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Política

Audiência de Ana Maria dispara com Alckmin

Vice-presidente aproveita programa da Globo para defender revogação de tarifas dos EUA e atacar medidas de Trump contra o Brasil

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Reprodução Globo

A participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no Mais Você, da TV Globo, nesta quinta-feira (31), trouxe não apenas declarações políticas, mas também um expressivo ganho de audiência para o programa. Dados prévios da Kantar Ibope indicam que a presença do político aumentou em 10,1% a média habitual da atração matinal, que é comandada por Ana Maria Braga.

Foram 7,6 pontos de média com picos de 10 na Grande São Paulo — onde cada ponto representa cerca de 199 mil telespectadores —, o que corresponde a uma audiência que ultrapassa os 2 milhões de brasileiros em seu pico. A Globo, que lidera os repasses de verba pública durante o governo Lula, abriu as portas do seu estúdio para uma entrevista amistosa com o vice-presidente, que além do cargo também é ministro da Indústria, Comércio e Desenvolvimento.

Alckmin comentou a nova tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, medida que, segundo ele, prejudica diretamente as exportações do país. “Esse tarifaço é um perde-perde. Os americanos vão pagar mais caro e isso atrapalha nosso mercado, nosso emprego e nosso crescimento”, afirmou.

Apesar de afirmar que o presidente Lula (PT) deseja o diálogo com o presidente norte-americano Donald Trump, Alckmin admitiu que ainda não houve nenhuma sinalização prática para o encontro. “Se depender do Lula, a conversa é pra ontem”, disse.

A entrevista teve clima leve e amigável, com direito a café da manhã e até degustação das famosas coxinhas da apresentadora, que Alckmin elogiou: “Campeã, impressionante, deliciosa e maravilhosa”.

Após a conversa, o jornalista Fabricio Battaglini apresentou uma reportagem detalhando as medidas anunciadas por Trump. O presidente dos EUA justificou o aumento das tarifas como resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, além de afirmar que autoridades brasileiras estariam pressionando plataformas digitais a censurarem usuários, citando diretamente o ministro Alexandre de Moraes.

A aparição de Alckmin no programa da Globo gerou comentários nas redes sociais, especialmente entre críticos do governo federal, que enxergam na aliança entre a emissora e o Planalto uma tentativa de recuperar popularidade em meio à queda de aprovação do governo Lula.

Segundo a mais recente pesquisa da Paraná Pesquisas, 41,9% dos brasileiros avaliam o governo Lula como ruim ou péssimo, superando os 34,2% que consideram a gestão boa ou ótima.

Redação Saiba+

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Política

EUA anunciam bloqueio total ao Estreito de Ormuz após impasse nuclear

Medida foi confirmada por Donald Trump e eleva tensão internacional após negociações fracassarem no Paquistão

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Arte Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12/4) que a Marinha norte-americana iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

A decisão foi tomada após o fracasso nas negociações envolvendo a questão nuclear, que vinham sendo discutidas em Islamabad. Segundo o governo norte-americano, a ausência de um acordo elevou o nível de preocupação com a segurança internacional e motivou a adoção de medidas mais rígidas.

O Estreito de Ormuz é considerado um ponto crucial para o comércio global de energia, sendo responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo exportado por países do Oriente Médio. O anúncio do bloqueio acendeu um alerta no cenário internacional, com possíveis impactos diretos nos mercados e na geopolítica global.

Especialistas apontam que a interrupção total da navegação na região pode provocar instabilidade econômica, aumento no preço do petróleo e tensões diplomáticas entre potências envolvidas na questão nuclear.

A decisão anunciada por Donald Trump deve mobilizar reações de diversos países e organismos internacionais, que acompanham com atenção os desdobramentos da medida e seus efeitos sobre o equilíbrio global.

O cenário segue em evolução, com expectativa de novos posicionamentos diplomáticos e possíveis tentativas de retomada das negociações nos próximos dias.

Redação Saiba+

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Política

Flávio Dino vota contra lei de SC que proíbe cotas em universidades

Ministro do STF considera norma estadual inconstitucional e segue voto do relator Gilmar Mendes

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Caso está sendo julgado no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) | Bnews - Divulgação Valter Campanato

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, votou pela inconstitucionalidade integral da lei de Santa Catarina que proíbe a adoção de cotas em universidades estaduais, privadas e comunitárias que recebem recursos públicos. O voto acompanha o posicionamento do relator do processo, ministro Gilmar Mendes, que também considerou a norma incompatível com a Constituição Federal.

No entendimento apresentado, Dino destacou que a Lei Nacional de Cotas já foi validada pelo STF em julgamentos anteriores e que o modelo está alinhado aos compromissos assumidos pelo Brasil em âmbito internacional, especialmente no âmbito da Convenção Interamericana contra o Racismo. Para o ministro, o sistema de cotas integra o conjunto de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e social, e sua validade já foi reconhecida pela Corte.

O magistrado reforçou que políticas afirmativas em educação fazem parte de estratégias adotadas pelo Estado para corrigir desigualdades históricas, ampliar o acesso de grupos vulneráveis ao ensino superior e garantir maior diversidade nas instituições de ensino.

O julgamento do tema no Supremo Tribunal Federal tem repercussão nacional, pois envolve a discussão sobre autonomia legislativa dos estados, os limites da atuação dos entes federativos e a proteção constitucional de políticas de inclusão. O desfecho do caso pode impactar legislações estaduais semelhantes e definir diretrizes para futuras ações relacionadas a ações afirmativas no ensino superior.

Redação Saiba+

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Política

Otto Alencar reage a apoio de Angelo Coronel a Flávio Bolsonaro

Presidente da CCJ do Senado comenta decisão do ex-aliado de apoiar pré-candidatura do PL à Presidência

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Otto Alencar destaca que apoio de Coronel a Bolsonaro é esperado, dado seu histórico político desde 2019. | Bnews - Divulgação BNEWS

O senador Otto Alencar (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, reagiu à decisão do senador Angelo Coronel (Republicanos) de declarar apoio ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições de outubro. A manifestação marcou um novo capítulo no tabuleiro político nacional e nas articulações que antecedem a disputa presidencial.

Em declarações recentes, Otto Alencar destacou que a escolha de Coronel é uma decisão pessoal e política, ressaltando que divergências de posicionamento são naturais no cenário partidário. O senador reforçou que, mesmo diante do apoio declarado ao nome do PL, a relação institucional entre os parlamentares seguirá dentro da normalidade, especialmente no âmbito das atividades legislativas.

Nos bastidores, a movimentação é vista como parte de um rearranjo das alianças políticas em torno da corrida presidencial. A manifestação de Coronel em favor de Flávio Bolsonaro amplia o debate sobre apoios estratégicos, alianças regionais e impacto eleitoral, elementos que devem ganhar ainda mais relevância à medida que a campanha avança.

Especialistas avaliam que esse tipo de posicionamento ajuda a definir o cenário pré-eleitoral, influenciando tanto a mobilização de bases políticas quanto a formação de palanques regionais. Para lideranças partidárias, a declaração também sinaliza a busca por fortalecimento de candidaturas e reposicionamento de grupos políticos em meio à disputa nacional.

Com o calendário eleitoral se aproximando, novos movimentos e declarações devem ocorrer, intensificando o debate sobre alianças, estratégias partidárias e projeções de votos.

Redação Saiba+

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