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Saúde

Uso de vacina contra dengue é suspenso temporariamente

Ministério da Saúde e Anvisa interrompem aplicação do imunizante do Instituto Butantan após investigação de eventos adversos considerados muito raros.

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O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi divulgada durante uma coletiva de imprensa e tem como objetivo permitir uma análise mais aprofundada de casos de reações adversas registrados após a imunização.

A vacina tetravalente, criada para oferecer proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, já foi aplicada em aproximadamente 500 mil pessoas em diferentes regiões do país. O imunizante era considerado uma importante ferramenta no combate à doença, especialmente diante do aumento dos casos registrados nos últimos anos.

Segundo as autoridades de saúde, a medida foi adotada após a identificação de 42 casos de reações severas associadas à vacinação, incluindo duas mortes que estão sendo analisadas pelas equipes responsáveis pela farmacovigilância e monitoramento da segurança dos imunizantes.

Apesar da suspensão preventiva, os dados apresentados indicam que a taxa de ocorrência dos eventos adversos é extremamente baixa. Os registros representam cerca de 0,0084% das doses aplicadas, equivalente a 0,84 caso para cada 10 mil aplicações. De acordo com os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), esse índice é classificado como um evento adverso “muito raro”.

As autoridades destacaram que a interrupção temporária não significa a confirmação de uma relação direta entre a vacina e todos os casos registrados. O objetivo é ampliar a investigação técnica, reunir evidências e garantir que todas as informações sejam avaliadas de forma criteriosa antes de uma eventual retomada da campanha de imunização.

A segurança dos imunizantes continua sendo monitorada continuamente pelos órgãos reguladores, que acompanham relatos de possíveis reações após a aplicação de vacinas em larga escala. Esse processo faz parte dos protocolos internacionais adotados para garantir a proteção da população e a confiabilidade dos programas de vacinação.

O Instituto Butantan, responsável pelo desenvolvimento da vacina, também participa das análises e colabora com as autoridades sanitárias para esclarecer as circunstâncias envolvendo os casos reportados. Enquanto isso, especialistas reforçam a importância da prevenção contra a dengue por meio do combate aos focos do mosquito Aedes aegypti e da adoção de medidas de proteção individual.

A expectativa é que os resultados das investigações permitam uma avaliação mais precisa sobre a segurança do imunizante e orientem as próximas decisões relacionadas à vacinação contra a dengue no Brasil.

Redação Saiba+

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Saúde

Novo Nordisk contesta lançamento da caneta Ozivy no Brasil

Após disputa sobre a patente da semaglutida, farmacêutica dinamarquesa questiona o nome do novo medicamento da EMS por suposta violação de marcas registradas.

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A disputa pelo mercado de medicamentos à base de semaglutida ganhou um novo capítulo no Brasil. Após perder a batalha pela extensão da patente do princípio ativo utilizado em canetas para tratamento de diabetes e obesidade, a Novo Nordisk iniciou uma nova ofensiva contra a farmacêutica brasileira EMS, desta vez envolvendo o uso de marcas registradas.

A empresa dinamarquesa alega que o nome Ozivy, utilizado na recém-lançada caneta emagrecedora da EMS, viola suas marcas comerciais “Ozempic” e “Wegovy”, dois dos medicamentos mais conhecidos da companhia. A discussão deixa de envolver exclusivamente questões de patente e passa a abranger direitos de propriedade intelectual relacionados à identidade comercial dos produtos.

O impasse ocorre após a Novo Nordisk não conseguir ampliar a proteção da patente da semaglutida, abrindo espaço para que outras empresas desenvolvam medicamentos com o mesmo princípio ativo, desde que respeitadas as normas regulatórias e legais vigentes.

Agora, o foco da controvérsia está na possível semelhança entre os nomes comerciais utilizados pelas farmacêuticas. A empresa dinamarquesa sustenta que a denominação Ozivy pode gerar associação indevida com seus produtos já consolidados no mercado, enquanto a EMS busca ampliar sua presença no segmento de medicamentos para controle do peso e tratamento metabólico.

A disputa poderá ser analisada pelas autoridades competentes em propriedade intelectual, que avaliarão se existe ou não risco de confusão entre as marcas apresentadas pelas empresas. O desfecho poderá influenciar a comercialização do novo produto no mercado brasileiro.

O caso reforça a crescente concorrência no segmento de medicamentos à base de semaglutida, considerado um dos mais promissores da indústria farmacêutica. Com o aumento da demanda por tratamentos para obesidade e diabetes, fabricantes disputam espaço tanto pela inovação quanto pela consolidação de suas marcas junto aos consumidores.

