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Polícia

Ex-delegado-geral denuncia ameaças após aposentadoria

Bernardino Brito Filho afirma que facção criminosa agiu para intimidá-lo: “não tenho escolta, vulnerabilidade é grande”

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Ex-delegado-geral revela ameaça do tráfico Crédito: Robson Mendes/Arquivo CORREIO

O ex-delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, Bernardino Brito Filho, relatou publicamente que sofre ameaças de facção criminosa desde que deixou o cargo de gestão. Ele afirma que um líder do tráfico, cujos membros ele mandou prender durante sua atuação, teria enviado seu filho para dar o aviso intimidatório.

Mesmo tendo dedicado mais de 35 anos à corporação, ocupando cargos de alta responsabilidade — inclusive como delegado-geral e delegado-geral-adjunto —, ele destaca que, em sua aposentadoria, permanece desprotegido, sem escolta oficial e com sensação constante de exposição.

Brito faz analogia com o assassinato de seu colega paulista, ex-delegado-geral Ruy Ferraz, executado após ameaças e sem escolta, afirmando que essa morte foi uma demonstração de vingança do crime organizado. Para o ex-gestor, casos desse tipo acentuam a urgência de medidas de segurança para ex-autoridades que atuaram contra facções criminosas.

Sobre ofertas de novos cargos públicos e da iniciativa privada, ele revela ter recusado convites para funções institucionais e políticas, optando por manter distância e resguardar-se. Ele explica que seu afastamento voluntário dessas atividades visa evitar exposição ou risco adicional tanto para si quanto para quem convive com ele.

Apesar de não contar com escolta permanente, Brito enfatiza que as instituições policiais “oferecem suporte sempre que necessário”, embora esse respaldo seja desigual e pontual. Ele afirma que o cenário exige um fortalecimento dos mecanismos de segurança para quem enfrentou diretamente o crime organizado e está agora na condição de cidadão comum.

O relato de Bernardino Brito Filho reacende o debate sobre proteção a autoridades após o exercício de suas funções, sobretudo nas áreas de segurança pública, e questiona até que ponto o Estado assegura a integridade de quem atuou no enfrentamento ao crime.

Redação Saiba+

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Polícia

Secretário é encontrado morto em carro incendiado

Valmir Palma, secretário de Agricultura de Aratuípe, estava desaparecido desde sexta-feira; outro corpo também foi localizado no veículo.

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A cidade de Aratuípe, no Recôncavo Baiano, amanheceu sob forte comoção neste sábado (30) após a confirmação da morte do secretário municipal de Agricultura, Valmir Palma. O corpo do gestor foi encontrado carbonizado dentro de um veículo incendiado em uma área próxima à BA-001.

Segundo as informações iniciais, Valmir Palma estava desaparecido desde a tarde de sexta-feira (29). O último contato com familiares ocorreu por volta das 16h30, e desde então não havia notícias sobre seu paradeiro, o que mobilizou preocupações entre parentes, amigos e autoridades locais.

O veículo onde os corpos foram encontrados foi localizado por equipes da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) em uma região conhecida como Campo Boi, a cerca de 100 metros da rodovia BA-001. Durante a inspeção, os agentes encontraram dois corpos carbonizados no interior do automóvel, aumentando a complexidade das investigações.

Além de Valmir Palma, as autoridades identificaram preliminarmente a segunda vítima como Emerson, morador do município de Aratuípe. As circunstâncias que levaram às mortes ainda são desconhecidas e serão apuradas pelos órgãos responsáveis.

A descoberta do veículo incendiado provocou grande repercussão na região, especialmente em razão da atuação de Valmir Palma na administração municipal. Conhecido por seu trabalho à frente da Secretaria de Agricultura, ele participava de ações voltadas ao fortalecimento da produção rural e ao desenvolvimento do setor agrícola local.

As forças de segurança iniciaram os procedimentos periciais para esclarecer o caso. O trabalho inclui a análise do local onde o carro foi encontrado, a coleta de evidências e a investigação das últimas movimentações das vítimas antes do desaparecimento.

Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre possíveis suspeitos ou motivações. A principal linha de atuação das equipes é reunir elementos que permitam reconstruir os acontecimentos e identificar os responsáveis pelo crime.

