Polícia
Ex-PMs são condenados a mais de 20 anos por homicídio em Salvador
Júri Popular no Fórum Ruy Barbosa encerra caso de 2014 com condenação de réus por homicídio qualificado, roubo e ocultação de cadáver.

O Tribunal do Júri condenou os ex-policiais militares Jesimiel da Silva Resende e Cláudio Bonfim Borges a mais de 20 anos de prisão pelo homicídio de Geovane Mascarenhas de Santana, encontrado mutilado em 2 de agosto de 2014, em via pública, no bairro da Calçada, subúrbio de Salvador.
O julgamento ocorreu no Fórum Ruy Barbosa, na capital baiana, e foi iniciado na quinta-feira (18), sendo concluído na madrugada desta sexta-feira (19). Ao todo, sete réus — todos ex-integrantes da Polícia Militar — foram julgados pelo Tribunal do Júri Popular, em um processo que mobilizou grande atenção no meio jurídico e na sociedade.
De acordo com informações do Ministério Público da Bahia (MPBA), o ex-PM Jesimiel da Silva Resende foi condenado a 25 anos, 3 meses e 15 dias de prisão, em regime inicial fechado. A sentença inclui os crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver.
A decisão do júri reforça o entendimento da acusação sobre a gravidade do crime e a participação dos réus no caso, que permaneceu em investigação e tramitação judicial por mais de uma década até chegar ao julgamento final.
O caso de Geovane Mascarenhas de Santana teve grande repercussão na época dos fatos e voltou a ganhar destaque com a realização do julgamento, sendo considerado um dos processos mais emblemáticos envolvendo ex-agentes de segurança pública na Bahia.
Com a condenação, a Justiça encerra uma das etapas mais importantes do processo, que agora segue para as demais providências legais cabíveis quanto ao cumprimento das penas estabelecidas pelo Tribunal do Júri.
Polícia
Polícia Civil realiza operação contra suspeitos de homicídio brutal no Rio
Ação mira integrantes de facção criminosa investigados pela tortura e esquartejamento de adolescente na Zona Sudoeste da capital fluminense.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta sexta-feira, uma operação para cumprir mandados de prisão contra suspeitos envolvidos na morte brutal do adolescente Ronaldo Henrique Souza Peixoto, de 14 anos, assassinado em março deste ano.
Segundo informações da investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), os alvos da ação são integrantes da comunidade César Maia, em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, e possuem ligação com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).
O crime, que chocou pela extrema violência, envolve acusações de tortura e esquartejamento do adolescente, motivando uma investigação de alta complexidade por parte das autoridades policiais.
De acordo com a apuração, os suspeitos identificados pela DHC teriam participação direta na execução do jovem, em um contexto de atuação do tráfico de drogas na região. A operação desta sexta-feira tem como objetivo não apenas cumprir mandados de prisão, mas também reunir novas provas que possam fortalecer o inquérito.
As diligências seguem em andamento, e a Polícia Civil não descarta novas fases da operação conforme o avanço das investigações. O caso é tratado como prioridade devido à gravidade dos fatos e à repercussão na comunidade local.
As autoridades reforçam que a ação busca enfraquecer a atuação de grupos criminosos responsáveis por crimes violentos na capital fluminense.
Polícia
Suspeito confessa crime e é preso após morte de adolescente no Paraná
Caso de Iasmyn Eckhardt, de 14 anos, ganha novos desdobramentos com prisão preventiva e avanço das investigações da Polícia Civil em Foz do Iguaçu.

A morte da adolescente Iasmyn Eckhardt da Silva, de 14 anos, registrada em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, teve novos desdobramentos nesta semana com a prisão preventiva e a confissão do principal suspeito do crime. O caso, que chocou a população local, segue sob investigação da Polícia Civil.
Iasmyn foi encontrada morta no último domingo (14), em uma área de mata da região, apresentando ferimentos graves na cabeça e no rosto, o que inicialmente levou as autoridades a tratarem o caso como homicídio com possível violência extrema.
Após avanços nas investigações, a Polícia Civil identificou o principal suspeito, que acabou detido e posteriormente confessou a autoria do crime, segundo informações apuradas pelas autoridades responsáveis pelo caso. A prisão preventiva foi solicitada para garantir o andamento das investigações e a segurança da ordem pública.
A motivação do crime ainda não foi totalmente esclarecida, e os investigadores continuam reunindo provas, depoimentos e elementos técnicos que possam ajudar a reconstruir a dinâmica dos fatos. A perícia também segue analisando o local onde o corpo foi encontrado.
O caso gerou grande comoção em Foz do Iguaçu e mobilizou equipes policiais desde o momento do desaparecimento da adolescente. A Polícia Civil reforça que todas as linhas de investigação seguem abertas até a conclusão do inquérito.
Com a confissão do suspeito, o caso avança para uma nova fase do processo investigativo, que deve incluir a formalização de denúncias e o encaminhamento do inquérito ao Ministério Público para as medidas legais cabíveis.
Polícia
Operação apreende 500 kg de cocaína em veleiro no Atlântico
Ação internacional interceptou embarcação em águas internacionais e terminou com a prisão de dois brasileiros e um marroquino suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas.

Uma operação internacional de combate ao tráfico de drogas culminou na apreensão de aproximadamente 500 quilos de cocaína transportados em um veleiro interceptado em águas internacionais do Oceano Atlântico. A embarcação foi abordada por autoridades espanholas a mais de 700 quilômetros ao sul das Ilhas Canárias, em uma ação coordenada de repressão ao crime organizado transnacional.
Durante a fiscalização, três tripulantes foram presos em flagrante, sendo dois brasileiros e um cidadão marroquino, suspeitos de integrar o esquema responsável pelo transporte da carga ilícita. A droga estava escondida no veleiro e foi localizada durante a inspeção realizada pelas equipes responsáveis pela operação.
A apreensão representa mais um golpe contra as rotas marítimas utilizadas por organizações criminosas para o envio de grandes quantidades de entorpecentes entre continentes. O uso de embarcações de pequeno porte, como veleiros, tem sido uma estratégia recorrente para tentar escapar da fiscalização internacional.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, a operação foi planejada a partir de ações de inteligência e monitoramento, permitindo a localização da embarcação em alto-mar antes que a carga chegasse ao destino final. Após a abordagem, os suspeitos foram detidos e encaminhados às autoridades competentes para os procedimentos legais.
As investigações agora buscam identificar outros integrantes da organização criminosa, além de esclarecer a origem da cocaína e o destino da carga. O caso reforça a importância da cooperação entre diferentes países no enfrentamento ao tráfico internacional de drogas e às organizações que atuam em rotas marítimas.
A apreensão de meia tonelada de cocaína evidencia a dimensão das operações realizadas por grupos criminosos e demonstra o fortalecimento das ações conjuntas entre forças de segurança internacionais para impedir o avanço do narcotráfico em águas oceânicas.
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