Brasil
BC rejeita compra do Master pelo BRB
Decisão ocorre em meio a pressões políticas e ofensiva do Centrão no Congresso

O Banco Central (BC) indeferiu nesta quarta-feira (3) o pedido de compra do Master pelo estatal BRB (Banco de Brasília), segundo informações apuradas junto a fontes próximas à operação. As partes já foram notificadas sobre a decisão, que representava o último passo regulatório necessário para a efetivação do negócio.
Após o anúncio, o BRB informou ao mercado que ainda pode recorrer e solicitou acesso aos fundamentos que levaram à negativa. O banco declarou que continua acreditando nos méritos da operação e pretende adotar medidas para mitigar os riscos apontados pela autoridade monetária.
O Master, por sua vez, afirmou que aguarda acesso à íntegra do documento emitido pelo BC para avaliar os argumentos e definir alternativas. A instituição reiterou sua confiança na estratégia de crescimento e no potencial da operação.
O acordo previa que o BRB comprasse cerca de R$ 23 bilhões em ativos do Master, enquanto a instituição financeira privada permaneceria com aproximadamente R$ 48 bilhões. Agora, uma das alternativas em análise é a negociação com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A decisão ocorre um dia após o Centrão lançar ofensiva no Congresso para votar um projeto que pretende dar poderes a deputados e senadores para demitir tanto os diretores quanto o presidente do BC. Para analistas políticos, o movimento é interpretado como uma forma de pressão sobre a autoridade monetária.
Entre os membros da diretoria do BC, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Gomes, era considerado o mais resistente à aprovação da operação. O fechamento do negócio estava condicionado a cinco exigências, incluindo auditoria detalhada dos ativos e passivos do Master.
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) já havia aprovado a compra em junho, sem restrições, concluindo que a operação não traria riscos à concorrência. A participação conjunta dos bancos ficaria abaixo de 20%, nível considerado insuficiente para caracterizar posição dominante no mercado.
A análise do BC, no entanto, foi mais criteriosa, especialmente em relação aos ativos de maior risco, como precatórios, direitos creditórios de ações judiciais e investimentos em empresas. Esses pontos foram determinantes para o indeferimento.
Com a decisão, o futuro do negócio permanece incerto, em um cenário marcado por forte interferência política, pressões regulatórias e desafios estratégicos para os dois bancos envolvidos.
Brasil
Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado
Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.
O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.
A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.
Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.
O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.
A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.
Brasil
Governo recebe caminhoneiros para discutir demandas
Ministro Guilherme Boulos se reúne com representantes da categoria para tratar de combustível, frete e condições de trabalho

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, recebe nesta quarta-feira (25) representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como foco principal discutir as demandas urgentes da categoria, que enfrenta desafios crescentes no setor de transporte rodoviário.
A reunião foi confirmada pelo próprio ministro e deve abordar temas considerados prioritários pelos profissionais da estrada. Entre os principais pontos estão o alto preço dos combustíveis, o valor do frete e as condições de trabalho nas rodovias brasileiras, questões que impactam diretamente a renda e a rotina dos caminhoneiros.
Nos bastidores, a expectativa é de que o diálogo avance na construção de soluções que tragam maior equilíbrio ao setor. A categoria cobra medidas concretas para reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade nos ganhos, especialmente diante das oscilações do mercado e dos custos logísticos.
O encontro também sinaliza uma tentativa do governo federal de manter o diálogo aberto com os caminhoneiros, grupo estratégico para a economia nacional. O transporte de cargas é responsável por grande parte da circulação de mercadorias no país, o que torna as reivindicações da categoria um tema sensível para a gestão pública.
Analistas avaliam que a reunião pode representar um passo importante para evitar tensões e possíveis paralisações. A busca por consenso entre governo e trabalhadores é vista como essencial para garantir estabilidade no abastecimento e no setor logístico brasileiro.
Brasil
TJBA terá nova inspeção da Corregedoria Nacional em abril
Procedimento vai avaliar setores administrativos, judiciais e cartórios entre os dias 6 e 10

O Tribunal de Justiça da Bahia já tem data definida para passar por uma nova inspeção conduzida pela Corregedoria Nacional de Justiça. A ação ocorrerá entre os dias 6 e 10 de abril, conforme estabelece a Portaria nº 12, assinada pelo ministro Mauro Campbell Marques.
A inspeção abrangerá setores administrativos e judiciais da Corte baiana, além das serventias extrajudiciais, como os cartórios. O objetivo é verificar o funcionamento das atividades, identificar possíveis falhas e promover melhorias na prestação de serviços à população.
Esse tipo de procedimento faz parte das atribuições da Corregedoria, ligada ao Conselho Nacional de Justiça, e tem como foco garantir mais transparência, eficiência e regularidade no Judiciário brasileiro. Durante o período, equipes técnicas irão analisar rotinas internas, produtividade e cumprimento de normas.
A expectativa é que a inspeção contribua para o aperfeiçoamento dos serviços prestados pelo TJBA, fortalecendo a confiança da sociedade no sistema de Justiça. Relatórios com recomendações e eventuais determinações poderão ser emitidos após a conclusão dos trabalhos, orientando ajustes necessários.
A iniciativa reforça o papel fiscalizador do CNJ e evidencia a importância de monitoramento contínuo nos tribunais estaduais, especialmente em um cenário de crescente demanda por celeridade e qualidade nos processos judiciais.
Política6 dias atrásLula sanciona leis contra violência à mulher
Política5 dias atrásJaques Wagner rebate oposição e defende gestão na Bahia
Política7 dias atrásJoão Campos lidera corrida pelo governo de Pernambuco, aponta pesquisa
Política4 dias atrásOtto Alencar reage a apoio de Angelo Coronel a Flávio Bolsonaro
Política4 dias atrásFlávio Dino vota contra lei de SC que proíbe cotas em universidades
Política6 dias atrásJerônimo ironiza consultoria milionária de ACM Neto
Política6 dias atrásBahia reduz mortes violentas em 22% no 1º trimestre
Política5 dias atrásBrasil e EUA firmam parceria inédita contra crime internacional