O caso segue sob investigação e deverá mobilizar as forças policiais nos próximos dias. Enquanto aguardam respostas, familiares, amigos e moradores da cidade acompanham com expectativa o avanço das apurações que poderão esclarecer um dos episódios mais impactantes registrados recentemente na região.

A morte do secretário gerou manifestações de pesar e solidariedade na comunidade, que aguarda o desfecho das investigações para compreender as circunstâncias que resultaram na tragédia.

Redação Saiba+

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Polícia

PF desmonta esquema de migração irregular para Europa

Investigação aponta uso de documentos falsos e suspeita de incêndio criminoso em cartório no Espírito Santo

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A Polícia Federal desmantelou uma associação criminosa especializada na promoção da migração irregular de brasileiros para países da Europa por meio da falsificação de documentos cartorários. A organização utilizava registros adulterados para simular vínculos familiares com cidadãos italianos e facilitar processos de obtenção de cidadania estrangeira.

A operação foi deflagrada na última quarta-feira (27/5) e representa um desdobramento de investigações iniciadas em 2021. Segundo as autoridades, o grupo atuava produzindo certidões e documentos falsificados para criar supostos laços de parentesco italiano, permitindo que brasileiros buscassem residência ou cidadania na Europa de forma ilegal.

Durante o avanço das investigações, surgiram indícios de que o incêndio ocorrido em um cartório de Itapemirim, no Espírito Santo, em 2022, possa ter sido criminoso. A suspeita é de que o fogo tenha sido provocado com o objetivo de destruir provas relacionadas ao esquema investigado pela Polícia Federal.

Os investigadores apuram a participação de diferentes envolvidos na fraude documental, incluindo possíveis intermediários e pessoas responsáveis pela manipulação de registros cartorários. O caso também levanta suspeitas sobre uma rede estruturada de apoio à imigração ilegal internacional.

A operação reforça o combate da Polícia Federal contra crimes de falsidade ideológica, organização criminosa e migração irregular, práticas que têm chamado a atenção das autoridades devido ao aumento de tentativas fraudulentas envolvendo cidadania europeia.

As investigações continuam em andamento para identificar outros possíveis integrantes do grupo e dimensionar o alcance do esquema, que pode ter beneficiado diversos brasileiros interessados em obter acesso facilitado à Europa.

Redação Saiba+

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Polícia

TJ-RJ suspende decisão que obrigava Bradesco a devolver valores em caso de fraude

Tribunal entende que ressarcimento deve aguardar análise completa das provas sobre movimentações suspeitas em conta de cliente idosa

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Idosa teve a conta zerada e ainda ficou no negativo após dez movimentações em apenas 17 horas | Bnews - Divulgação

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu derrubar uma liminar que obrigava o banco Bradesco a devolver valores a uma cliente idosa que afirma ter sido vítima de fraude bancária. O caso envolve o desaparecimento total do saldo da conta e a realização de movimentações suspeitas em um curto intervalo de tempo.

Segundo informações do processo, a conta da cliente foi zerada e ainda ficou negativa após cerca de dez transações realizadas em apenas 17 horas. A situação levantou suspeitas de fraude e motivou a ação judicial contra a instituição financeira.

A decisão foi tomada pela 16ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), que analisou o recurso apresentado pelo banco. Os desembargadores entenderam que o ressarcimento imediato não deve ser imposto antes da conclusão da fase de instrução do processo, quando serão avaliadas todas as provas e circunstâncias do caso.

De acordo com o entendimento da relatora, desembargadora Márcia Succi, obrigar o banco a realizar a devolução dos valores antes da análise completa poderia gerar prejuízos irreversíveis caso a Justiça conclua futuramente que a instituição não teve responsabilidade pela suposta fraude.

O tribunal destacou ainda a necessidade de apuração detalhada sobre a origem das transações e sobre a possível ocorrência de falhas de segurança ou acesso indevido à conta da cliente.

O caso segue em tramitação e deverá avançar para a fase de análise de provas, quando será definido se houve falha bancária ou fraude de terceiros. A decisão reacende o debate sobre segurança digital, responsabilidade de instituições financeiras e proteção de consumidores, especialmente idosos, em operações bancárias online.

Redação Saiba+

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