Política
Michel Temer descarta candidatura à Presidência em 2026
Ex-presidente do MDB afirma que não disputará o Planalto e defende autonomia dos diretórios estaduais nas eleições

O ex-presidente Michel Temer (MDB) revelou a interlocutores que não será candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão encerra especulações sobre um possível retorno ao Palácio do Planalto e redefine o posicionamento do partido no cenário político nacional.
Segundo informações divulgadas na coluna de Paulo Capelli, do portal Metrópoles, Temer deixou claro que não pretende entrar na disputa presidencial. O ex-chefe do Executivo também defendeu que o MDB conceda liberdade aos seus diretórios estaduais para decidir os rumos da legenda na próxima eleição ao Planalto.
A declaração ocorre em um momento de articulações políticas e movimentações partidárias visando o pleito de 2026. O MDB, tradicional força política no Congresso Nacional, pode desempenhar papel estratégico tanto na formação de alianças quanto na definição de apoio a candidaturas majoritárias.
Ao defender a autonomia regional, Temer sinaliza uma estratégia de descentralização das decisões internas do partido, permitindo que cada diretório estadual avalie cenários locais e nacionais antes de formalizar posicionamentos.
A postura do ex-presidente também indica que o MDB deverá priorizar a construção de alianças e a consolidação de bancadas no Legislativo, em vez de investir em candidatura própria à Presidência da República.
Com a definição, o cenário eleitoral para 2026 segue em formação, enquanto partidos intensificam diálogos e estratégias visando a corrida ao Palácio do Planalto.
Política
Após denúncia de Diego Castro, governo publica edital para leilão do antigo Centro de Convenções
Decisão ocorre após denúncia do deputado estadual Diego Castro sobre as condições do imóvel localizado no Stiep, em Salvador

Após denúncia do deputado estadual Diego Castro (PL) sobre as condições do antigo Centro de Convenções, o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) publicou, nesta quarta-feira (4), aviso de edital para a realização de leilão destinado à alienação do imóvel, localizado no bairro do Stiep, em Salvador.
Diego tem apresentado uma série de denúncias relacionadas a equipamentos públicos estaduais e, recentemente, divulgou nas redes sociais imagens do estado de abandono do antigo Centro de Convenções da Bahia, cobrando providências do Executivo baiano.
De acordo com a Secretaria da Administração do Estado (Saeb), o leilão será realizado de forma híbrida, com participação presencial e online, no dia 26 de março de 2026. Antes da sessão pública, o imóvel estará aberto para visitação entre os dias 6 e 19 de março, das 9h às 18h.
Conforme o edital, o vencedor deverá pagar, no ato da arrematação, o equivalente a 5% do valor do lote. O percentual restante, correspondente a 95%, deverá ser quitado à vista ou em até 24 horas após o encerramento do leilão.
Política
TSE suspende cassação de três vereadores de Lauro de Freitas por suposta fraude à cota de gênero
Decisão do Tribunal Superior Eleitoral mantém mandatos até julgamento definitivo e reacende debate sobre cota feminina nas eleições 2024

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu suspender a cassação de três vereadores eleitos em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que haviam sido afastados pela Justiça Eleitoral estadual sob acusação de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024.
A decisão garante que os parlamentares permaneçam nos cargos até o julgamento final do mérito da ação. A medida foi concedida após recurso apresentado pelas defesas, que contestaram as acusações relacionadas ao cumprimento da legislação eleitoral sobre a participação mínima de candidaturas femininas.
A controvérsia gira em torno da chamada cota de gênero, prevista na Lei das Eleições, que determina que cada partido ou federação deve reservar no mínimo 30% e no máximo 70% das candidaturas para cada sexo. A Justiça Eleitoral havia entendido que houve irregularidade na composição da chapa, caracterizando possível candidatura fictícia para cumprir formalmente a exigência legal.
Com a decisão do TSE, os efeitos da cassação ficam temporariamente suspensos, evitando alterações imediatas na composição da Câmara Municipal de Lauro de Freitas. O caso, no entanto, ainda será analisado de forma definitiva pelo colegiado da Corte Eleitoral.
Especialistas avaliam que o desfecho pode impactar outros processos semelhantes em andamento no país, especialmente diante do aumento de ações envolvendo suspeitas de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024.
A decisão também reforça o debate sobre a fiscalização das candidaturas e o cumprimento efetivo das políticas de incentivo à participação feminina na política brasileira, tema que tem sido alvo de atenção crescente da Justiça Eleitoral e da sociedade civil.
O julgamento definitivo ainda não tem data confirmada.
Política
Otto Alencar ironiza Carlos Viana após quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS
Declaração do presidente da CCJ do Senado amplia tensão política após sessão polêmica que aprovou medida envolvendo filho do presidente Lula

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), ironizou o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura supostas fraudes no INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), após a sessão que aprovou a quebra dos sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração ocorreu em meio à repercussão política da votação realizada na semana passada, considerada por aliados do governo como um movimento de forte carga política. A CPMI investiga irregularidades relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, segundo integrantes da base governista, a decisão de incluir Lulinha na lista de investigados elevou o tom do debate no Congresso Nacional.
Durante manifestação pública, Otto Alencar adotou tom irônico ao comentar a condução dos trabalhos da comissão, sugerindo que a medida teria extrapolado o foco principal das investigações. A fala foi interpretada como uma crítica direta à estratégia adotada por Carlos Viana na presidência da CPMI.
A sessão que aprovou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lulinha foi marcada por intensos embates entre parlamentares da base governista e da oposição. Para defensores da medida, a apuração deve alcançar todos os nomes citados nas investigações, independentemente de vínculos políticos. Já críticos apontam possível tentativa de desgaste do Palácio do Planalto.
O episódio reforça o clima de polarização no Senado e amplia a tensão entre governo e oposição em torno das investigações envolvendo o INSS. Nos bastidores, parlamentares avaliam que a disputa pode influenciar o ritmo e o rumo dos trabalhos da CPMI nas próximas semanas.
A movimentação também reacende o debate sobre os limites das comissões parlamentares de inquérito e o uso político de instrumentos como a quebra de sigilo, ferramenta considerada extrema dentro do processo investigativo legislativo.
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