Brasil
Júnior mistura rebeldia e nostalgia em show no The Town
Filho de Xororó revisita passado adolescente, critica anistia e busca espaço como artista solo

Júnior Lima, irmão de Sandy e filho de Xororó, subiu ao palco do The Town com uma apresentação marcada pela mistura de rebeldia e nostalgia. No show, que durou cerca de uma hora, o cantor surpreendeu ao se manifestar sobre política, gritando: “anistia é o c…” — gesto que dividiu opiniões e trouxe a performance para o centro dos debates públicos.
Apesar de carregar mais de 30 anos no imaginário brasileiro, Júnior ainda constrói sua carreira solo, que soma menos de três anos desde o lançamento do álbum Solo. Foi nesse jogo entre o adolescente rebelde que nunca pôde ser e o adulto que tenta consolidar espaço que o artista moldou o espetáculo.
No palco, vídeos em formato de instruções de voo reforçaram a metáfora do “voo solo”, enquanto faixas como “Foda-se” tentaram dar corpo à rebeldia tardia do cantor. O repertório, no entanto, oscilou entre momentos de ousadia e escolhas previsíveis, com músicas como Passar dos Danos e Gatilho soando como ecos do pop internacional contemporâneo.
Ainda assim, Júnior mostrou seu talento como instrumentista versátil, alternando entre bateria, violão e guitarra Flying V, e trazendo frescor a clássicos como Enrosca. Nos vocais, manteve a correção técnica, explorando falsetes e variações de intensidade, mas sem arriscar além da medida.
O ponto alto da apresentação veio com “Cai a Chuva”, que levantou o público e reafirmou a conexão emocional com os fãs. Em “Super-Herói”, faixa de 2008, o artista reforçou essa ligação ao cantar de mãos dadas com uma fã, emocionando as demais, que permanecem, como ele, ligadas àquela juventude.
Mais do que o grito contra a anistia, o show de Júnior mostrou que sua busca por uma identidade própria ainda caminha entre o peso do passado e a tentativa de ocupar espaço no pop atual.
Brasil
Conta de luz continuará mais cara em setembro
Aneel mantém bandeira tarifária amarela e consumidores terão cobrança adicional na fatura de energia elétrica

A conta de luz continuará pesando no orçamento dos brasileiros em setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o próximo mês, sinalizando que as condições para geração de energia permanecem menos favoráveis.
Com a manutenção da bandeira, os consumidores terão uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O valor será aplicado às faturas de energia durante o período de vigência da bandeira amarela.
Bandeira amarela está em vigor desde maio
A bandeira tarifária amarela está sendo aplicada desde maio, em razão das condições menos favoráveis para a geração de energia elétrica. O mecanismo criado pela Aneel busca sinalizar aos consumidores os custos relacionados à produção de eletricidade.
Entre janeiro e abril, vigorou a bandeira verde, período em que não houve cobrança adicional na conta de luz.
Com a mudança para a bandeira amarela, os consumidores passaram a ter um custo extra vinculado ao volume de energia utilizado. Por isso, o consumo de eletricidade continua sendo um dos principais fatores para determinar o valor final da fatura.
Consumo consciente pode ajudar a reduzir a conta
Diante da manutenção da bandeira amarela, medidas de economia podem ajudar as famílias a controlar os gastos. Evitar desperdícios de energia e reduzir o uso de equipamentos elétricos quando não forem necessários são algumas das estratégias que podem contribuir para diminuir o consumo mensal.
A bandeira tarifária, entretanto, representa apenas uma parcela da composição da fatura. O valor final pago pelo consumidor também depende do volume de energia utilizado e de outros componentes presentes na conta.
Brasil
Planalto articula encontro entre Andrei Rodrigues e André Mendonça
Reunião entre diretor-geral da Polícia Federal e ministro do STF é cogitada para a próxima semana em meio a desgaste entre as instituições

Interlocutores do Palácio do Planalto trabalham para viabilizar uma reunião presencial entre o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na próxima semana. A possível conversa ocorre em meio a um período de desgaste na relação entre a cúpula da corporação e o magistrado.
Segundo informações atribuídas a fontes do Executivo, os dois já teriam demonstrado disposição para uma aproximação e para tratar diretamente das questões que envolvem a relação institucional. A articulação também teria relação com o desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reduzir as tensões entre os envolvidos.
Tentativa de aproximação
De acordo com pessoas próximas às negociações, Andrei Rodrigues teria tomado a iniciativa de avançar nas tratativas após ser informado por interlocutores de que Lula gostaria que o encontro entre o diretor-geral da PF e André Mendonça acontecesse.
A eventual reunião deverá buscar uma interlocução direta entre o comando da Polícia Federal e o ministro do STF, especialmente diante dos episódios que contribuíram para o aumento da tensão nos últimos meses.
Relação se desgastou nos últimos meses
A relação entre Andrei Rodrigues e André Mendonça teria se deteriorado após vazamentos de informações relacionadas a investigações que estão sob relatoria do ministro no Supremo Tribunal Federal.
O cenário passou a exigir maior articulação institucional entre integrantes da PF e do Judiciário, principalmente em casos que envolvem investigações de grande repercussão.
A realização do encontro, entretanto, ainda depende da conciliação das agendas dos dois. A expectativa no Planalto é que uma conversa presencial possa contribuir para diminuir o desgaste e fortalecer o diálogo institucional entre a Polícia Federal e o Supremo.
Caso seja confirmado, o encontro deverá ocorrer na próxima semana e será acompanhado com atenção diante da importância dos cargos ocupados por Andrei Rodrigues e André Mendonça.
Brasil
Brasil ultrapassa 214 milhões de habitantes
Estimativa do IBGE aponta crescimento populacional em relação a 2025; dados servem de referência para indicadores e políticas públicas

O Brasil chegou a uma população estimada de 214.211.951 habitantes em 2026, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (28/8).
Os números têm como referência 1º de julho de 2026 e consideram a população estimada de todas as unidades federativas. O levantamento mostra uma alta em relação ao ano anterior, quando a estimativa nacional apontava 213.421.037 habitantes.
Na comparação entre os dois períodos, o país registrou crescimento estimado de aproximadamente 790,9 mil pessoas. A atualização representa uma importante referência para análises demográficas e para o planejamento de ações governamentais.
Estimativas apoiam planejamento público
As estimativas populacionais são elaboradas a partir de diferentes informações demográficas e têm a função de complementar os dados produzidos pelo Censo Demográfico.
Além de indicar a evolução da população brasileira, os números são utilizados na elaboração de indicadores sociais, econômicos e demográficos, servindo também como base para o planejamento e a implementação de políticas públicas.
A atualização anual permite acompanhar mudanças na distribuição e no tamanho da população das unidades federativas, oferecendo ao poder público informações para dimensionar demandas em áreas como saúde, educação, infraestrutura e serviços.
Crescimento populacional
O avanço registrado entre 2025 e 2026 mantém a trajetória de crescimento da população brasileira, embora o ritmo de expansão demográfica seja influenciado por fatores como natalidade, mortalidade e movimentos migratórios.
Com mais de 214 milhões de habitantes, o Brasil permanece entre os países mais populosos do mundo. Os dados oficiais também ajudam a compreender os desafios relacionados ao crescimento populacional e às transformações na estrutura demográfica brasileira.
A divulgação das estimativas atualizadas permite que governos, pesquisadores e instituições utilizem uma base populacional mais recente para estudos, projeções e decisões relacionadas ao desenvolvimento do país
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