Polícia
PM desmonta sistema clandestino de câmeras usado por traficantes em Salvador
Equipamentos eram utilizados para monitorar a movimentação das forças de segurança no Engenho Velho da Federação; nenhum suspeito foi preso.

A Polícia Militar da Bahia desmantelou um sistema ilegal de monitoramento instalado por criminosos durante uma operação realizada na tarde de quarta-feira (17), no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador. A estrutura era utilizada para acompanhar em tempo real a movimentação das forças de segurança na região.
Segundo informações da corporação, os policiais localizaram diversas câmeras clandestinas estrategicamente posicionadas em pontos do bairro, permitindo que integrantes de grupos criminosos monitorassem a chegada e o deslocamento das equipes policiais. O equipamento foi removido durante a ação.
Além das câmeras, outros dispositivos eletrônicos utilizados para sustentar o sistema de vigilância também foram apreendidos. Todo o material recolhido será analisado pelas autoridades para auxiliar nas investigações e identificar os responsáveis pela instalação da estrutura clandestina.
A utilização de sistemas de monitoramento irregulares por organizações criminosas tem sido uma estratégia recorrente para dificultar a atuação das forças policiais e facilitar a fuga de suspeitos durante operações. A retirada desses equipamentos representa um importante avanço no combate ao crime organizado e na recuperação da capacidade de atuação das equipes de segurança.
Apesar da apreensão dos equipamentos, nenhum suspeito foi localizado ou preso durante a operação. A Polícia Militar informou que as diligências continuam e novas ações poderão ser realizadas na região para identificar os envolvidos e impedir a reinstalação do sistema clandestino.
A operação reforça o trabalho permanente das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado em Salvador, especialmente em áreas onde há atuação de facções criminosas que utilizam tecnologia para monitorar a presença policial e ampliar o controle territorial.
Polícia
Adolescente é apontado como suspeito de matar padrasto em Campo Grande
Vítima de 28 anos foi encontrada com diversas facadas em um terreno próximo a uma escola; Polícia Civil investiga a motivação do crime.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul identificou um adolescente de 15 anos como o principal suspeito de assassinar o padrasto, Alessandro Souza Grefe, de 28 anos, em Campo Grande. O crime ocorreu na madrugada da última segunda-feira (15), no bairro Jardim das Macaúbas, e segue sendo investigado pelas autoridades.
O corpo da vítima foi localizado em um terreno próximo a uma escola municipal, apresentando diversas marcas de golpes de faca. A cena do crime mobilizou equipes policiais, que iniciaram imediatamente os trabalhos de perícia e levantamento de informações para esclarecer as circunstâncias do homicídio.
Como Alessandro estava sem documentos de identificação, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), onde exames periciais permitiram confirmar sua identidade. A partir da identificação, os investigadores avançaram nas diligências e chegaram ao adolescente, apontado como o principal suspeito do assassinato.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a motivação do crime nem informou as circunstâncias que teriam levado ao ataque. O caso permanece sob investigação, e novas diligências deverão esclarecer a dinâmica dos fatos, além de reunir provas que possam subsidiar a conclusão do inquérito.
O homicídio causou repercussão em Campo Grande e reforça a preocupação com casos de violência envolvendo adolescentes. A expectativa é de que o avanço das investigações permita esclarecer todos os detalhes do crime e definir as medidas legais cabíveis em relação ao suspeito.
Polícia
Suspeito de latrocínio contra idosa é preso no oeste da Bahia
Homem de 26 anos foi localizado em uma fazenda na zona rural de Santa Rita de Cássia; vítima foi encontrada morta dentro de casa no início de junho.

A Polícia Civil da Bahia prendeu, na tarde deste sábado (20), um homem de 26 anos investigado por latrocínio contra uma idosa no município de Santa Rita de Cássia, localizado no oeste do estado. O suspeito foi capturado na Fazenda Ipê, situada na zona rural da cidade, durante uma ação das equipes responsáveis pela investigação.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima, Vivaldina de Jesus Bonfim, de 64 anos, foi encontrada sem vida no dia 7 de junho, no banheiro de uma residência localizada na região central do município.
As informações da investigação apontam que o corpo estava coberto por um lençol e apresentava lesões na região da cabeça e das costas, circunstâncias que levaram à instauração do inquérito para apurar o crime, classificado como latrocínio — roubo seguido de morte.
Após o avanço das diligências e a coleta de elementos investigativos, os policiais localizaram o suspeito na zona rural de Santa Rita de Cássia, onde foi efetuada a prisão. O homem deverá permanecer à disposição da Justiça enquanto o caso segue em apuração.
A Polícia Civil continua realizando diligências para esclarecer todos os detalhes do crime, incluindo a dinâmica dos fatos e a possível participação de outras pessoas. O inquérito deverá reunir laudos periciais, depoimentos e demais provas para subsidiar a conclusão da investigação.
O caso gerou grande repercussão entre os moradores de Santa Rita de Cássia e reforça a atuação das forças de segurança no combate aos crimes patrimoniais com resultado morte no interior da Bahia.
Polícia
Wellington César tem trajetória ligada ao PT e a Jaques Wagner
Ministro da Justiça, ex-MPBA e aliado histórico do senador baiano, ocupa cargo em meio à operação que atingiu Wagner na PF.

O atual ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, possui uma trajetória política e institucional diretamente ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, com forte proximidade ao senador Jaques Wagner (PT-BA).
No comando do Ministério da Justiça, pasta à qual a Polícia Federal é vinculada administrativamente, Wellington exerce o cargo em um momento marcado pela deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve como um dos alvos o senador baiano, atingido por mandados de busca e apreensão no último dia 18 de junho.
Natural de Salvador (BA), o ministro é formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e construiu sua carreira no Ministério Público da Bahia (MPBA), onde atuou entre 1991 e 2023. Durante sua trajetória no órgão, foi escolhido por Jaques Wagner para exercer dois mandatos consecutivos como procurador-geral de Justiça, em 2010 e 2012.
Na primeira indicação, Wellington César integrava a lista tríplice na última colocação, mas acabou sendo nomeado para o cargo, consolidando uma relação institucional de confiança com o grupo político liderado por Wagner no estado.
A nomeação e a trajetória do ministro são frequentemente associadas à sua atuação técnica no Ministério Público e à sua relação com a gestão estadual da época, quando ocupava posição de destaque no sistema de Justiça da Bahia.
O cenário atual reforça o protagonismo do ministro da Justiça em um período de forte atenção institucional, diante de investigações envolvendo figuras políticas de alta relevância no cenário nacional.
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