Brasil
Belo Horizonte registra o dia mais frio do ano
Capital mineira amanhece com mínima de 12,9°C e sensação térmica negativa em algumas regiões da cidade

A cidade de Belo Horizonte enfrentou nesta quinta-feira (5) a madrugada mais fria de 2026 até o momento. Segundo informações da Defesa Civil, os termômetros marcaram temperatura mínima de 12,9°C, estabelecendo o recorde de frio do ano na capital mineira.
O destaque ficou para a região Oeste da cidade, onde a combinação entre ventos intensos e elevada umidade provocou uma sensação térmica de -4,5°C por volta das 6h da manhã, surpreendendo moradores e exigindo reforço nos cuidados com a saúde, especialmente entre crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
As baixas temperaturas são consequência da atuação de uma massa de ar frio que influencia o clima em diversas áreas do Sudeste brasileiro. O fenômeno tem provocado madrugadas geladas e temperaturas abaixo da média para esta época do ano em várias cidades da região.
Além do desconforto térmico, especialistas alertam para o aumento dos riscos de doenças respiratórias durante períodos de frio intenso. A recomendação é manter a hidratação, reforçar o uso de agasalhos e evitar exposição prolongada às baixas temperaturas, principalmente durante as primeiras horas da manhã e à noite.
O registro da menor temperatura do ano reforça o cenário típico do inverno em Minas Gerais, período marcado por clima seco, noites frias e grande amplitude térmica ao longo do dia. Apesar do frio registrado nas primeiras horas da manhã, a tendência é de elevação gradual da temperatura durante a tarde.
A Defesa Civil segue monitorando as condições climáticas e orienta a população a acompanhar os boletins meteorológicos para se manter informada sobre possíveis mudanças no tempo. O episódio evidencia a intensidade da atual onda de frio e coloca Belo Horizonte entre as capitais brasileiras com os registros mais baixos de temperatura nesta semana.
Brasil
PF deve priorizar investigação sobre irregularidades em emendas Pix
Auditoria do TCU aponta indícios de falhas em grande parte dos repasses analisados e poderá servir de base para novas apurações da Polícia Federal.

A Polícia Federal (PF) deverá dar prioridade à análise da auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as chamadas emendas Pix, modalidade de transferência direta de recursos federais para estados e municípios. A medida deve ocorrer após a aprovação do relatório pelo plenário da Corte de Contas.
O levantamento identificou que oito em cada dez emendas analisadas apresentaram algum tipo de irregularidade, acendendo um alerta sobre a aplicação dos recursos públicos destinados por meio desse mecanismo. Segundo os dados da auditoria, há indícios de problemas em aproximadamente R$ 49,1 milhões repassados entre 2020 e 2024, considerando apenas a amostra examinada.
Como o universo total de recursos movimentados pelas emendas Pix é significativamente superior ao analisado, a expectativa é de que novas investigações possam ampliar o alcance das apurações, caso o relatório seja aprovado pelo TCU.
A atuação da Polícia Federal deverá concentrar esforços na identificação de eventuais irregularidades, na apuração de possíveis responsabilidades e na coleta de elementos que possam subsidiar procedimentos investigativos. Caso sejam confirmadas infrações, os envolvidos poderão responder conforme a legislação vigente.
Além da responsabilização de eventuais suspeitos, um dos principais objetivos das investigações será garantir a recuperação de recursos públicos que tenham sido utilizados de forma irregular, fortalecendo os mecanismos de fiscalização e controle da administração pública.
O caso reforça a importância da transparência na execução das emendas parlamentares e do acompanhamento dos órgãos de controle sobre a destinação das verbas federais, especialmente em transferências diretas realizadas para estados e municípios.
Brasil
Pensão por morte do INSS: saiba quando filhos podem continuar recebendo o benefício
Regra geral prevê encerramento da cota aos 21 anos, mas a legislação estabelece exceções que garantem a continuidade do pagamento em casos específicos.

