vagas ao Senado | Bnews - Divulgação Vinícius Dias

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) reagiu às especulações que circularam nos últimos dias sobre uma possível desistência de sua pré‑candidatura ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Os rumores apontavam que ele abriria espaço para que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, assumisse a disputa pelo Palácio de Ondina, cenário que ganhou força nos bastidores políticos.

Jerônimo, no entanto, tratou de desmentir a informação, reafirmando seu compromisso com o projeto político que vem conduzindo desde o início de sua gestão. Segundo ele, não há qualquer movimento interno que indique substituição ou mudança na estratégia eleitoral da base governista.

A reação do governador ocorre em meio a um ambiente de intensa movimentação política, no qual interpretações e análises sobre alianças e composições costumam gerar ruídos. A fala de Jerônimo busca estabilizar o cenário e reforçar que sua pré‑candidatura segue mantida, alinhada ao planejamento do grupo político que governa o estado.

A menção ao nome de Rui Costa, que já confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado, também foi vista como parte das especulações que surgem naturalmente em períodos pré‑eleitorais. Com a manifestação pública do governador, a tendência é que a base aliada concentre esforços na organização da campanha e na consolidação das chapas majoritária e proporcional.

A declaração de Jerônimo Rodrigues contribui para reduzir tensões internas e reafirma a continuidade do projeto político que vem sendo defendido pelo grupo desde 2007, mantendo o foco na disputa estadual deste ano.

Redação Saiba+

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Polícia

Morre o deputado estadual Alan Sanches aos 58 anos

Parlamentar do União Brasil sofreu um infarto fulminante neste sábado (14) e não resistiu após atendimento do Samu

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O deputado estadual Alan Sanches faleceu neste sábado (14) após um infarto fulminante, deixando um legado na política baiana. | Bnews - Divulgação BNews

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) faleceu na manhã deste sábado (14), aos 58 anos, após sofrer um infarto fulminante. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao parlamentar e por equipes de emergência que atuaram no socorro.

Segundo apurações, Sanches passou mal repentinamente e recebeu atendimento imediato de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços da equipe médica, o deputado não resistiu.

Alan Sanches era uma figura de destaque na política baiana, com trajetória marcada por atuação ativa na Assembleia Legislativa da Bahia. Sua morte repentina causa grande comoção entre colegas, apoiadores e lideranças políticas do estado.

A notícia do falecimento mobilizou autoridades e gerou manifestações de pesar em diversos setores. O parlamentar deixa um legado de trabalho público e participação ativa em debates relevantes para a Bahia.

Redação Saiba+

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Política

PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão após ter mandato cassado na Câmara

Decisão ocorre após cassação do mandato parlamentar e publicação de ato no Diário Oficial da União

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O ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro Foto: Geraldo Magela

A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão, função que ocupava antes de sua eleição para a Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada nesta sexta‑feira (2), por meio de publicação no Diário Oficial da União, assinada pelo diretor de gestão de pessoas substituto, Licínio Nunes de Moraes Netto.

Segundo o ato administrativo, a PF declarou o fim do afastamento do ex‑parlamentar, uma vez que seu mandato de deputado federal foi cassado em 18 de dezembro. Com a perda do mandato, a licença concedida para o exercício da atividade política deixa de ter validade, obrigando o retorno imediato às funções na corporação.

A medida encerra o período em que Eduardo Bolsonaro esteve afastado do quadro funcional da PF e marca sua reintegração ao serviço público federal. A corporação ainda não detalhou em qual unidade o escrivão deverá atuar, mas o procedimento segue o trâmite padrão aplicado a servidores que retornam após afastamentos prolongados.

O caso segue repercutindo no cenário político e jurídico, especialmente por envolver um nome de grande projeção nacional e por ocorrer em meio a debates sobre responsabilidades e consequências administrativas após a cassação de mandatos eletivos.

Redação Saiba+

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