Brasil
Quaest: Lula amplia vantagem e venceria todos os principais rivais em 2026
Petista lidera em todos os cenários de segundo turno contra Bolsonaro, Michelle, Tarcísio e outros adversários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem na disputa pela Presidência da República em 2026 e venceria todos os principais adversários em cenários de segundo turno, segundo pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (21).
O levantamento mostra que Lula, que vinha recuperando terreno nos últimos meses, agora se consolida como favorito na corrida eleitoral. O petista aparece com 47% contra 35% de Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030 e cumpre prisão domiciliar. Em julho, a diferença era menor: 43% a 37%.
A tendência de crescimento também se repete em disputas contra outros nomes da direita. Contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula marca 43% a 35%. Frente a Michelle Bolsonaro (PL), o placar é 47% a 34%. O presidente também vence com folga os governadores Ratinho Junior (PSD), Eduardo Leite (PSD), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), além de derrotar os filhos de Bolsonaro, Eduardo e Flávio.
Nos cenários de 1º turno, Lula lidera com 34% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro com 28%. Ciro Gomes (PDT) aparece com 8%, Ratinho com 7%, Caiado e Zema com 3% cada. Quando o adversário principal é Michelle Bolsonaro, Lula mantém a dianteira (35% a 21%).
A pesquisa também mediu a rejeição e a propensão de voto. Lula tem hoje 51% de rejeição e 47% de propensão, enquanto Jair Bolsonaro aparece com 57% de rejeição e apenas 37% de propensão. Eduardo Bolsonaro registra 57% de rejeição e 24% de propensão.
Outro dado relevante é a percepção entre os próprios eleitores bolsonaristas. Na hipótese de Jair não concorrer, Michelle Bolsonaro lidera como herdeira natural do campo da direita, com 36% de preferência, seguida por Tarcísio de Freitas (15%) e Eduardo Bolsonaro (10%).
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 13 e 17 de agosto, com 12.150 entrevistas presenciais em todo o Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Com esses números, o cenário eleitoral de 2026 se desenha com Lula consolidado como favorito, enquanto o campo bolsonarista busca definir um sucessor capaz de manter sua base mobilizada.
Brasil
Moraes pede manifestação da PGR sobre Smart TV, pastor e livros para Bolsonaro
Defesa solicita Smart TV, remição de pena por leitura e assistência religiosa ao ex-presidente

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 9, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre três solicitações apresentadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os pedidos envolvem o acesso a uma Smart TV, a participação no programa de remição de pena por leitura e a autorização para receber assistência religiosa durante o período em que permanece preso.
Segundo a defesa, a disponibilização de uma Smart TV permitiria que Bolsonaro acompanhasse conteúdos jornalísticos e informativos, considerados essenciais para manter o vínculo com a atualidade política e social do país. O equipamento seria fornecido pela própria família do ex-presidente.
Outro ponto destacado é a inclusão de Bolsonaro no programa de remição de pena por leitura, previsto na Lei de Execução Penal. A iniciativa possibilita a redução de dias da pena mediante a leitura de obras literárias e a entrega de relatórios avaliativos, prática já adotada em diversas unidades prisionais do país.
Além disso, os advogados solicitaram autorização para que Bolsonaro receba acompanhamento espiritual regular, indicando nomes de líderes religiosos responsáveis pelo atendimento. A defesa argumenta que o direito à liberdade religiosa deve ser plenamente assegurado, mesmo em contexto de custódia.
A decisão de Moraes reforça a necessidade de manifestação formal da PGR antes de qualquer deliberação sobre os pedidos, que têm gerado ampla repercussão política e jurídica.
Brasil
Moraes mantém prisão preventiva de Domingos Brazão, acusado de mandar matar Marielle
Decisão de Alexandre de Moraes reforça investigação sobre mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira, 8, manter a prisão preventiva do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime que completou seis anos e segue mobilizando autoridades e a sociedade civil.
Na decisão, Moraes destacou a gravidade dos fatos investigados e a necessidade de preservar a integridade das apurações, considerando o risco de interferência no processo caso Brazão fosse solto. O ministro também ressaltou que a manutenção da prisão é fundamental para garantir a segurança de testemunhas e o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Domingos Brazão está afastado do TCE-RJ desde que seu nome passou a figurar entre os principais suspeitos de envolvimento no planejamento do crime. As investigações apontam para uma possível estrutura organizada por trás do atentado, o que reforça a importância de medidas cautelares rigorosas.
A decisão do STF representa mais um capítulo na busca por responsabilização completa dos envolvidos no assassinato que chocou o país e ganhou repercussão internacional. O caso segue em andamento, com novas diligências previstas para os próximos meses.
Brasil
URGENTE: Lula veta PL da Dosimetria de forma integral
Decisão foi anunciada em cerimônia que marcou três anos dos ataques aos Três Poderes; Congresso analisará manutenção ou derrubada do veto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, na manhã desta quinta‑feira (8), o veto integral ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que previa a redução das penas aplicadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A assinatura do veto ocorreu durante uma cerimônia oficial organizada pelo governo para marcar os três anos dos ataques que resultaram na invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília. Segundo o governo, a decisão reforça o compromisso com a responsabilização dos envolvidos e com a defesa da ordem democrática.
Com o veto, o texto retorna ao Congresso Nacional, que terá a prerrogativa de manter ou derrubar a decisão presidencial. A análise será feita em sessão conjunta entre Senado e Câmara, em data ainda a ser definida. Parlamentares de diferentes bancadas já sinalizam articulações tanto para sustentar quanto para rejeitar o veto.
A medida reacende o debate político sobre os desdobramentos jurídicos dos atos de 8 de janeiro e sobre o papel do Legislativo na revisão de decisões que envolvem crimes contra o Estado democrático de direito.
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