A pensão por morte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é um dos principais benefícios previdenciários destinados aos dependentes de segurados falecidos. Além de oferecer suporte financeiro em um momento de grande impacto emocional, o benefício ainda gera muitas dúvidas, principalmente em relação ao direito dos filhos de continuarem recebendo a pensão após completarem 21 anos.
Pelas regras previdenciárias em vigor, a cota individual da pensão por morte destinada aos filhos é encerrada automaticamente quando o dependente completa 21 anos de idade. Essa é a norma aplicada na maioria dos casos e não depende de solicitação para que o pagamento seja interrompido.
No entanto, a legislação brasileira prevê exceções importantes. O benefício pode continuar sendo pago quando o filho é inválido ou possui deficiência intelectual, mental ou deficiência grave, desde que essas condições atendam aos critérios estabelecidos pela Previdência Social. Nesses casos, a manutenção da pensão depende da comprovação da condição que garante o direito ao benefício.
A regra busca assegurar proteção social aos dependentes que, em razão de suas limitações, não possuem condições de garantir o próprio sustento. Por isso, cada situação é analisada conforme a legislação previdenciária e os requisitos exigidos pelo INSS.
Especialistas em Direito Previdenciário destacam que é fundamental que os beneficiários acompanhem as normas vigentes e mantenham a documentação atualizada, especialmente nos casos em que há previsão legal para continuidade do pagamento após os 21 anos.
Diante das constantes dúvidas sobre a pensão por morte, conhecer os critérios legais pode evitar transtornos e garantir que os dependentes exerçam corretamente seus direitos perante a Previdência Social.
Brasil
Importações disparam após fim da taxa sobre compras internacionais
Relatório aponta crescimento expressivo no volume de remessas e no valor das importações, enquanto marketplaces projetam alta na demanda por produtos do exterior.

O mercado de compras internacionais registrou um forte aquecimento após o fim da taxa federal sobre remessas de menor valor. Dados de um relatório elaborado pelo BTG Pactual, com base nas informações do programa Remessa Conforme, da Receita Federal, mostram que o número de remessas internacionais cresceu 74% em comparação com abril de 2026, último mês completo em que a cobrança ainda estava em vigor.
O avanço também foi percebido no volume financeiro movimentado. As importações internacionais alcançaram R$ 2,6 bilhões em junho, representando alta de 101% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com junho de 2024, antes da implantação da cobrança federal, o crescimento chegou a 68%, evidenciando o aumento do interesse dos consumidores brasileiros por compras no exterior.
A retirada da taxa foi recebida de forma positiva por grandes marketplaces internacionais, que avaliam que a medida ampliou o acesso dos consumidores a produtos importados. Embora as empresas não tenham divulgado números específicos sobre o aumento das vendas, a expectativa é de que o movimento continue crescendo nos próximos meses.
Segundo o AliExpress, a atual política tributária para compras internacionais de menor valor favorece o acesso da população a produtos exclusivos e marcas globais, especialmente entre consumidores de menor renda, ampliando o poder de compra e diversificando as opções disponíveis no mercado brasileiro.
Enquanto isso, a Shein enfrentou reclamações de consumidores nas redes sociais relacionadas ao prazo de entrega dos pedidos realizados entre o fim de maio e o início de junho. Diversos clientes relataram atrasos nas encomendas e compartilharam mensagens recebidas pelo aplicativo informando que a limitação de recursos logísticos poderia comprometer os envios.
A percepção entre os consumidores é de que o aumento expressivo na quantidade de pedidos, impulsionado pelo fim da cobrança federal, possa ter pressionado a capacidade logística das plataformas de comércio eletrônico. Ainda assim, o cenário indica um momento de forte expansão das importações, impulsionado pela maior competitividade dos produtos internacionais e pelo aumento da demanda dos brasileiros.
Com o crescimento das remessas e do volume financeiro movimentado, especialistas avaliam que o comércio eletrônico internacional deve manter trajetória de expansão nos próximos meses, consolidando o Brasil como um dos principais mercados para plataformas globais de vendas online.
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