Polícia
Empresário Francisco Júnior é solto após decisão judicial
Detido em abril durante a Operação Falsas Promessas, influenciador baiano deixou a prisão nesta terça-feira (15)

O empresário Francisco Souza Braga Júnior, mais conhecido como Francisco Júnior ou FJ, foi solto nesta terça-feira (15/07), após decisão favorável da Justiça. Ele estava preso desde abril de 2025, quando foi um dos 22 detidos na Operação Falsas Promessas, deflagrada para apurar um esquema de rifas fraudulentas com atuação na Bahia e em outros estados.
Proprietário de uma empresa de veículos e influenciador com mais de 111 mil seguidores no Instagram, Francisco Júnior é figura conhecida nas redes sociais por exibir uma vida de luxo, com viagens, carros de alto padrão e vínculos com artistas baianos. Em sua biografia no Instagram, ele se apresenta como CEO da FJ Prime Veículos e proprietário de empreendimentos imobiliários em Jauá e Barra do Jacuípe, ambos em Camaçari.
A defesa do empresário foi conduzida pelo advogado Dinoermeson Tiago dos Santos Nascimento, que argumentou pela inexistência dos requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva, conforme o artigo 312 do Código de Processo Penal. Segundo ele:
“Não há garantia da ordem pública, pois não existe possibilidade do réu cometer outros crimes; quanto à conveniência da instrução criminal, o paciente vai colaborar e participar de todos os atos do processo; e também não há intenção de fuga. Importante salientar que os crimes supostamente atribuídos aos pacientes, por sua própria natureza, não exigem violência nem grave ameaça.”
A soltura de Francisco Júnior ocorre no momento em que as investigações da operação ainda seguem em andamento. A Operação Falsas Promessas foi deflagrada para desarticular grupos que lucravam com sorteios irregulares, lesando consumidores e violando normas de regulamentação comercial.
Até o momento, 22 pessoas foram presas no âmbito da investigação, que está sob responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia. A expectativa é que os próximos desdobramentos do caso incluam oitivas, análise de documentos apreendidos e eventual denúncia formal contra os envolvidos.
Polícia
Ex-PMs são condenados a mais de 20 anos por homicídio em Salvador
Júri Popular no Fórum Ruy Barbosa encerra caso de 2014 com condenação de réus por homicídio qualificado, roubo e ocultação de cadáver.

O Tribunal do Júri condenou os ex-policiais militares Jesimiel da Silva Resende e Cláudio Bonfim Borges a mais de 20 anos de prisão pelo homicídio de Geovane Mascarenhas de Santana, encontrado mutilado em 2 de agosto de 2014, em via pública, no bairro da Calçada, subúrbio de Salvador.
O julgamento ocorreu no Fórum Ruy Barbosa, na capital baiana, e foi iniciado na quinta-feira (18), sendo concluído na madrugada desta sexta-feira (19). Ao todo, sete réus — todos ex-integrantes da Polícia Militar — foram julgados pelo Tribunal do Júri Popular, em um processo que mobilizou grande atenção no meio jurídico e na sociedade.
De acordo com informações do Ministério Público da Bahia (MPBA), o ex-PM Jesimiel da Silva Resende foi condenado a 25 anos, 3 meses e 15 dias de prisão, em regime inicial fechado. A sentença inclui os crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver.
A decisão do júri reforça o entendimento da acusação sobre a gravidade do crime e a participação dos réus no caso, que permaneceu em investigação e tramitação judicial por mais de uma década até chegar ao julgamento final.
O caso de Geovane Mascarenhas de Santana teve grande repercussão na época dos fatos e voltou a ganhar destaque com a realização do julgamento, sendo considerado um dos processos mais emblemáticos envolvendo ex-agentes de segurança pública na Bahia.
Com a condenação, a Justiça encerra uma das etapas mais importantes do processo, que agora segue para as demais providências legais cabíveis quanto ao cumprimento das penas estabelecidas pelo Tribunal do Júri.
Polícia
Polícia Civil realiza operação contra suspeitos de homicídio brutal no Rio
Ação mira integrantes de facção criminosa investigados pela tortura e esquartejamento de adolescente na Zona Sudoeste da capital fluminense.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta sexta-feira, uma operação para cumprir mandados de prisão contra suspeitos envolvidos na morte brutal do adolescente Ronaldo Henrique Souza Peixoto, de 14 anos, assassinado em março deste ano.
Segundo informações da investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), os alvos da ação são integrantes da comunidade César Maia, em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, e possuem ligação com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).
O crime, que chocou pela extrema violência, envolve acusações de tortura e esquartejamento do adolescente, motivando uma investigação de alta complexidade por parte das autoridades policiais.
De acordo com a apuração, os suspeitos identificados pela DHC teriam participação direta na execução do jovem, em um contexto de atuação do tráfico de drogas na região. A operação desta sexta-feira tem como objetivo não apenas cumprir mandados de prisão, mas também reunir novas provas que possam fortalecer o inquérito.
As diligências seguem em andamento, e a Polícia Civil não descarta novas fases da operação conforme o avanço das investigações. O caso é tratado como prioridade devido à gravidade dos fatos e à repercussão na comunidade local.
As autoridades reforçam que a ação busca enfraquecer a atuação de grupos criminosos responsáveis por crimes violentos na capital fluminense.
Polícia
Suspeito confessa crime e é preso após morte de adolescente no Paraná
Caso de Iasmyn Eckhardt, de 14 anos, ganha novos desdobramentos com prisão preventiva e avanço das investigações da Polícia Civil em Foz do Iguaçu.

A morte da adolescente Iasmyn Eckhardt da Silva, de 14 anos, registrada em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, teve novos desdobramentos nesta semana com a prisão preventiva e a confissão do principal suspeito do crime. O caso, que chocou a população local, segue sob investigação da Polícia Civil.
Iasmyn foi encontrada morta no último domingo (14), em uma área de mata da região, apresentando ferimentos graves na cabeça e no rosto, o que inicialmente levou as autoridades a tratarem o caso como homicídio com possível violência extrema.
Após avanços nas investigações, a Polícia Civil identificou o principal suspeito, que acabou detido e posteriormente confessou a autoria do crime, segundo informações apuradas pelas autoridades responsáveis pelo caso. A prisão preventiva foi solicitada para garantir o andamento das investigações e a segurança da ordem pública.
A motivação do crime ainda não foi totalmente esclarecida, e os investigadores continuam reunindo provas, depoimentos e elementos técnicos que possam ajudar a reconstruir a dinâmica dos fatos. A perícia também segue analisando o local onde o corpo foi encontrado.
O caso gerou grande comoção em Foz do Iguaçu e mobilizou equipes policiais desde o momento do desaparecimento da adolescente. A Polícia Civil reforça que todas as linhas de investigação seguem abertas até a conclusão do inquérito.
Com a confissão do suspeito, o caso avança para uma nova fase do processo investigativo, que deve incluir a formalização de denúncias e o encaminhamento do inquérito ao Ministério Público para as medidas legais cabíveis.
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