Polícia
Drone é usado em ataque durante disputa entre facções no Ceará
Polícia Civil investiga uso de equipamento aéreo para lançamento de explosivo em comunidade de Fortaleza e já prendeu suspeitos

A disputa por território entre facções criminosas ganhou um novo capítulo no Ceará após criminosos utilizarem um drone para lançar um artefato explosivo contra uma residência na comunidade do Barreirão, localizada no bairro Cajazeiras, em Fortaleza. O caso é investigado pela Polícia Civil do Ceará, que já efetuou a prisão de pelo menos três suspeitos envolvidos na ofensiva.
De acordo com as investigações, o ataque teria ocorrido durante uma escalada da violência provocada pela disputa entre grupos criminosos, situação que, segundo relatos não oficiais, levou aproximadamente dez famílias a deixarem suas casas por medo de novos confrontos e represálias.
A ocorrência ganhou ampla repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais mostrando um homem operando um drone para lançar o explosivo sobre um imóvel, evidenciando uma nova estratégia utilizada por organizações criminosas para ampliar seu poder de ataque.
As autoridades identificaram um dos suspeitos apontados como responsável pela ação, que foi preso no dia 31 de julho. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, esclarecer a dinâmica do ataque e verificar a participação de integrantes de organizações criminosas na utilização da tecnologia para a prática de crimes.
O caso acende um alerta para o uso de drones em ações criminosas, reforçando a preocupação das forças de segurança com o emprego de equipamentos tecnológicos por facções em disputas territoriais. A Polícia Civil segue realizando diligências para combater a atuação dos grupos envolvidos e reforçar a segurança na região.
Polícia
Ator é preso por suspeita de estupro de vulnerável em São Paulo
Investigação teve início após mãe encontrar suspeito e criança em quarto durante festa de aniversário no interior paulista

Um ator de 48 anos foi preso em flagrante por suspeita de estupro de vulnerável após um caso registrado no último domingo (2), em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. A investigação teve início depois que a mãe de um menino de 5 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) entrou em um quarto da residência onde acontecia uma festa de aniversário e encontrou o suspeito junto à criança.
De acordo com as informações registradas pela investigação, a criança descansava em um dos quartos da chácara quando a mãe ouviu gritos vindos do local. Uma amiga da família, que também teria escutado a criança pedir para que a situação parasse, acompanhou a mulher até o cômodo para verificar o que estava acontecendo.
Ao entrar no quarto, a mãe encontrou o suspeito e a criança sem roupas sobre a cama. Conforme o boletim de ocorrência, o menino demonstrava sinais de desconforto e se queixava de dores. A testemunha relatou às autoridades que foi responsável por acionar a Polícia Militar após presenciar a cena.
Após a chegada dos policiais e a coleta dos primeiros depoimentos, a autoridade policial entendeu que os relatos das testemunhas e as circunstâncias verificadas no local eram suficientes para caracterizar a situação de flagrante, determinando a prisão do investigado pelo crime de estupro de vulnerável.
O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto o caso segue sob investigação para o aprofundamento das apurações. As autoridades reforçam que a identidade da vítima é preservada por força da legislação brasileira, garantindo a proteção integral da criança durante todo o processo.
Polícia
Operação Ágio mira líder do Comando Vermelho na Bahia
Ação policial cumpre mandados em três estados e tem como alvo criminoso condenado por chacina ocorrida em Salvador

A Operação Ágio, deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (5), tem como um dos principais alvos Zói de Gato, apontado pelas forças de segurança como uma das lideranças do Comando Vermelho (CV) com atuação nos bairros Cosme de Farias e Nordeste de Amaralina, em Salvador. A ofensiva ocorre de forma simultânea na Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, com o cumprimento de mandados judiciais contra integrantes da organização criminosa.
Além de Zói de Gato, a operação também tem como alvos outros suspeitos conhecidos pelos apelidos de Real, Buel e Gordo, investigados por suposta participação em atividades ligadas ao grupo criminoso. As ações fazem parte de uma estratégia para enfraquecer a atuação da facção e ampliar o combate ao crime organizado interestadual.
De acordo com as investigações, Zói de Gato está foragido no Rio de Janeiro e já integrou o Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ferramenta utilizada para divulgar a identidade de criminosos procurados pelas autoridades.
O investigado também possui um histórico de condenações na Justiça. Ele foi condenado a 164 anos de prisão por participação em uma chacina registrada em 2014, durante uma festa de aniversário na Rua Guiné, no bairro de Periperi, em Salvador. O ataque resultou na morte de seis pessoas e deixou outras duas feridas, em um dos episódios de violência que marcaram a capital baiana.
A Operação Ágio reforça as ações integradas das forças de segurança no enfrentamento às organizações criminosas com atuação em diferentes estados. O objetivo é localizar foragidos da Justiça, cumprir determinações judiciais e desarticular estruturas ligadas ao tráfico de drogas e outros crimes violentos.
Polícia
Delegada revela detalhes da investigação sobre morte de Léo Lanches
Prisão de policial militar foi baseada em depoimentos, imagens de câmeras corporais e outras provas reunidas pela Polícia Civil

A Polícia Civil da Bahia avançou nas investigações sobre a morte de Leonardo Gil Lima, conhecido como “Léo Lanches”, ocorrida no dia 23 de julho, durante uma ação da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), no bairro de São Cristóvão, em Salvador. O caso ganhou novos desdobramentos após a prisão da policial militar investigada por envolvimento no crime.
Em entrevista, a delegada Zaira Pimentel, titular da 1ª Delegacia de Homicídios (DH), detalhou que o pedido de prisão foi fundamentado em um conjunto de provas reunidas ao longo da investigação. Depoimentos de testemunhas e familiares, análise das imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais e informações recebidas por meio do Disque Denúncia foram considerados fundamentais para a elucidação do caso.
Segundo a delegada, o material coletado permitiu que a Polícia Civil encaminhasse ao Poder Judiciário o pedido de prisão preventiva da policial militar, que foi cumprido na última terça-feira (4). A investigada está custodiada no Batalhão de Choque da Polícia Militar, em Lauro de Freitas, e deverá passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (5).
Durante o depoimento prestado à Polícia Civil, a policial exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio, enquanto as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram a ocorrência registrada em São Cristóvão.
O caso segue sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que prossegue com a análise de provas e demais diligências. A expectativa é que o andamento da investigação contribua para o completo esclarecimento dos fatos e para a responsabilização dos envolvidos, conforme o devido processo legal.
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