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Brasil

Governo corta PAC e reduz recursos para obras em 2026

Orçamento do próximo ano diminui espaço para investimentos em infraestrutura e saúde; governo Lula alega que não haverá paralisação de projetos em andamento

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De acordo com o TCU, metade das obras financiadas com recursos federais no País estão paralisadas; uma delas é a construção do Hospital Oncológico de Brasília (foto) Foto: Wilton Junior

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu os recursos destinados ao Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e comprometeu a continuidade de obras públicas a partir de 2026. O corte acontece mesmo diante da obrigação constitucional de manter verbas para que projetos já iniciados não fiquem paralisados.

Segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, enviado ao Congresso no fim de agosto, o piso de investimentos foi calculado em R$ 83 bilhões, valor equivalente a 0,6% do PIB. No entanto, desse montante, os recursos efetivos do PAC somam R$ 52,9 bilhões, representando queda em relação aos R$ 60,5 bilhões previstos para 2025.

A justificativa apresentada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento é de que o aumento dos pisos constitucionais de saúde e educação, além de despesas de custeio e programas como o Pé-de-Meia, reduziram a margem para novos investimentos.

Obras em risco de atraso

Apesar do discurso oficial de que “nenhuma obra será paralisada”, os números mostram fragilidade. O orçamento destinado especificamente à continuidade de obras em andamento foi fixado em apenas R$ 19,2 bilhões, abaixo dos R$ 25,6 bilhões indicados no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Entre os projetos mais afetados estão a duplicação da BR-381 em Minas Gerais, a implantação do sistema de macrodrenagem em Santos (SP) e a construção do Hospital Oncológico de Brasília, iniciado em 2016 e que até hoje possui apenas 2% de execução concluída.

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), metade das obras financiadas pelo governo federal estão paradas. Das 22.621 obras mapeadas até abril de 2025, 11.469 estão sem andamento, o que corresponde a 50,7% do total.

Impacto econômico

Para especialistas, a redução nos investimentos prejudica não apenas a entrega de equipamentos públicos à população, mas também a retomada da economia nacional.

Roberto Guimarães, diretor de Planejamento e Economia da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), alerta: “Parar uma obra traz dois problemas principais. O primeiro é que você não coloca aquele equipamento público à disposição da sociedade, e o segundo é o custo de manter isso, pois o setor público precisa gastar com vigilância e manutenção”.

Segundo a Abdib, os investimentos em infraestrutura no Brasil representaram 2,22% do PIB em 2024, o maior índice desde 2010, sendo 80% oriundos do setor privado. Para sustentar o crescimento econômico, o ideal seria atingir 4,31% do PIB.

Conclusão

O corte nos recursos do PAC e a redução do orçamento de obras em andamento mostram que o governo Lula priorizou despesas obrigatórias em detrimento de investimentos estruturantes. Apesar das promessas de que não haverá paralisações, o risco de atraso em grandes projetos de infraestrutura e saúde permanece elevado.

Redação Saiba+

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Lula celebra indicação de Wagner Moura ao Oscar 2026

Presidente destaca talento do ator baiano após anúncio oficial dos indicados à premiação internacional

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Os indicados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (22) | Bnews - Divulgação Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou publicamente a indicação do ator baiano Wagner Moura ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Ator, reconhecimento conquistado por sua atuação no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. A manifestação foi feita nas redes sociais, onde Lula exaltou o talento do artista e afirmou que “o baiano tem o molho”, em referência ao destaque internacional alcançado por Moura.

A lista oficial dos indicados foi divulgada na manhã desta quinta-feira (22), movimentando o cenário cultural brasileiro e reforçando a presença do país na maior premiação do cinema mundial. A performance de Wagner Moura no longa tem sido amplamente elogiada pela crítica especializada, consolidando o ator como um dos nomes mais expressivos do audiovisual contemporâneo.

A reação do presidente também repercutiu entre artistas, produtores e admiradores do cinema nacional, que celebraram a conquista como um marco para a indústria brasileira. A indicação fortalece a visibilidade do trabalho de Kleber Mendonça Filho, diretor reconhecido por sua linguagem autoral e por obras que dialogam com questões sociais e culturais do país.

Com a nomeação, Wagner Moura entra oficialmente na disputa pela estatueta, ampliando as expectativas do público brasileiro para a cerimônia de 2026 e reafirmando o potencial do cinema nacional no cenário internacional.

Redação Saiba+

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Zé Eduardo critica caminhada de Nikolas Ferreira rumo a Brasília

Apresentador chama ato simbólico de “hipocrisia barata” e questiona motivação do deputado

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Apresentador questionou as prioridades do deputado | Bnews - Divulgação Reprodução

O apresentador Zé Eduardo fez duras críticas, nesta quarta-feira (21), à caminhada realizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de Minas Gerais até Brasília. O ato simbólico foi promovido pelo parlamentar como forma de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por envolvimento em uma suposta trama golpista.

Durante o programa Giro Baiana, transmitido pela rádio Baiana FM (89,3), Zé Eduardo classificou a iniciativa como “uma hipocrisia barata”, destacando que, em sua avaliação, o deputado demonstra preocupação exclusiva com “um único personagem político”.

O comunicador também questionou a real efetividade do gesto, afirmando que manifestações desse tipo pouco contribuem para o debate público e acabam servindo mais como estratégia de visibilidade do que como defesa de princípios democráticos.

A declaração repercutiu entre ouvintes e nas redes sociais, ampliando a discussão sobre o papel de figuras públicas em atos políticos e sobre os limites entre engajamento e autopromoção.

Redação Saiba+

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Boulos prevê votação do fim da escala 6×1 ainda neste semestre

Ministro afirma que articulação com Câmara avança e que mudança na jornada de trabalho ganha força no Congresso

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Mudança na lei trabalhista deve ser uma das apostas da campanha à reeleição de Lula | Bnews - Divulgação Freepik

O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, revelou que o governo intensificou as articulações para alterar o modelo atual de jornada de trabalho no país. Segundo ele, uma conversa recente com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), abriu caminho para que o tema avance no Legislativo.

Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Boulos afirmou que a expectativa é de que o Congresso Nacional vote o fim da escala 6×1 ainda neste semestre, sinalizando que a proposta tem ganhado apoio entre parlamentares e setores do governo.

O ministro destacou que a mudança busca modernizar as relações trabalhistas e garantir melhores condições aos trabalhadores, reforçando que o debate está sendo conduzido com responsabilidade e diálogo entre Executivo e Legislativo.

A possível revisão da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga apenas um — é vista como um passo importante para equilibrar produtividade e qualidade de vida, tema que vem ganhando relevância nas discussões sobre direitos trabalhistas no Brasil.

Redação Saiba+

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