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Política

PF encontra mensagens em investigação

Conversas apreendidas na Operação Compliance Zero podem ampliar apuração sobre suposta organização criminosa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro

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A Polícia Federal identificou novas mensagens que podem ampliar o alcance das investigações da Operação Compliance Zero, responsável por apurar a suposta atuação de uma milícia armada que, segundo os investigadores, teria ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo foi localizado nos celulares apreendidos durante a operação e passou a integrar o conjunto de provas analisadas pela corporação.

De acordo com os documentos da investigação, as conversas envolvem Joana Mourão, irmã de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”. Nas mensagens, ela teria cobrado apoio financeiro de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, e afirmado possuir informações que poderiam comprometer integrantes da família caso não recebesse os valores solicitados.

Segundo os registros analisados pela Polícia Federal, Joana declarou que tinha material suficiente para “acabar com a família inteira”, frase que passou a ser considerada relevante para o aprofundamento das investigações. O teor das mensagens será confrontado com outros elementos reunidos ao longo da operação para verificar eventual relação com os fatos investigados.

A Operação Compliance Zero busca esclarecer a possível existência de uma organização criminosa com atuação estruturada e suspeita de envolvimento em diferentes práticas ilícitas. As autoridades seguem analisando documentos, dispositivos eletrônicos e demais provas apreendidas para identificar a participação de cada investigado e a extensão dos supostos crimes.

Até o momento, as informações fazem parte da investigação conduzida pela Polícia Federal e ainda serão submetidas à análise da Justiça, respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa dos envolvidos. As apurações continuam em andamento e novas diligências não estão descartadas.

O caso permanece sob acompanhamento das autoridades competentes, que trabalham para esclarecer todas as circunstâncias reveladas durante a operação e verificar a autenticidade e o contexto das mensagens encontradas nos aparelhos eletrônicos apreendidos.

Redação Saiba+

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Política

Moraes cobra explicações sobre arma

Ministro do STF determina prazo de 24 horas para defesa de Jair Bolsonaro esclarecer apreensão durante abordagem da PM no Distrito Federal

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente, no prazo de 24 horas, esclarecimentos sobre a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-chefe do Executivo. O armamento foi localizado durante uma abordagem realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

A ocorrência foi registrada na noite da última segunda-feira (15), durante uma blitz na região de Taguatinga, no Distrito Federal. Na ação, os policiais abordaram um veículo ocupado por um militar que se identificou como sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

O homem foi identificado como Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe responsável pela segurança de Jair Bolsonaro. Durante a fiscalização, os agentes encontraram uma arma registrada em nome do ex-presidente, fato que levou o caso ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal.

Diante das informações encaminhadas às autoridades, Alexandre de Moraes determinou que os advogados de Bolsonaro expliquem as circunstâncias envolvendo a posse e o transporte da arma, além dos detalhes relacionados ao episódio ocorrido durante a abordagem policial.

A decisão integra os procedimentos conduzidos pelo STF e busca esclarecer se houve qualquer irregularidade relacionada ao armamento. Até o momento, a determinação representa uma solicitação de informações à defesa e não configura julgamento sobre eventual responsabilidade dos envolvidos.

O caso segue em apuração pelas autoridades competentes, enquanto a defesa do ex-presidente deverá apresentar os esclarecimentos solicitados dentro do prazo estabelecido pelo ministro. As informações prestadas poderão subsidiar a continuidade da análise do episódio no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

Redação Saiba+

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Política

CCJ aprova indicada ao TCM

Camila Vasquez Gomes Negromonte, indicada pelo governador Jerônimo Rodrigues, avança para vaga no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) aprovou, na manhã desta terça-feira (16), o nome de Camila Vasquez Gomes Negromonte para ocupar uma vaga de conselheira no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). A indicação foi feita pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e representa mais uma etapa do processo de escolha para compor a Corte de Contas.

Camila Vasquez Gomes Negromonte é esposa do deputado federal Mário Negromonte Júnior, e sua indicação ganhou destaque no cenário político baiano devido à relevância do cargo e ao trâmite necessário para a confirmação da nomeação.

A aprovação pela CCJ representa um passo importante dentro do processo legislativo, uma vez que a comissão é responsável por analisar os aspectos constitucionais, legais e regimentais da indicação antes da deliberação em plenário. Com o parecer favorável, o nome da indicada segue para as próximas fases previstas no rito da Assembleia Legislativa.

O Tribunal de Contas dos Municípios desempenha papel estratégico na fiscalização da aplicação dos recursos públicos pelos municípios baianos, analisando prestações de contas, emitindo pareceres técnicos e acompanhando a legalidade dos atos administrativos das gestões municipais.

A indicação de Camila Vasquez Gomes Negromonte ocorre em um momento de movimentação política na Bahia e reforça a importância das nomeações para órgãos de controle, responsáveis por garantir maior transparência e fiscalização na administração pública.

Caso seja confirmada nas etapas seguintes, Camila passará a integrar o colegiado do TCM-BA, contribuindo para o julgamento de processos relacionados à gestão dos recursos públicos municipais e ao controle externo das administrações locais.

A tramitação da indicação continuará sendo acompanhada pela Assembleia Legislativa da Bahia até a conclusão do processo de escolha para o cargo de conselheira.

Redação Saiba+

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Política

STF julga Eduardo Bolsonaro por coação

Primeira Turma analisa denúncia da PGR sobre suposta articulação de sanções contra ministros da Corte

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) realiza, nesta terça-feira (16), o julgamento envolvendo o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro em um processo relacionado à acusação de coação no curso da Justiça. O caso tem como base uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que atribui ao ex-parlamentar a suposta articulação de medidas contra integrantes do Judiciário brasileiro.

Segundo a acusação, Eduardo Bolsonaro teria buscado promover sanções nos Estados Unidos contra ministros do Supremo Tribunal Federal e outras autoridades ligadas às investigações e ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, no âmbito da apuração sobre a suposta trama golpista.

A análise da Primeira Turma do STF representa mais um desdobramento das investigações envolvendo aliados do ex-presidente. Os ministros deverão avaliar os argumentos apresentados pela Procuradoria-Geral da República e a defesa do ex-deputado, observando os requisitos legais para o andamento do processo.

O julgamento poderá influenciar os próximos passos da ação, incluindo a definição sobre o prosseguimento das acusações e a eventual abertura de fase processual mais aprofundada. A expectativa é de que o tema tenha ampla repercussão no cenário político e jurídico nacional.

A defesa de Eduardo Bolsonaro nega as acusações e sustenta que todas as manifestações do ex-deputado ocorreram dentro dos limites da atividade política e da liberdade de expressão. O posicionamento será considerado pelos ministros durante a análise do caso.

O julgamento ocorre em um momento de intensa movimentação política e jurídica envolvendo investigações relacionadas aos atos antidemocráticos e à suposta tentativa de ruptura institucional após as eleições presidenciais. A decisão da Primeira Turma poderá definir os rumos do processo e marcar mais uma etapa nas apurações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal.

A sessão é acompanhada com atenção por representantes do meio político, jurídico e da sociedade, diante da relevância institucional do caso e de seus possíveis desdobramentos.

Redação Saiba+

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