Redação Saiba+

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Saúde

Brasil ultrapassa 82 mil casos de SRAG em 2026

Boletim da Fiocruz aponta alerta em todos os estados e destaca circulação simultânea de vírus respiratórios no país.

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O Brasil já registrou mais de 82 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, segundo o mais recente levantamento divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O cenário preocupa autoridades de saúde, já que todos os estados brasileiros apresentam situação de alerta, risco ou alto risco para a doença, indicando ampla circulação de vírus respiratórios em todo o território nacional.

De acordo com o Boletim InfoGripe, o aumento das internações está relacionado à circulação simultânea de diferentes agentes infecciosos, entre eles a Influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus. Esses vírus costumam provocar sintomas bastante semelhantes, dificultando a identificação da infecção apenas por meio da avaliação clínica.

Especialistas alertam que febre, tosse, dor de garganta, congestão nasal e dificuldade para respirar podem estar associados a diferentes vírus respiratórios, tornando indispensável a realização de exames laboratoriais para um diagnóstico mais preciso. Essa identificação é fundamental para definir o tratamento adequado e monitorar a evolução epidemiológica das doenças.

A Fiocruz destaca que o cenário reforça a importância da vigilância em saúde e da adoção de medidas preventivas, especialmente entre idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas, considerados os grupos com maior risco de desenvolver complicações decorrentes das infecções respiratórias.

Além da vacinação contra a gripe para os públicos indicados, especialistas recomendam a manutenção de hábitos preventivos, como higienização frequente das mãos, etiqueta respiratória, ambientes bem ventilados e a procura por atendimento médico diante do agravamento dos sintomas. Essas medidas contribuem para reduzir a transmissão dos vírus e minimizar o impacto sobre o sistema de saúde.

Com a chegada dos períodos de maior circulação viral, as autoridades seguem monitorando o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e reforçam a necessidade de diagnóstico precoce para reduzir o número de casos graves e internações em todo o país.

Redação Saiba+

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Saúde

MP cobra ampliação de terapias para crianças

Ação civil pública pede que município baiano fortaleça atendimento especializado para pacientes com TEA e outras condições que exigem acompanhamento multidisciplinar.

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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com uma ação civil pública para que o município de Cícero Dantas, localizado a 319 quilômetros de Salvador, amplie e regularize a oferta de terapias multidisciplinares voltadas a crianças que necessitam de acompanhamento especializado. A medida busca garantir assistência adequada, especialmente para pacientes diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo o órgão, a iniciativa tem como objetivo assegurar o acesso contínuo a tratamentos considerados fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, social e motor das crianças. A ação destaca a necessidade de ampliar a rede de atendimento e reduzir possíveis déficits na oferta de serviços especializados no município.

O Ministério Público argumenta que o acompanhamento multidisciplinar é essencial para crianças com TEA e outras condições que demandam intervenções terapêuticas frequentes. Entre os atendimentos considerados indispensáveis estão terapias ocupacionais, acompanhamento psicológico, fonoaudiologia, fisioterapia e outras especialidades recomendadas por profissionais de saúde.

A proposta busca garantir que as famílias tenham acesso regular aos tratamentos sem interrupções, contribuindo para a qualidade de vida e o desenvolvimento dos pacientes. O MP-BA entende que o atendimento adequado representa um direito fundamental assegurado pela legislação brasileira.

A ação também reforça a importância de políticas públicas voltadas à inclusão e ao cuidado integral da infância. Especialistas apontam que a intervenção precoce e o acompanhamento contínuo podem gerar avanços significativos no desenvolvimento de crianças diagnosticadas com TEA.

Além da ampliação da oferta de terapias, o Ministério Público defende que o município adote medidas para estruturar e fortalecer a rede de assistência especializada, garantindo maior eficiência nos serviços prestados à população.

O caso chama atenção para os desafios enfrentados por diversas cidades brasileiras na oferta de atendimento especializado para crianças com necessidades específicas de saúde. A demanda por serviços voltados ao público com Transtorno do Espectro Autista tem crescido nos últimos anos, exigindo investimentos e planejamento por parte dos gestores públicos.

A expectativa é que a ação contribua para acelerar melhorias no sistema municipal de saúde e amplie o acesso das famílias aos tratamentos recomendados. O objetivo final é assegurar que crianças que dependem de acompanhamento multidisciplinar recebam atendimento adequado, humanizado e contínuo.

Com a iniciativa, o Ministério Público reforça seu papel na defesa dos direitos da infância e no acompanhamento das políticas públicas voltadas à saúde e à inclusão social.

Redação Saiba+

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