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Política

Direita domina engajamento político nas redes sociais

Estudo mostra que parlamentares e líderes conservadores têm mais que o dobro das interações da esquerda, centro e centrão somados

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Os 33 ministros de Lula que possuem redes sociais (cinco não tem perfis públicos) têm juntos pouco mais da metade dos seguidores que Jair Bolsonaro tem sozinho - André Coelho

Enquanto o debate político ganha força no ambiente digital, um dado chama a atenção: políticos de direita lideram com folga o engajamento nas redes sociais no Brasil, superando com ampla margem os representantes da esquerda, do centro e do centrão. O levantamento, feito pela consultoria Bites a pedido da Folha de S. Paulo, reforça a hegemonia digital do campo conservador, com implicações diretas para as próximas disputas eleitorais.

Segundo os dados compilados, as postagens de parlamentares e líderes da direita registraram 1,48 bilhão de interações entre janeiro e maio de 2025, número 2,5 vezes superior à soma dos engajamentos de políticos da esquerda (417 milhões) e do centro (171 milhões). O estudo considera curtidas, comentários e compartilhamentos nas cinco principais plataformas: Facebook, Instagram, YouTube, TikTok e X (antigo Twitter).

É uma bolha mais ativa e afinada, com seguidores engajados o tempo todo”, explica André Eler, diretor técnico da Bites.

A média de interações por postagem também revela a força digital da direita: 12.894 por publicação, contra 4.699 da esquerda e 3.900 do centro.

Falta de coesão e organização afetam a esquerda

O estudo revela que a esquerda enfrenta dificuldades para articular um discurso unificado, o que prejudica sua performance online. Deputados como Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP), por exemplo, apresentam pautas que muitas vezes se chocam, dificultando a criação de uma base digital coesa.

Outro fator que pesa negativamente é a ausência de presença digital ativa por parte de lideranças do governo. Dos 38 ministros de Lula, cinco sequer possuem redes sociais públicas, e os demais acumulam, juntos, menos da metade dos seguidores que Jair Bolsonaro (PL) tem sozinho.

Entre os nomes mais populares do governo nas redes, destacam-se Fernando Haddad (7,2 milhões de seguidores) e Marina Silva (5,7 milhões). Ainda assim, os números não compensam a falta de mobilização coordenada no entorno digital do governo.

Centro e centrão enfrentam barreiras na internet

Já os políticos do centro e centrão também aparecem com baixo desempenho nas redes sociais, mesmo com investimentos crescentes em comunicação. Um exemplo é Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, que tenta adotar um tom mais informal nas publicações, mas conta com apenas 300 mil seguidores em todas as plataformas, ocupando a 210ª posição no ranking da Bites.

Apesar disso, ele aparece como um dos parlamentares de centro com melhor desempenho por post: 3.624 interações, em média. Já Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, com 627 mil seguidores, registra 1.129 interações por publicação.

Influência fora da política tradicional

A pesquisa também aponta que os principais nomes do centro nas redes não vêm da política tradicional. O cantor gospel Fábio Teruel (MDB-SP) e o deputado Célio Studart (PSD-CE), conhecido por defender a causa animal, estão entre os mais seguidos — embora raramente publiquem conteúdos ligados ao mandato.

Segundo a Bites, a polarização é a principal força motriz do engajamento digital. “O centro não surfa nessa lógica, então depende mais da política tradicional, como emendas e cargos, para se destacar”, conclui Eler.

Redação Saiba+

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Política

Otto Alencar critica possível vice de ACM Neto

Senador questiona liderança de Zé Cocá e minimiza força política no cenário estadual

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Segundo Otto, Zé Cocá não possui liderança estadual e é praticamente desconhecido na maioria das cidades da Bahia | Bnews - Divulgação Reprodução

O senador Otto Alencar (PSD) afirmou que o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), não possui densidade política suficiente para compor como vice em uma eventual chapa liderada por ACM Neto (União Brasil) nas eleições para o governo da Bahia.

A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Metrópole, na segunda-feira (23), em meio a especulações sobre a formação da chapa majoritária da oposição no estado. Segundo Otto, Zé Cocá é praticamente desconhecido na maior parte dos municípios baianos, o que, na avaliação do senador, enfraquece a possibilidade de sua indicação para o cargo.

