Política
Lula reage a possível tarifa dos EUA
Presidente critica proposta norte-americana de elevar taxas sobre produtos brasileiros e defende equilíbrio nas relações comerciais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou críticas à proposta do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros após a conclusão de investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O posicionamento reacende o debate sobre as relações comerciais entre os dois países e os possíveis impactos para setores estratégicos da economia brasileira.
Durante declaração sobre o tema, Lula demonstrou preocupação com medidas que possam dificultar o fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos, destacando a importância da cooperação econômica e do diálogo diplomático para a resolução de divergências.
A discussão ganhou força após autoridades norte-americanas concluírem investigações relacionadas a práticas comerciais envolvendo o Brasil. A partir dessas análises, surgiu a possibilidade de adoção de novas tarifas sobre determinados produtos brasileiros exportados para o mercado dos Estados Unidos.
A eventual aplicação de taxas adicionais pode afetar a competitividade de empresas brasileiras no comércio internacional, especialmente em segmentos que mantêm forte presença no mercado norte-americano. Economistas avaliam que mudanças nas regras tarifárias costumam gerar reflexos diretos sobre exportações, investimentos e geração de empregos.
O governo brasileiro acompanha o cenário com atenção e busca alternativas para preservar o relacionamento comercial entre as duas maiores economias das Américas. A estratégia envolve o fortalecimento do diálogo institucional e a defesa dos interesses nacionais em fóruns econômicos e diplomáticos.
As relações entre Brasil e Estados Unidos possuem papel relevante para diversos setores produtivos, abrangendo áreas como agronegócio, indústria, tecnologia e energia. Por isso, qualquer alteração nas condições de comércio bilateral tende a ser observada de perto por empresários, investidores e autoridades.
Enquanto as discussões avançam, o governo federal reforça a importância de soluções negociadas que garantam segurança jurídica, previsibilidade e estabilidade para as empresas que atuam no comércio exterior. O tema permanece em destaque na agenda econômica internacional e poderá influenciar futuras negociações entre os dois países.
Política
Taxa das blusinhas chega ao fim após sanção de Lula
Presidente sancionou projeto que permite zerar imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50 e reduz alíquota para remessas de até US$ 3 mil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (10) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 13/2026, que abre caminho para o fim da chamada “taxa das blusinhas” sobre compras internacionais de pequeno valor. A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional na semana passada.
Com a sanção, o texto retira o piso de 20% do imposto de importação aplicado às remessas internacionais de até US$ 50. A mudança permite que o governo federal estabeleça a isenção da cobrança para essa faixa de compras.
A nova legislação também altera as regras para encomendas de valores mais altos. Nas compras internacionais de até US$ 3 mil, o Ministério da Fazenda poderá reduzir a alíquota do imposto para até 30%. Antes da mudança, o percentual mínimo previsto para essa faixa era de 60%.
Governo poderá zerar imposto para compras de até US$ 50
A principal alteração prevista pelo PLV 13/2026 é a possibilidade de zerar o imposto de importação sobre remessas internacionais de até US$ 50. A medida afeta diretamente consumidores que realizam compras de baixo valor em plataformas estrangeiras.
A chamada taxa das blusinhas ganhou força no debate público nos últimos anos justamente por atingir compras internacionais de pequeno valor. A cobrança havia sido retomada após mudanças aprovadas pelo Congresso em 2024.
Segundo o texto, a decisão de estabelecer a isenção caberá ao Ministério da Fazenda, que poderá definir a alíquota aplicável dentro das novas regras estabelecidas pela legislação.
Mudança altera cobrança sobre compras internacionais
Além das compras de até US$ 50, o projeto também amplia a possibilidade de redução da tributação para encomendas de até US$ 3 mil. A alíquota poderá chegar a 30%, abaixo do piso de 60% que anteriormente era previsto para essa faixa.
A alteração representa uma mudança importante na política de tributação das remessas internacionais e poderá afetar os preços finais pagos pelos consumidores brasileiros em produtos adquiridos no exterior.
A discussão sobre a taxa das blusinhas provocou forte repercussão entre consumidores, empresas e representantes do setor de comércio eletrônico. A cobrança passou a ser um dos principais temas relacionados às compras internacionais de baixo valor.
A isenção para compras de pequeno valor havia sido estabelecida anteriormente por meio de medida provisória editada em maio deste ano. Com a sanção do novo projeto, o governo formaliza a possibilidade de manter a cobrança zerada para remessas dentro do limite de US$ 50.
Com a nova regra, consumidores que fazem compras internacionais de até US$ 50 poderão ser beneficiados caso o Ministério da Fazenda confirme a alíquota zero. A mudança também redefine os limites de tributação para valores superiores.
