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Política

Alessandro Vieira critica envio de representação contra seu mandato

Senador afirma que decisão da Procuradoria-Geral da República representa tentativa de intimidação após pedido de indiciamento de Gilmar Mendes.

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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) se manifestou nesta segunda-feira (20) após a decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de encaminhar à Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe uma representação apresentada pelo ministro Gilmar Mendes contra o parlamentar. O caso ganhou repercussão no meio político e jurídico por envolver o desdobramento de uma investigação conduzida no Senado Federal.

Em publicação nas redes sociais, Alessandro Vieira classificou a medida como “mais uma tentativa absurda e ilegal de intimidação contra um parlamentar honesto e independente”, reforçando sua posição de que a atuação parlamentar deve ser preservada e respeitada durante o exercício do mandato.

A representação tem origem no pedido de indiciamento de Gilmar Mendes apresentado por Vieira na condição de relator da CPI do Crime Organizado. O episódio passou a ser analisado pela Procuradoria-Geral da República após questionamentos sobre a condução dos trabalhos da comissão parlamentar.

Segundo o entendimento apresentado pelo procurador-geral Paulo Gonet, o senador teria ultrapassado os limites do objeto de investigação da CPI, utilizando a relatoria de maneira incompatível com a finalidade da comissão. Na manifestação, foi apontada a possibilidade de que a conduta configure desvio de finalidade e abuso de poder político, razão pela qual o caso foi remetido à esfera eleitoral competente para análise.

A decisão amplia os desdobramentos envolvendo a atuação da CPI do Crime Organizado e deve manter o caso em evidência nas próximas semanas. Enquanto isso, Alessandro Vieira reafirma que sua atuação ocorreu dentro das prerrogativas parlamentares, enquanto os órgãos competentes darão continuidade à análise da representação conforme os procedimentos legais.

O episódio reforça o debate sobre os limites da atuação parlamentar em comissões de investigação e o alcance das competências dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle institucional.

Redação Saiba+

Política

Tarcísio homenageará Javier Milei com Colar do Ipiran

Presidente da Argentina receberá a mais alta honraria do Estado de São Paulo durante visita oficial à capital paulista

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), concederá ao presidente da Argentina, Javier Milei, o Colar da Ordem do Ipiranga, considerada a mais alta honraria do Estado de São Paulo. A entrega da condecoração ocorrerá durante a visita oficial do chefe de Estado argentino à capital paulista, marcando o primeiro encontro oficial entre os dois em território paulista.

A homenagem integra a agenda institucional da visita e simboliza o reconhecimento concedido pelo governo estadual a personalidades que tenham desempenhado papel relevante em suas áreas de atuação ou contribuído para o fortalecimento das relações com São Paulo.

O Colar da Ordem do Ipiranga é uma distinção destinada a autoridades brasileiras e estrangeiras que tenham prestado relevantes serviços ou colaborado para o desenvolvimento de vínculos institucionais, econômicos, culturais ou diplomáticos com o estado. A honraria figura entre as mais tradicionais concedidas pelo Governo de São Paulo.

A cerimônia também reforça a aproximação institucional entre as administrações de São Paulo e da Argentina em um momento de diálogo sobre temas de interesse comum. A visita oficial de Javier Milei à capital paulista deverá reunir autoridades e representantes de diferentes setores, consolidando compromissos voltados ao fortalecimento das relações bilaterais.

A entrega do Colar da Ordem do Ipiranga amplia a lista de personalidades nacionais e internacionais reconhecidas pelo governo paulista ao longo dos anos e destaca a relevância das relações entre São Paulo e parceiros estrangeiros em áreas estratégicas.

Redação Saiba+

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Política

Vereadora denuncia violência política de gênero em São Paulo

Parlamentar afirma ser alvo de perseguição do ex-companheiro e caso será investigado pela Justiça paulista

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A vereadora de Mogi das Cruzes (SP), Malu Fernandes (PL) denunciou o ex-companheiro, Mario Luiz Moreno Júnior, por suposta violência política de gênero, alegando que ele teria utilizado um boletim de ocorrência para persegui-la e prejudicar o anúncio de sua pré-candidatura ao cargo de deputada estadual. O caso será apurado pela Justiça de São Paulo.

Segundo as informações divulgadas, a parlamentar sustenta que a conduta do empresário teria como objetivo afetar sua atuação política e sua imagem pública em um momento de projeção eleitoral. As denúncias serão analisadas pelas autoridades competentes, que deverão apurar os fatos apresentados pelas partes.

Ainda conforme o caso, o pedido de ampliação das medidas protetivas já existentes em favor da vereadora não foi acolhido. A decisão mantém as medidas anteriormente estabelecidas, enquanto o processo segue em tramitação no Judiciário.

Outro ponto que integra a investigação envolve um boletim de ocorrência registrado em outubro de 2025, inicialmente sem identificação de autoria. Posteriormente, o documento teria sido atualizado pelo ex-companheiro para incluir o nome da vereadora como suposta responsável por danos em um apartamento onde o casal residiu durante o relacionamento.

A denúncia reforça o debate sobre a violência política de gênero, prática caracterizada por ações que buscam constranger, intimidar ou impedir a atuação de mulheres na vida pública. O caso seguirá sob análise da Justiça, que deverá avaliar as alegações apresentadas e as provas reunidas durante a investigação, assegurando o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Redação Saiba+

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Política

PT prepara ação no TSE contra Flávio Bolsonaro e aliados por declarações sobre urnas eletrônicas

Partido afirma que recorrerá à Justiça Eleitoral após divulgação de conteúdos que, segundo a legenda, associam indevidamente documentos sobre a Venezuela ao sistema eleitoral brasileiro.

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O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou que irá protocolar uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A iniciativa tem como base a divulgação de informações que, segundo a legenda, questionam sem provas a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras.

De acordo com o partido, a ação foi motivada por declarações atribuídas a Flávio Bolsonaro durante uma reunião com diplomatas, além de manifestações públicas feitas por integrantes do grupo político nos últimos dias. A representação também deverá incluir outros parlamentares e aliados que compartilharam conteúdos relacionados ao sistema eleitoral brasileiro.

Segundo o PT, a movimentação ganhou força a partir de 17 de julho, quando o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro e parlamentares como Gustavo Gayer e Júlia Zanatta passaram a divulgar, de forma coordenada, uma nota de inteligência da CIA sobre supostas fraudes eleitorais ocorridas na Venezuela entre 2004 e 2020.

Na avaliação da legenda, o documento foi utilizado de maneira inadequada para sugerir vulnerabilidades no sistema eleitoral brasileiro. O PT sustenta que as conclusões do relatório sobre o processo eleitoral venezuelano não se aplicam às urnas eletrônicas utilizadas no Brasil, razão pela qual decidiu recorrer à Justiça Eleitoral.

A representação deverá solicitar que o TSE analise a divulgação das informações e adote as medidas cabíveis, conforme a legislação eleitoral vigente. O partido argumenta que a propagação de conteúdos considerados falsos ou descontextualizados pode comprometer a confiança nas instituições democráticas e no processo eleitoral.

Até o momento, os citados podem apresentar suas manifestações e exercer plenamente o direito ao contraditório e à ampla defesa caso a ação seja formalmente recebida pela Justiça Eleitoral. O caso deverá integrar o conjunto de processos relacionados à disseminação de informações sobre o sistema eleitoral brasileiro, tema que permanece no centro do debate político e jurídico do país.

Redação Saiba+

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