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Política

Mourão minimiza desgaste de Tarcísio com tarifaço e Eduardo Bolsonaro recua: “Não é nosso inimigo

Senador sai em defesa de governador após críticas e declarações polêmicas; ala bolsonarista tenta reconstruir pontes em meio à crise diplomática com os EUA

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O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro. - Saul Loeb-20.fev.25/AFP

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) comentou nesta quarta-feira (16), em entrevista ao Estúdio i, os desdobramentos do tarifaço de 50% imposto ao Brasil pelo governo Donald Trump e o impacto político da crise dentro do campo bolsonarista. O general minimizou as críticas feitas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e afirmou que o “tiroteio” contra ele é natural.

“A partir do momento que a figura do Tarcísio emerge como alguém viável, ele vai ser torpedeado. O tiroteio vai vir abaixo da linha da cintura, mas ele tem que se acostumar. Tem musculatura para aguentar isso”, declarou Mourão, sugerindo que o governador é hoje um nome forte para 2026.

Mourão também defendeu o gesto polêmico de Tarcísio ao usar o boné com o slogan de Trump, “Make America Great Again”, e avaliou que o episódio não configura atitude antinacionalista. Segundo ele, Tarcísio precisa apenas tomar mais cuidado com sua imagem, pois está em evidência.


Eduardo Bolsonaro recua e “sela a paz” com Tarcísio

Depois de dias de trocas públicas de críticas e acusações, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou que teve uma “boa e longa conversa” com Tarcísio e que ambos concordam em atuar pelo interesse do país. O gesto tenta conter o racha visível no bolsonarismo após divergências sobre a resposta ao tarifaço americano.

“Visões de mundo diferentes são normais e saudáveis. Vamos adiante debater o que interessa”, escreveu Eduardo nas redes sociais.

Na terça-feira (15), no entanto, Eduardo havia acusado Tarcísio de “subserviência servil às elites” e o criticado por tentar negociar com a embaixada americana, afirmando que se tratava de um desrespeito com ele e com os aliados mais radicais.

A reaproximação foi reforçada em live com o ex-apresentador Paulo Figueiredo, na qual Eduardo afirmou que deseja “enterrar o assunto” e nega que veja Tarcísio como adversário, apesar das divergências quanto à condução da crise diplomática.


Congresso e Mourão endossam linha institucional

A tensão entre os aliados de Bolsonaro ocorre num momento em que o Congresso Nacional endossa a postura institucional do governo Lula, liderado por Geraldo Alckmin e Mauro Vieira, para reagir às medidas de Trump. Em reunião com Alckmin e Gleisi Hoffmann, os presidentes da Câmara e do Senado — Hugo Motta e Davi Alcolumbre — afirmaram que o Legislativo apoiará a resposta brasileira em nome da soberania nacional.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta mostra que 72% dos brasileiros consideram um erro de Trump retaliar o Brasil por conta de Bolsonaro, e 53% apoiam a postura firme de Lula ao reagir com reciprocidade.

Tarcísio, por sua vez, tenta manter o equilíbrio: busca preservar o apoio bolsonarista, mas também adota postura diplomática e técnica, tendo se reunido com STF, representantes dos EUA e até Bolsonaro para conter danos e preservar sua imagem nacional.

Redação Saiba+

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Política

Cleitinho defende pena de morte após chacina em MG

Senador utilizou as redes sociais para comentar o caso ocorrido na Zona da Mata mineira e voltou a defender mudanças mais rígidas na legislação penal brasileira.

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A repercussão da chacina que deixou quatro pessoas mortas em Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata de Minas Gerais, ganhou novos capítulos nesta semana após o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) se manifestar publicamente sobre o caso. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar defendeu a adoção da pena de morte no Brasil e relacionou a proposta à gravidade dos crimes registrados no município mineiro.

Durante a publicação, Cleitinho exibiu imagens que mostram o suspeito circulando pela cidade antes dos ataques e utilizou o episódio para reforçar seu posicionamento em favor do endurecimento das punições aplicadas a autores de crimes considerados violentos.

“Olha por que no Brasil tem que ter pena de morte”, afirmou o senador no início da gravação, destacando que situações como a registrada em Visconde do Rio Branco deveriam ampliar o debate sobre mudanças na legislação penal do país.

A declaração rapidamente repercutiu nas redes sociais, gerando manifestações favoráveis e contrárias à proposta. O tema da pena de morte costuma provocar intensos debates no cenário político e jurídico brasileiro, especialmente em momentos de grande comoção causados por crimes de elevada repercussão.

A chacina ocorrida em Minas Gerais mobilizou forças de segurança e provocou forte impacto na população local, reacendendo discussões sobre segurança pública, combate à criminalidade e mecanismos de punição previstos na legislação nacional.

Embora a Constituição Federal estabeleça restrições à aplicação da pena de morte, exceto em situações específicas previstas em lei durante períodos de guerra declarada, o assunto frequentemente retorna ao debate público após crimes de grande repercussão.

