Política
Pesquisa aponta aprovação de 62% ao governo Lula na Bahia
Levantamento divulgado nesta quarta-feira revela maioria favorável à gestão federal entre os eleitores baianos, com avaliação positiva acima de 40%.

A mais recente pesquisa divulgada nesta quarta-feira aponta que a maioria dos eleitores da Bahia aprova o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o levantamento, 62% dos entrevistados afirmaram aprovar a atual gestão federal, enquanto 32% disseram desaprovar a administração. Outros 4% não souberam ou preferiram não responder.
Os números reforçam o cenário de forte apoio ao governo federal no estado, um dos principais redutos eleitorais do presidente. A pesquisa também avaliou a percepção dos baianos sobre o desempenho da administração federal.
No recorte referente à avaliação do governo, 46% dos entrevistados classificaram a gestão como positiva, demonstrando um índice expressivo de satisfação. Outros 28% consideraram o governo regular, enquanto 24% avaliaram a administração de forma negativa. Já 2% não souberam responder ao questionamento.
Os resultados indicam que a aprovação do governo Lula permanece consolidada entre os eleitores baianos, evidenciando uma diferença significativa entre os índices de aprovação e desaprovação. O levantamento também mostra que, além da maioria aprovar a gestão, uma parcela relevante da população atribui avaliação positiva às ações desenvolvidas pelo governo federal.
Os dados da pesquisa contribuem para o acompanhamento do cenário político na Bahia e refletem a percepção dos eleitores sobre a condução da administração federal, servindo como um importante indicador da opinião pública no estado.
Política
PT aciona TSE contra vídeo com IA envolvendo Flávio Bolsonaro
Partido pede retirada imediata do conteúdo, multa de R$ 90 mil e proibição de novas publicações com suposto uso de deep fake em pré-campanha eleitoral.

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestando o uso de inteligência artificial em um vídeo que teria como protagonista o senador Flávio Bolsonaro (PL). A legenda alega que o material utiliza tecnologia de deep fake para favorecer uma eventual pré-candidatura e solicita a adoção de medidas imediatas pela Justiça Eleitoral.
De acordo com a ação, o vídeo mostra Flávio Bolsonaro pilotando um caça militar ao lado do presidente da Argentina, Javier Milei, em uma produção que, segundo o PT, foi criada com recursos de inteligência artificial capazes de alterar ou gerar imagens de forma realista.
Na representação, o partido solicita que o TSE determine a retirada imediata do conteúdo das plataformas digitais, além da aplicação de multa no valor de R$ 90 mil ao parlamentar. A sigla também pede que seja expedida uma ordem judicial para impedir a publicação de novos conteúdos semelhantes durante o período pré-eleitoral.
Segundo o argumento apresentado, a peça caracteriza propaganda eleitoral antecipada e faz uso de deep fake para influenciar a percepção do eleitorado, o que, na avaliação do partido, viola as regras que disciplinam a propaganda política e o uso de tecnologias digitais em campanhas eleitorais.
O caso amplia o debate sobre o uso da inteligência artificial nas eleições brasileiras, tema que vem ganhando destaque diante da popularização de ferramentas capazes de criar imagens, vídeos e áudios sintéticos com alto grau de realismo. A discussão envolve o desafio de conciliar inovação tecnológica, liberdade de expressão e proteção da integridade do processo eleitoral.
Agora, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral analisar os pedidos apresentados pelo PT e decidir sobre a eventual retirada do vídeo, a aplicação de sanções e outras medidas relacionadas ao caso.
Política
Cármen Lúcia defende democracia e instituições brasileira
Ministra do STF afirma que cabe apenas aos brasileiros decidir os rumos do país e reforça a importância da preservação das instituições

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, defendeu nesta segunda-feira (27) a democracia brasileira e reforçou que nenhuma interferência externa deve comprometer a autonomia das instituições nacionais. A declaração foi feita durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Em seu pronunciamento, a ministra destacou a importância da preservação do Estado Democrático de Direito e ressaltou que cabe exclusivamente ao povo brasileiro decidir os rumos do país, reafirmando a soberania nacional e a independência das instituições.
Sem mencionar diretamente líderes ou governos estrangeiros, Cármen Lúcia afirmou que “ninguém” deve “interferir e fragilizar” as instituições brasileiras, em um discurso voltado à defesa da democracia e do funcionamento regular dos Poderes da República.
A manifestação ocorre em meio ao debate sobre declarações internacionais envolvendo o cenário político brasileiro. A ministra enfatizou que o fortalecimento das instituições é essencial para garantir a estabilidade democrática, o respeito à Constituição e a proteção dos direitos fundamentais.
A participação da magistrada no encontro da SBPC também reforçou a importância do diálogo entre os Poderes, a comunidade científica e a sociedade civil na construção de um ambiente democrático baseado no respeito às leis e às garantias constitucionais.
O pronunciamento repercutiu no meio político e jurídico, reafirmando o compromisso do Supremo Tribunal Federal com a defesa da democracia, da soberania nacional e da autonomia das instituições brasileiras.
Política
Itamaraty manifesta repúdio após falas de Javier Milei
Chanceler Mauro Vieira recebeu embaixador da Argentina e transmitiu insatisfação do governo brasileiro com declarações feitas pelo presidente argentino em São Paulo

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu na noite deste domingo o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, em reunião no Palácio do Itamaraty, para manifestar oficialmente a insatisfação do governo brasileiro com declarações feitas pelo presidente argentino, Javier Milei, durante sua passagem por São Paulo no último sábado.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o encontro teve como objetivo comunicar a posição do governo brasileiro diante das críticas direcionadas por Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às instituições brasileiras e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Antes da reunião, o Itamaraty havia convocado formalmente o embaixador argentino para prestar esclarecimentos sobre a conduta do chefe de Estado durante sua visita ao Brasil. De acordo com o governo brasileiro, o episódio foi considerado incomum no âmbito das relações diplomáticas entre os dois países.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que o governo classificou como sem precedentes o fato de um presidente estrangeiro utilizar uma visita oficial ao Brasil para fazer críticas ao chefe do Executivo brasileiro, às instituições democráticas e ao povo brasileiro.
O episódio acrescenta um novo capítulo às relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, que mantêm importantes vínculos econômicos e políticos. Apesar do impasse, ambos os países seguem como parceiros estratégicos na América do Sul, enquanto os desdobramentos do caso continuam sendo acompanhados pelos canais diplomáticos.
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