Política
ACM Neto relata susto após problema em avião na Bahia
Ex-prefeito de Salvador afirma estar bem depois que aeronave precisou alterar rota por despressurização durante voo no interior baiano

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, informou que passa bem após um incidente envolvendo a aeronave em que viajava na última segunda-feira. O avião precisou alterar o plano de voo depois de apresentar um problema de despressurização em pleno trajeto, exigindo uma mudança imediata de rota por questões de segurança.
Segundo informações divulgadas após o ocorrido, a aeronave seguia para o município de Livramento de Nossa Senhora, onde ACM Neto cumpriria compromissos políticos e institucionais. Durante o voo, entretanto, foi identificado o problema técnico que provocou a perda de altitude da aeronave, levando a tripulação a adotar os protocolos de segurança previstos para esse tipo de situação.
Diante do incidente, o voo retornou para Salvador, capital baiana, interrompendo a agenda que estava programada para o interior do estado. Apesar do susto, ACM Neto utilizou as redes sociais e canais de comunicação para tranquilizar apoiadores, amigos e familiares, afirmando que estava bem e que não houve feridos.
A ocorrência chamou atenção no cenário político baiano, principalmente pelo momento em que o ex-prefeito intensifica compromissos públicos e articulações visando as próximas disputas eleitorais. Especialistas destacam que episódios de despressurização exigem resposta rápida da tripulação para garantir a segurança dos passageiros e da equipe de bordo.
O incidente não resultou em danos aos ocupantes da aeronave, mas reforçou a importância dos procedimentos de manutenção preventiva e dos protocolos de emergência adotados pela aviação. A agenda em Livramento de Nossa Senhora deverá ser reprogramada para uma nova data.
Mesmo após o contratempo, ACM Neto reiterou que segue normalmente com suas atividades e agradeceu as mensagens de apoio recebidas após a divulgação do ocorrido.
Política
Candidato da UP reduz agenda após ser baleado pela PM na Bahia
Aroldo Félix foi atingido durante manifestação em Salvador e, segundo o partido, enfrenta dores lombares e infecção no local do impacto

O candidato ao Governo da Bahia pela Unidade Popular (UP), Aroldo Félix, teve a agenda de campanha reduzida após ser atingido por um disparo de bala de elastômero durante uma manifestação em Salvador, no dia 1º de setembro.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (11), a coordenação da campanha informou que o candidato vem cumprindo agendas restritas devido às consequências do ferimento.
Segundo a UP, o projétil de elastômero que atingiu Aroldo Félix estava vencido há 11 anos. Desde o episódio, o candidato teria passado a apresentar fortes dores na região lombar e uma infecção no local atingido.
Candidato recebe atendimento médico
De acordo com o partido, Aroldo tem recebido atendimento médico contínuo em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Salvador. A equipe médica também teria recomendado tratamento com antibióticos por pelo menos 15 dias.
A infecção provocada pelo ferimento estaria dificultando a rotina do candidato. Conforme a campanha, Aroldo não consegue permanecer muito tempo em pé nem realizar viagens prolongadas de carro, situação que acabou afetando o cumprimento de compromissos no interior da Bahia.
Com a limitação física, a campanha da UP informou que o candidato mantém apenas compromissos considerados possíveis diante de seu atual quadro.
O episódio ocorreu durante uma manifestação na capital baiana e passou a integrar o debate sobre atuação policial, uso de munições de elastômero e segurança em manifestações públicas.
A campanha afirma que continuará acompanhando a recuperação de Aroldo Félix enquanto reorganiza as atividades eleitorais para conciliar os compromissos políticos com o período de tratamento.
Política
Senadores pedem informações sobre Operação Compliance Zero
Magno Malta e Eduardo Girão também solicitam transferência de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel para presídio federal de segurança máxima

Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-RN) encaminharam ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma solicitação por mais informações sobre a Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraude financeira envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
No documento, os parlamentares demonstram preocupação com a suposta existência de uma estrutura clandestina de espionagem chamada “A Turma”. Segundo os senadores, o grupo teria atuado no monitoramento ilegal de autoridades, jornalistas e parlamentares, com possível objetivo de intimidação.
Senadores querem divulgação de possíveis vítimas
Malta e Girão defendem que os nomes das pessoas que teriam sido monitoradas sejam esclarecidos. Para os parlamentares, a divulgação dessas informações seria importante para garantir a segurança dos possíveis alvos e ampliar a transparência das investigações.
Os dois senadores também afirmam que podem ter sido alvo da suposta estrutura de espionagem em razão da postura crítica adotada por ambos no Senado em relação ao Banco Master.
A solicitação apresentada ao ministro André Mendonça busca obter esclarecimentos sobre a extensão do suposto monitoramento e sobre as pessoas que eventualmente teriam sido acompanhadas de maneira ilegal.
Pedido de transferência para presídio federal
Além dos esclarecimentos sobre a suposta espionagem, Magno Malta e Eduardo Girão pediram a transferência urgente de Daniel Vorcaro e Fabiano Campos Zettel para uma penitenciária federal de segurança máxima.
A solicitação é justificada pelos parlamentares com base em preocupações relacionadas à integridade física dos investigados.
Entre os fatos citados está a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como braço direito de Vorcaro. Os senadores consideram necessário reforçar a segurança dos investigados diante das circunstâncias envolvendo a morte.
A Operação Compliance Zero continua sendo acompanhada pelas autoridades, enquanto os pedidos apresentados pelos senadores deverão ser analisados no âmbito do Supremo Tribunal Federal.
As suspeitas mencionadas fazem parte de investigações em andamento e não representam, por si só, comprovação definitiva de crimes ou responsabilidade dos envolvidos.
Política
PF aponta triangulação de R$ 6,1 milhões no caso Dark Horse
Relatório usado para autorizar operação contra produtora aponta movimentações financeiras entre entidades ligadas à empresária Karina da Gama

Um relatório da Polícia Federal (PF) que fundamentou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para autorizar a operação realizada nesta quinta-feira (10) contra a produtora do filme Dark Horse aponta indícios de uma possível triangulação financeira de pelo menos R$ 6,1 milhões.
De acordo com as informações apresentadas no relatório, os investigadores identificaram movimentações envolvendo empresas e entidades ligadas à empresária Karina da Gama.
Segundo a decisão de Flávio Dino, os agentes federais teriam constatado que ao menos R$ 6,1 milhões saíram do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade atribuída à empresária, e foram destinados a empresas terceirizadas ligadas à organização.
Posteriormente, conforme apontado pela investigação, parte dos valores teria retornado para outra entidade vinculada a Karina da Gama: a Academia Nacional de Cultura (ANC), organização social da cultura.
Investigação mira movimentações financeiras
A chamada triangulação financeira está entre os elementos analisados pela Polícia Federal no curso das investigações. O mecanismo, segundo os indícios descritos no relatório, envolveria transferências sucessivas entre diferentes empresas e organizações relacionadas, levantando questionamentos sobre a origem e o destino dos recursos.
A operação relacionada ao caso Dark Horse foi autorizada pelo ministro Flávio Dino após a análise das informações reunidas pela PF. A investigação busca esclarecer a finalidade das movimentações e a eventual existência de irregularidades na utilização dos recursos.
Os valores mencionados no relatório chegam a R$ 6,1 milhões, quantia que teria circulado entre o Instituto Conhecer Brasil, empresas terceirizadas e a Academia Nacional de Cultura.
As suspeitas apresentadas pela Polícia Federal ainda dependem do avanço das investigações e da análise dos documentos e movimentações financeiras. A existência de indícios investigativos não representa, por si só, comprovação de crime ou de responsabilidade dos envolvidos, cabendo às autoridades competentes aprofundar a apuração.
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