Especialistas apontam que discussões sobre alterações no sistema penal envolvem questões constitucionais, jurídicas e sociais complexas, exigindo amplo debate entre os poderes e a sociedade.

Enquanto as investigações sobre a chacina seguem em andamento, a manifestação do senador ampliou a visibilidade do caso e reacendeu uma discussão recorrente sobre os limites das punições criminais no Brasil.

Redação Saiba+

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Política

Família aguarda laudo sobre morte de ex-deputada

Grazielle Machado faleceu após passar mal e ser internada em hospital de Campo Grande; exames devem esclarecer a causa da morte.

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A morte da ex-vereadora de Campo Grande e ex-deputada estadual de Mato Grosso do Sul, Grazielle Machado, de 45 anos, segue cercada por expectativa e comoção. Familiares aguardam o resultado dos exames periciais que deverão confirmar oficialmente a causa do falecimento da ex-parlamentar.

Grazielle morreu na última quarta-feira (24), após permanecer internada no Hospital da Cassems, na capital sul-mato-grossense. Ela havia sido hospitalizada dois dias antes, na segunda-feira (22), depois de apresentar um quadro de mal-estar que exigiu atendimento médico.

A confirmação da causa da morte depende da conclusão dos exames realizados pelas equipes responsáveis, que ainda analisam as condições clínicas e os fatores que podem ter contribuído para o falecimento. Até o momento, nenhuma informação oficial foi divulgada sobre o resultado dos laudos.

A notícia da morte provocou forte repercussão entre lideranças políticas, amigos e apoiadores. Grazielle Machado construiu trajetória de destaque na política de Mato Grosso do Sul, atuando tanto na Câmara Municipal de Campo Grande quanto na Assembleia Legislativa do estado.

Reconhecida por sua participação na vida pública e pelo trabalho desenvolvido ao longo da carreira política, Grazielle deixa familiares, amigos e admiradores que lamentam sua partida precoce.

Enquanto aguardam os esclarecimentos médicos, familiares têm recebido manifestações de solidariedade de diferentes setores da sociedade. Mensagens de pesar e homenagens foram compartilhadas por autoridades, representantes políticos e cidadãos que acompanharam sua atuação pública.

O caso continua sendo acompanhado pelos familiares, que esperam a conclusão dos exames para compreender as circunstâncias que levaram à morte da ex-deputada. A expectativa é que os laudos tragam respostas definitivas sobre o quadro de saúde que resultou no falecimento.

A morte de Grazielle Machado encerra uma trajetória marcada pela participação ativa na política estadual e municipal, deixando um legado de atuação pública em Mato Grosso do Sul.

Redação Saiba+

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Política

STJ apura ligação de Mauro Mendes com Banco Master

Investigação sigilosa busca esclarecer condições de participação da instituição financeira em programa de crédito consignado criado durante gestão do ex-governador de Mato Grosso.

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Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, tornou-se alvo de uma investigação conduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar circunstâncias relacionadas à participação do Banco Master no programa de crédito consignado Credcesta, implementado em 2023.

A apuração foi instaurada após solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tramita sob sigilo na Corte. O objetivo é analisar as condições em que a instituição financeira participou do processo de credenciamento vinculado ao programa de empréstimos consignados oferecido durante a gestão estadual.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa nacional, a investigação busca reunir elementos que possam esclarecer eventuais irregularidades ou procedimentos adotados no processo que levou à inclusão do Banco Master na iniciativa. Até o momento, não há divulgação oficial dos detalhes do conteúdo investigado devido ao caráter sigiloso do processo.

O Credcesta foi desenvolvido com a proposta de ampliar o acesso ao crédito consignado para servidores e beneficiários vinculados ao programa estadual. A participação de instituições financeiras credenciadas era considerada parte essencial para a operacionalização das linhas de financiamento disponibilizadas aos usuários.

A abertura da investigação não representa condenação ou comprovação de irregularidades, mas sim uma etapa de análise destinada a verificar fatos e circunstâncias relacionados ao caso. O procedimento deverá avaliar documentos, contratos, critérios de credenciamento e demais informações consideradas relevantes pelos órgãos responsáveis.

O Banco Master também aparece no centro das apurações por conta de discussões envolvendo sua atuação em diferentes operações financeiras nos últimos anos. A instituição tem afirmado que atua dentro dos parâmetros legais e regulatórios exigidos pelo sistema financeiro nacional.

Enquanto a investigação avança, o caso segue acompanhado por autoridades, especialistas do setor financeiro e agentes políticos, devido ao potencial impacto institucional e à relevância do programa analisado.

A expectativa é que novas informações sejam divulgadas apenas após o avanço das diligências e eventual levantamento do sigilo processual, permitindo maior conhecimento sobre os fatos investigados e os desdobramentos do procedimento conduzido pelo STJ.

Redação Saiba+

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