Política
Abaixo-assinado cobra cassação de Eduardo Bolsonaro com mote “fora, lesa-pátria”
Campanha de movimentos sociais acusa o deputado de traição nacional por apoiar tarifa de Trump contra o Brasil e atuar contra o governo Lula no exterior

Entidades da sociedade civil lançaram um abaixo-assinado pela cassação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Com o lema “fora, lesa-pátria”, a campanha denuncia a atuação do parlamentar fora do país, acusando-o de incitar sanções estrangeiras e celebrar medidas que impactam negativamente a economia brasileira.
O movimento é liderado pela Uneafro Brasil e pelo Instituto de Referência Negra Peregum, e repercute o discurso nacionalista adotado pelo governo Lula e pelo PT após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um tarifaço de 50% contra produtos brasileiros — com apoio informal da ala bolsonarista.
“O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está fora do Brasil para incitar sanções estrangeiras contra o País, além de celebrar medidas que afetam diretamente a economia nacional”, afirmam os organizadores da petição.
Cassação e ausência estratégica
Atualmente residindo nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro afirmou à Coluna do Estadão que permanecerá fora do Brasil por tempo indeterminado, alegando risco de prisão por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda assim, só poderá perder o mandato se acumular mais de 30% de faltas nas sessões legislativas de 2025.
No Congresso, o Partido dos Trabalhadores já protocolou um pedido formal de cassação, sob a acusação de que o parlamentar violou o decoro ao atuar contra a soberania nacional e recorrer a canais diplomáticos paralelos para prejudicar o Brasil.
Política
Dino questiona atuação de Cezinha no Judiciário
Ministro do STF afirma que deputado teria usado o cargo para transmitir a terceiros a percepção de influência sobre magistrados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, afirmou que o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) teria utilizado a posição parlamentar para transmitir a terceiros a ideia de que possuía influência entre integrantes do Judiciário.
A declaração consta de uma decisão relacionada a uma investigação que apura a atuação de integrantes de uma força-tarefa e possíveis negociações envolvendo processos em andamento. Dino determinou o fim do sigilo do documento que fundamentou a operação, permitindo o acesso ao conteúdo da decisão.
Segundo o ministro, os fatos investigados podem indicar, em tese, que o deputado, que não possui habilitação para exercer a advocacia, teria utilizado a posição ocupada no Congresso Nacional para criar entre terceiros a percepção de que poderia exercer influência sobre magistrados de tribunais superiores.
“Parece-me claro que os fatos investigados podem implicar, em tese, um deputado federal que não tem habilitação para atuar como advogado”, escreveu Dino na decisão.
Investigação apura supostos pagamentos
De acordo com os elementos apresentados na investigação, integrantes do grupo teriam procurado terceiros para negociar pagamentos condicionados ao resultado de processos judiciais em andamento.
Ainda segundo a apuração, os envolvidos teriam afirmado que poderiam exercer algum tipo de influência sobre decisões de magistrados em troca dos valores negociados.
Na avaliação de Flávio Dino, a existência de uma remuneração considerada elevada também seria um elemento relevante para a análise do caso. O ministro afirmou que esse aspecto, em princípio, afastaria a possibilidade de que os pagamentos fossem relacionados apenas a um eventual “ato político”.
A decisão, contudo, trata os fatos como hipóteses sob investigação, e eventuais responsabilidades deverão ser definidas a partir do avanço das apurações e da análise das provas reunidas pelas autoridades.
O caso envolve questões relacionadas à suposta venda de influência no Judiciário, tema que tem provocado atenção dentro do STF e deverá continuar sendo analisado no âmbito da investigação.
Política
Capitão Alden destina R$ 760 mil a aliados
Deputado federal e candidato à reeleição transferiu recursos da própria campanha para candidaturas de deputados estaduais do PL na Bahia

O deputado federal e candidato à reeleição Capitão Alden (PL) destinou R$ 760 mil de sua própria campanha para fortalecer candidaturas de deputados estaduais do Partido Liberal (PL).
De acordo com dados da prestação de contas eleitoral, os repasses foram registrados no início de setembro e direcionados a candidatos que disputam uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Entre os principais beneficiados estão Gabriel Bandarra, conhecido como Tenóbio, Rafael Victoria e Thiago Martins, que receberam R$ 200 mil cada. Juntos, os três concentraram R$ 600 mil dos recursos transferidos pelo deputado federal.
Além deles, Alden também realizou aportes para outros candidatos aliados do partido. Adriano Almeida Braga recebeu R$ 100 mil, enquanto Antonio Balbino foi contemplado com R$ 50 mil e Jesum Almeida Cezar recebeu R$ 10 mil.
Os valores aparecem registrados na prestação de contas da campanha e representam uma estratégia de fortalecimento das candidaturas proporcionais do PL, ampliando o apoio financeiro a nomes que disputam cadeiras no Legislativo estadual.
A movimentação ocorre durante o período eleitoral e evidencia a articulação interna do partido para ampliar sua representação na Assembleia Legislativa. Capitão Alden, que busca a reeleição para a Câmara dos Deputados, utiliza parte dos recursos de sua campanha para apoiar candidatos da legenda na disputa estadual.
Os repasses seguem registrados na documentação eleitoral apresentada à Justiça Eleitoral, que reúne as receitas e despesas declaradas pelas campanhas durante o processo eleitoral.
Política
Janja chama atenção em ato político em Curitiba
Primeira-dama acompanhou música em playback durante evento com Lula na Boca Maldita, no Centro da capital paranaense

A primeira-dama Janja Lula da Silva chamou atenção durante o evento político ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado neste sábado (12), na Boca Maldita, no Centro de Curitiba (PR).
Durante a concentração, que reuniu apoiadores, candidatos e lideranças políticas, Janja participou de um momento descontraído ao acompanhar em playback uma música que era reproduzida no local.
A participação da primeira-dama rapidamente se tornou um dos momentos de destaque do ato, que contou com a presença de integrantes da base política do presidente na capital paranaense.
O evento faz parte da agenda política de Lula no Paraná e reuniu militantes e aliados em uma região tradicionalmente marcada por manifestações e atos públicos em Curitiba.
A presença de Janja e sua interação durante a concentração chamaram a atenção dos participantes, acrescentando um momento de descontração à programação do evento político.
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