Não tem liderança estadual consolidada”, destacou o parlamentar, ao comentar a suposta articulação política. A fala evidencia o cenário de disputa antecipada nos bastidores e reforça o clima de tensão entre diferentes grupos que se posicionam para o pleito.

O debate sobre a escolha do vice é considerado estratégico, já que a composição da chapa pode influenciar diretamente na capilaridade eleitoral e na capacidade de articulação política em diversas regiões. Analistas avaliam que a definição de nomes com maior reconhecimento e base consolidada pode ser determinante para o desempenho nas urnas.

Enquanto isso, a movimentação política segue intensa na Bahia, com lideranças buscando alianças e consolidando apoios de olho nas próximas eleições. A possível candidatura de ACM Neto e a escolha de seu vice continuam no centro das discussões políticas no estado.

Redação Saiba+

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Política

TCU rejeita pedido de Flávio Bolsonaro sobre empréstimo aos Correios

Corte de Contas mantém negociação bilionária e reforça autonomia administrativa da estatal

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LUIS NOVA

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu não acatar o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL) para suspender a negociação de um empréstimo de até R$ 20 bilhões destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A decisão mantém o andamento das tratativas financeiras consideradas estratégicas para a estatal.

O parlamentar havia solicitado a interrupção do processo, levantando questionamentos sobre a viabilidade e os impactos da operação. No entanto, o TCU entendeu que não há elementos suficientes que justifiquem a suspensão imediata da negociação, permitindo que os Correios prossigam com a busca por recursos.

A operação de crédito é vista como uma medida para reforçar o caixa da empresa, ampliar investimentos e modernizar serviços logísticos, em um cenário de crescente competitividade no setor. A decisão da Corte de Contas reforça o entendimento de que processos administrativos devem seguir seu curso regular, salvo indícios concretos de irregularidades.

Nos bastidores, o tema tem gerado debates sobre a gestão financeira de estatais e o papel dos órgãos de controle. Especialistas apontam que a decisão do TCU sinaliza uma postura técnica, priorizando a análise criteriosa antes de interferências em negociações de grande porte.

Com a manutenção do processo, a expectativa é de que os Correios avancem nas tratativas do empréstimo, considerado fundamental para garantir sustentabilidade financeira e competitividade no mercado.

Redação Saiba+

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Política

Assessor de deputado é preso após saque milionário

Caso envolvendo aliado de Vinicius Carvalho gera repercussão política e investigação em Recife

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Saque milionário foi realizado em uma agência bancária e levantou suspeitas sobre a origem do dinheiro. | Bnews - Divulgaçao

Um assessor ligado ao deputado federal Vinicius Carvalho (PL) foi preso em flagrante na última sexta-feira (20), após realizar um saque de alto valor em uma agência bancária no centro de Recife. O caso rapidamente ganhou repercussão no meio político e acendeu alertas sobre possíveis irregularidades envolvendo movimentações financeiras.

De acordo com as informações divulgadas pela jornalista Mirelle Pinheiro, o valor retirado chamou a atenção das autoridades, levando à abordagem e à prisão do assessor ainda no local. A operação foi classificada como flagrante, o que indica que a ação foi considerada suspeita no momento da transação bancária.

Nos bastidores, o episódio gerou forte reação política e abriu espaço para questionamentos sobre a origem dos recursos e a finalidade do saque. As autoridades devem aprofundar as investigações para esclarecer se houve prática de crime financeiro, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades.

A assessoria do parlamentar ainda não detalhou publicamente o caso, mas a situação já impacta o ambiente político, especialmente em meio a um cenário de maior vigilância sobre movimentações financeiras de agentes públicos e seus colaboradores.

Especialistas destacam que operações desse tipo costumam acionar mecanismos de controle e fiscalização do sistema bancário, sobretudo quando envolvem valores expressivos em espécie. O caso pode evoluir para investigações mais amplas, dependendo das evidências reunidas pelas autoridades competentes.

A repercussão deve continuar nos próximos dias, à medida que novas informações forem divulgadas e o andamento das apurações trouxer mais clareza sobre o episódio.

Redação Saiba+

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