Polícia
Ex-delegado-geral denuncia ameaças após aposentadoria
Bernardino Brito Filho afirma que facção criminosa agiu para intimidá-lo: “não tenho escolta, vulnerabilidade é grande”

O ex-delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, Bernardino Brito Filho, relatou publicamente que sofre ameaças de facção criminosa desde que deixou o cargo de gestão. Ele afirma que um líder do tráfico, cujos membros ele mandou prender durante sua atuação, teria enviado seu filho para dar o aviso intimidatório.
Mesmo tendo dedicado mais de 35 anos à corporação, ocupando cargos de alta responsabilidade — inclusive como delegado-geral e delegado-geral-adjunto —, ele destaca que, em sua aposentadoria, permanece desprotegido, sem escolta oficial e com sensação constante de exposição.
Brito faz analogia com o assassinato de seu colega paulista, ex-delegado-geral Ruy Ferraz, executado após ameaças e sem escolta, afirmando que essa morte foi uma demonstração de vingança do crime organizado. Para o ex-gestor, casos desse tipo acentuam a urgência de medidas de segurança para ex-autoridades que atuaram contra facções criminosas.
Sobre ofertas de novos cargos públicos e da iniciativa privada, ele revela ter recusado convites para funções institucionais e políticas, optando por manter distância e resguardar-se. Ele explica que seu afastamento voluntário dessas atividades visa evitar exposição ou risco adicional tanto para si quanto para quem convive com ele.
Apesar de não contar com escolta permanente, Brito enfatiza que as instituições policiais “oferecem suporte sempre que necessário”, embora esse respaldo seja desigual e pontual. Ele afirma que o cenário exige um fortalecimento dos mecanismos de segurança para quem enfrentou diretamente o crime organizado e está agora na condição de cidadão comum.
O relato de Bernardino Brito Filho reacende o debate sobre proteção a autoridades após o exercício de suas funções, sobretudo nas áreas de segurança pública, e questiona até que ponto o Estado assegura a integridade de quem atuou no enfrentamento ao crime.
Polícia
Marceneiro é preso suspeito de dopar vítimas em Itabuna
Jovem de 23 anos teria conquistado a confiança das vítimas antes de dopá-las e retirar dinheiro das contas bancárias

Um marceneiro de 23 anos, identificado como Carlos Henrique Rosa dos Santos, foi preso neste sábado (15), em Itabuna, no sul da Bahia, suspeito de dopar pessoas para retirar dinheiro das contas bancárias delas. Até o momento, pelo menos três vítimas foram identificadas durante as investigações.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, o suspeito teria utilizado uma estratégia para se aproximar das vítimas e conquistar a confiança delas antes de cometer os crimes.
Após estabelecer proximidade, Carlos Henrique é suspeito de administrar medicamentos e, em algumas situações, substâncias apontadas como venenosas, fazendo com que as vítimas perdessem os sentidos.
Com as vítimas desacordadas, o suspeito teria aproveitado a situação para acessar os recursos financeiros e realizar retiradas das contas. As circunstâncias dos crimes ainda são investigadas pelas autoridades.
A prisão do suspeito representa um avanço nas investigações, que buscam identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão da prática criminosa. Pessoas que possam ter sido abordadas de maneira semelhante devem procurar as autoridades para relatar os casos.
O caso segue sob investigação em Itabuna, e a polícia deverá reunir novas informações para determinar a dinâmica dos crimes e a eventual participação do suspeito em outras ocorrências.
Polícia
Empresário Ivo Kos é preso por violência doméstica
Sócio-fundador da securitizadora Virgo foi detido em flagrante e permanece preso após audiência de custódia

O empresário Ivo Kos, sócio-fundador da securitizadora Virgo, foi preso em flagrante na noite desta sexta-feira (14), sob acusação de violência doméstica contra a esposa, a dentista Giullia Falcão Kos, de 27 anos.
Após a prisão, o empresário passou por audiência de custódia e, conforme as informações divulgadas sobre o caso, permanece detido.
Ivo Kos é conhecido no mercado financeiro por sua atuação à frente da Virgo, empresa do setor de securitização. A prisão por violência doméstica repercutiu no meio empresarial e nas redes sociais.
O caso deverá seguir sob investigação das autoridades, que deverão apurar as circunstâncias da ocorrência e reunir elementos para esclarecer o episódio envolvendo o casal.
A prisão em flagrante ocorre em meio ao aumento da atenção sobre casos de violência doméstica e agressões contra mulheres, tema que continua sendo alvo de ações de prevenção e combate por parte das autoridades brasileiras.
Enquanto o processo segue seus trâmites legais, Ivo Kos permanece detido após a audiência de custódia, aguardando as próximas decisões da Justiça.
Polícia
Dois suspeitos ligados ao PCC são presos em SP
Homens são acusados de integrar rede que planejava atentados contra autoridades, segundo denúncia do Ministério Público

Dois homens foram presos na sexta-feira (14), em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, sob acusação de integrar uma rede ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o grupo estaria envolvido em planos para realizar atentados contra autoridades.
Entre os possíveis alvos estaria o promotor Lincoln Gakiya, conhecido por atuar em investigações relacionadas à facção criminosa e considerado um dos principais investigadores do PCC no país.
Os presos foram identificados como Victor Hugo da Silva, conhecido como “VH”, e Adilson Audinir Oliveira Junior, o “Ju Machado”. Os dois já haviam sido denunciados pelo Ministério Público no final do mês passado por suspeita de envolvimento com a organização criminosa.
Além deles, também foram denunciados Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, conhecido como “Corinthinha”, e Sérgio Garcia da Silva, o “Messi”. As investigações buscam esclarecer a participação de cada um dos denunciados na suposta estrutura criminosa.
A prisão dos dois suspeitos representa mais uma etapa das ações das autoridades contra integrantes e possíveis colaboradores da facção. O caso permanece sob investigação, e os envolvidos responderão às acusações conforme o andamento do processo judicial.
As autoridades continuam apurando informações sobre os supostos planos de ataques e a extensão da rede investigada pelo Ministério Público paulista.
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