Mundo
Trump pressiona Zelenski e reacende tensão global
Americano descarta entrada da Ucrânia na Otan e afirma que Crimeia já está perdida

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acendeu o alerta entre aliados de Volodimir Zelenski ao pressionar o líder ucraniano pouco antes de recebê-lo na Casa Branca nesta segunda-feira (18).
O republicano está em uma corrida para tentar um cessar-fogo na Guerra da Ucrânia, mas voltou a adotar uma postura favorável à Rússia, após reunião de cúpula com Vladimir Putin na sexta-feira (15), no Alasca.
Em postagem na Truth Social, Trump disparou: “O presidente Zelenski pode acabar a guerra com a Rússia quase imediatamente, se ele quiser, ou pode continuar a lutar. Não ganhará de volta a Crimeia dada por Obama (12 anos atrás, sem um tiro dado!), e SEM ENTRADA NA OTAN DA UCRÂNIA.”
A declaração ecoa a primeira visita de Zelenski à Casa Branca em fevereiro, quando Trump armou uma emboscada diplomática ao acusá-lo de prolongar a guerra. Agora, ao voltar a colocar a neutralidade da Ucrânia e a perda da Crimeia como fatos consumados, o republicano aumenta a pressão sobre Kiev em um momento crucial das negociações.
Enquanto isso, Putin sinaliza disposição para trocar avanços no leste ucraniano por concessões territoriais que consolidariam seu domínio em regiões estratégicas como Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia. A proposta, porém, é vista como altamente desigual, favorecendo Moscou.
O encontro desta segunda-feira deve definir os rumos da diplomacia, com Trump recebendo também líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Finlândia, além do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Zelenski, por sua vez, reforçou em mensagem no Telegram que “a Rússia precisa acabar com essa guerra, que ela começou”, mas já admite que as negociações podem ter como base as linhas atuais da frente de batalha, deixando dúvidas sobre até onde Kiev poderá resistir às pressões externas.
Mundo
Israel manifesta ressalvas a plano de cessar-fogo em Gaza
Governo israelense afirma que proposta divulgada não representa sua posição oficial enquanto confrontos continuam na Faixa de Gaza

O governo de Israel manifestou preocupações de segurança em relação ao plano de cessar-fogo e desarmamento do Hamas, apresentado após negociações que também preveem a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza. As observações foram encaminhadas à Casa Branca, indicando divergências sobre os termos da proposta.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a versão do acordo tornada pública “não reflete as posições de Israel”, destacando que o governo israelense mantém ressalvas sobre aspectos considerados fundamentais para a segurança nacional.
O plano, promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca estabelecer um caminho para a redução das hostilidades no conflito, incluindo medidas relacionadas ao desarmamento do Hamas e à reorganização da presença militar israelense na região.
Enquanto as negociações seguem em andamento, os confrontos na Faixa de Gaza continuam. De acordo com as informações divulgadas, ataques realizados por Israel nas últimas 24 horas resultaram na morte de 19 pessoas e deixaram outras 35 feridas, evidenciando que a situação humanitária e de segurança permanece crítica.
As divergências entre as partes demonstram a complexidade das negociações, que envolvem questões militares, diplomáticas e humanitárias. O posicionamento oficial de Israel reforça que eventuais avanços dependerão da construção de um consenso capaz de atender às preocupações de segurança apresentadas pelo governo.
A comunidade internacional acompanha o desenrolar das tratativas, enquanto os esforços diplomáticos seguem voltados à busca por uma solução que contribua para a redução da violência e para a estabilidade na região.
Mundo
Colisão entre helicópteros marca combate a incêndios na Grécia
Acidente ocorreu durante operação aérea próxima a Atenas; equipes de resgate foram mobilizadas para localizar militares após queda de uma das aeronaves

Um grave acidente marcou as operações de combate aos incêndios florestais na Grécia neste domingo (2). Dois helicópteros militares colidiram durante uma missão de combate às chamas, provocando a queda de uma das aeronaves na região de Psatha, localizada a aproximadamente 40 quilômetros a noroeste de Atenas.
O incidente ocorreu em uma área fortemente atingida pelos incêndios florestais, que já destruíram mais de 100 hectares de vegetação, intensificando os desafios enfrentados pelas equipes de emergência no país.
Segundo informações das autoridades locais, quatro militares estavam a bordo das duas aeronaves envolvidas na colisão. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o estado de saúde ou o paradeiro dos ocupantes do helicóptero que caiu, o que mantém as buscas em andamento.
Logo após o acidente, equipes especializadas de busca e resgate foram mobilizadas para localizar os militares e prestar atendimento na área da queda. As operações seguem em uma região de difícil acesso, afetada tanto pelas chamas quanto pelas condições impostas pelo incêndio florestal.
As circunstâncias da colisão ainda serão apuradas pelas autoridades responsáveis. A investigação deverá esclarecer os fatores que contribuíram para o acidente durante uma das operações aéreas de combate aos incêndios que atingem diferentes regiões da Grécia.
O episódio evidencia os riscos enfrentados diariamente pelas equipes militares e de emergência, que atuam no controle das queimadas e na proteção das áreas ameaçadas pelo avanço do fogo.
Mundo
Defesa Civil recupera 112 corpos em Gaza
Operação de buscas em bairro da Cidade de Gaza localiza vítimas sob escombros; dezenas de desaparecidos ainda são procurados

A Defesa Civil de Gaza informou que recuperou, nas últimas 136 horas, os restos mortais de 112 pessoas soterradas sob os escombros de imóveis destruídos no bairro al-Sabra, localizado na Cidade de Gaza. A operação de resgate continua na região, onde equipes ainda trabalham na tentativa de localizar desaparecidos.
Segundo o balanço divulgado pelas autoridades locais, entre as vítimas identificadas estão 40 crianças, 38 mulheres e sete pessoas com deficiência (PCDs). Além disso, 157 pessoas seguem desaparecidas, aumentando a preocupação com o impacto humanitário provocado pela destruição na área.
As buscas foram concentradas nos escombros de residências pertencentes às famílias Abu Sharia e al-Hasayna, onde equipes de resgate atuaram de forma ininterrupta para localizar sobreviventes e recuperar corpos. A operação exigiu o uso de equipamentos especializados devido ao grande volume de destroços.
Os trabalhos de resgate ocorrem em meio ao cenário de devastação enfrentado pela Faixa de Gaza, onde diversas regiões apresentam danos severos à infraestrutura, dificultando o acesso das equipes de emergência e ampliando os desafios para a assistência à população afetada.
As informações também foram repercutidas por Ramy Abdu, presidente da organização não governamental Monitor Euro-Mediterrâneo de Direitos Humanos, que acompanha a situação humanitária no território palestino e tem divulgado atualizações sobre as operações de busca e resgate.
O elevado número de vítimas e desaparecidos reforça a gravidade da crise humanitária na Faixa de Gaza, enquanto equipes de emergência seguem mobilizadas na tentativa de localizar sobreviventes e prestar assistência às famílias atingidas pela destruição.
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