Polícia
Homem é preso após atacar crianças em frente a escola em Miranda (MS)
Suspeito armado com faca e sob efeito de drogas foi contido após causar pânico entre alunos e professores

Cleovan Barbosa de Lima, de 45 anos, foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (28/5) após perseguir e atacar crianças em frente à Escola Estadual Dona Rosa Pedrossian, no município de Miranda.
Segundo informações do boletim de ocorrência, o suspeito estava armado com uma faca, portava drogas e apresentava comportamento alterado no momento da ação, o que gerou pânico entre alunos, professores e funcionários da unidade escolar.
O caso ocorreu por volta das 7h49, quando Cleovan passou a perseguir estudantes que chegavam à escola. Em um dos episódios, um menino foi segurado pelo agressor, mas conseguiu ser resgatado com a ajuda de outras crianças que intervieram rapidamente para evitar algo mais grave.
Na sequência, uma segunda aluna foi agarrada, enquanto outra conseguiu reagir e lutar contra o suspeito. Durante a confusão, uma quarta estudante conseguiu fugir e pedir ajuda, acionando adultos próximos ao local.
A rápida intervenção de populares e a chegada das autoridades impediram que a situação se agravasse ainda mais. O homem foi contido e preso em flagrante ainda nas proximidades da escola.
De acordo com as informações iniciais, o suspeito estava sob efeito de substâncias entorpecentes no momento da abordagem. A faca foi apreendida e o caso segue sob investigação das autoridades competentes, que apuram a motivação do ataque.
A ocorrência gerou forte comoção na comunidade escolar e levantou debates sobre segurança no entorno das unidades de ensino, especialmente no período de entrada dos alunos.
As autoridades locais reforçaram que medidas estão sendo adotadas para garantir a proteção dos estudantes e evitar novos episódios de violência nas proximidades de escolas da região.
Polícia
Empresária é presa em SP suspeita de maus-tratos e venda de vídeos na internet
Investigação aponta que conteúdos de crueldade contra animais eram comercializados para usuários no exterior

Uma empresária identificada como Daiana Schuinsekel de Almeida foi presa nesta quinta-feira (28) no Centro de São Paulo, suspeita de envolvimento em um esquema de produção e venda de vídeos com cenas de maus-tratos a animais na internet. Apesar da prisão, ela foi liberada poucas horas depois, conforme informações preliminares.
De acordo com as investigações, a suspeita seria responsável por manter uma estrutura voltada à produção de conteúdos de violência contra animais, com o objetivo de comercialização em plataformas digitais. Os materiais eram distribuídos a usuários de diferentes países, principalmente da Europa, com valores que variavam entre 20 e 50 euros por acesso.
As apurações indicam que o conteúdo era produzido de forma recorrente e envolvia a utilização de diferentes espécies de animais, submetidos a situações de crueldade durante as gravações. A polícia investiga a atuação da suspeita em um possível esquema organizado de produção e venda de material ilícito na internet.
Durante o cumprimento de mandados, agentes encontraram itens que podem estar relacionados às gravações, incluindo objetos e vestimentas que teriam sido utilizados na produção dos vídeos. O material foi apreendido e será analisado para compor o conjunto de provas do inquérito.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes, que apuram a extensão da rede de distribuição dos conteúdos e a participação de possíveis envolvidos no esquema. A polícia também trabalha para identificar compradores e intermediários responsáveis pela circulação dos vídeos em plataformas digitais.
A suspeita deverá responder por crimes relacionados a maus-tratos a animais e associação criminosa, conforme o avanço das investigações.
Polícia
Bope intensifica operação no Tanque após morte de subtenente da PM
Ataque a tiros contra policiais em Jacarepaguá deixou um agente morto e outros feridos na Zona Oeste do Rio

Agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram, na manhã desta sexta-feira, uma operação no Morro da Caixa D’Água, no bairro do Tanque, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação ocorre um dia após o subtenente André Luiz Cardoso Eccard, de 49 anos, morrer durante um patrulhamento realizado por policiais do 18º BPM (Jacarepaguá).
De acordo com a Polícia Militar, o grupo de agentes foi surpreendido por criminosos armados enquanto passava pela Rua Virgínia Vidal. Os suspeitos, que estariam em uma motocicleta, efetuaram diversos disparos contra os policiais, provocando uma intensa troca de tiros na região.
O subtenente André Luiz Cardoso Eccard não resistiu aos ferimentos após ser socorrido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O policial integrava a corporação desde o ano 2000 e atuava no combate à criminalidade na Zona Oeste da capital fluminense.
Ainda segundo a PM, outros três agentes ficaram feridos durante o ataque. Um dos policiais sofreu ferimentos provocados por estilhaços nas costas, enquanto os demais foram atingidos na cabeça. Dois deles já receberam alta médica, mas um policial permanece internado sob cuidados médicos.
A operação do Bope tem como objetivo localizar os responsáveis pelo atentado contra os agentes de segurança, além de reforçar o combate ao crime organizado na comunidade. Moradores relataram forte presença policial nas primeiras horas da manhã, com veículos blindados, equipes táticas e bloqueios em pontos estratégicos da região.
A morte do subtenente reacende o alerta sobre a escalada da violência contra policiais militares no Rio de Janeiro, especialmente em áreas dominadas por facções criminosas. O caso também intensificou discussões sobre segurança pública, enfrentamento ao tráfico de drogas e os riscos enfrentados diariamente por agentes das forças de segurança.
Até o momento, não há informações oficiais sobre prisões realizadas durante a operação. O policiamento segue reforçado em Jacarepaguá e bairros vizinhos, enquanto as investigações avançam para identificar os autores do ataque.
Polícia
Defesa de Jairinho Retorna ao Júri Após Infarto de Advogado
Fabiano Lopes volta ao plenário contrariando recomendação médica enquanto júri ouve nova testemunha sobre supostas agressões

O quarto dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel começou nesta quinta-feira marcado por forte comoção no Tribunal do Júri. O destaque da sessão foi o retorno do advogado criminalista Fabiano Lopes ao plenário, poucos dias após sofrer um infarto durante a preparação da defesa do ex-vereador.
Mesmo diante da recomendação médica para permanecer afastado das atividades, Fabiano Lopes decidiu reassumir a atuação no caso, considerado um dos mais emblemáticos e acompanhados do país nos últimos anos. A volta do advogado chamou atenção dentro e fora do tribunal, aumentando ainda mais a repercussão do julgamento.
Durante a sessão, o júri também deve ouvir o depoimento de Kaylane Pereira, filha de uma ex-namorada de Jairinho. A jovem afirma ter sido vítima de agressões cometidas pelo então padrasto quando tinha apenas 5 anos de idade. O testemunho é considerado importante para reforçar a linha de acusação apresentada pelo Ministério Público.
O caso Henry Borel continua mobilizando a opinião pública devido à gravidade das acusações e ao impacto nacional provocado pela morte do menino, ocorrida em 2021. Desde o início do julgamento, familiares, autoridades e representantes da sociedade civil acompanham atentamente cada etapa do processo.
A expectativa é que os próximos depoimentos tragam novos detalhes sobre a dinâmica familiar envolvendo os réus e contribuam para a decisão dos jurados. A presença de Fabiano Lopes no plenário, mesmo após o problema de saúde, adicionou ainda mais tensão e emoção ao ambiente do tribunal.
Especialistas avaliam que o julgamento pode se estender pelos próximos dias, diante da quantidade de testemunhas e da complexidade do processo. O caso segue entre os assuntos mais comentados nas redes sociais e nos principais veículos de comunicação do Brasil.
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