A sanção do PLV 13/2026 marca uma mudança na cobrança de impostos sobre compras internacionais e pode representar o fim da chamada “taxa das blusinhas”, uma das medidas tributárias que mais repercutiram entre consumidores brasileiros nos últimos anos.
Política
Moraes cancela pronunciamento em meio à crise no STF
Ministro havia preparado manifestação pública para defender sua atuação no inquérito das Fake News, mas decisão do presidente da Corte mudou o cenário

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou o pronunciamento que faria na manhã desta quinta-feira (10), em meio à crise que envolve diferentes setores da Corte e investigações relacionadas ao chamado inquérito das Fake News.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Moraes pretendia utilizar a manifestação para defender publicamente sua atuação na relatoria do inquérito, que tramita no STF desde 2019. A decisão de cancelar a fala ocorreu após uma mudança importante na condução do caso.
Na quarta-feira (9), o presidente do Supremo retirou de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News e assumiu pessoalmente a condução do processo. A investigação apura a existência de notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas, ameaças e outros ataques contra ministros do STF, seus familiares e a própria instituição.
Pronunciamento seria defesa das investigações
A expectativa era de que Alexandre de Moraes apresentasse uma defesa das investigações conduzidas sob sua relatoria e esclarecesse aspectos relacionados à atuação do ministro no processo.
Nos bastidores, também circulou a possibilidade de que Moraes pudesse anunciar uma eventual renúncia ao cargo de ministro do Supremo. A hipótese, porém, foi descartada por aliados, segundo as informações divulgadas sobre o caso.
Com o cancelamento, o ministro não deverá fazer a manifestação pública que havia sido planejada para esta quinta-feira. A decisão ocorre justamente em um momento de elevada repercussão política e institucional envolvendo o STF.
Mensagens de Daniel Vorcaro ampliaram tensão
A crise ganhou novos contornos após a divulgação de um relatório da Polícia Federal contendo mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, nas quais havia referências ao ministro Alexandre de Moraes.
O conteúdo passou a provocar questionamentos sobre a relação entre diferentes personagens envolvidos no caso e sobre a atuação de integrantes do Supremo diante das investigações.
Nos últimos dias, decisões de Alexandre de Moraes, André Mendonça e Flávio Dino, além de manifestações da Procuradoria-Geral da República e da própria Polícia Federal, contribuíram para aumentar a tensão entre os diferentes setores envolvidos na apuração.
Crise aumenta pressão sobre o Supremo
A sequência de decisões e manifestações colocou o STF no centro de uma crise institucional, com diferentes interpretações sobre a condução das investigações e a atuação dos ministros.
O cancelamento do pronunciamento de Moraes ocorre, portanto, em um cenário de forte expectativa em torno dos próximos movimentos da Corte. A retirada da relatoria do inquérito e as informações relacionadas ao caso envolvendo Daniel Vorcaro devem continuar sendo acompanhadas de perto.
Enquanto isso, o Supremo permanece sob atenção diante dos desdobramentos das investigações e das decisões tomadas pelos ministros nas últimas semanas.
Política
PF mira Mario Frias em operação autorizada por Flávio Dino
Operação Make Up cumpre 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal; celular do deputado teria sido apreendido

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up, que tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e conta com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, os investigadores cumprem 49 mandados de busca e apreensão.
As medidas foram autorizadas pelo Supremo e são realizadas em endereços localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A ação busca reunir elementos que possam esclarecer os fatos investigados pelas autoridades.
Celular de Mario Frias é apreendido
Durante a operação, o celular do deputado federal Mario Frias teria sido apreendido pelos investigadores, conforme informações divulgadas sobre a ação. O parlamentar está entre os principais alvos da operação realizada nesta quinta-feira.
A investigação também alcança Karina da Gama, empresária e sócia da Go Up Entertainment. A produtora está relacionada à produção de “Dark Horse”, filme que retrata a trajetória política e pessoal de Jair Bolsonaro.
Operação é realizada em parceria com a CGU
A atuação conjunta entre a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União faz parte das medidas adotadas para o cumprimento dos mandados determinados pelo STF.
As buscas realizadas nos quatro estados e no Distrito Federal devem permitir aos investigadores a coleta de documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço da apuração.
Até o momento, as informações divulgadas sobre a Operação Make Up concentram-se no cumprimento das ordens judiciais e na identificação dos alvos. O conteúdo apreendido deverá ser analisado pela investigação para esclarecer as circunstâncias relacionadas ao caso.
A operação ocorre em meio a novas ações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal envolvendo investigações de repercussão nacional, colocando novamente a atuação da Polícia Federal e decisões da Corte no centro do debate público.
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