Polícia
Operação Janus cita coronéis da PM de São Paulo em investigação sobre o PCC
Relatórios do Ministério Público mencionam oficiais da reserva e da ativa em apuração que investiga suposta movimentação de recursos ilícitos e atuação em tribunais do crime.

A Operação Janus, deflagrada nesta terça-feira (21), colocou em evidência uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que apura a atuação de um núcleo suspeito de movimentar valores ilícitos em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de participar dos chamados tribunais do crime.
De acordo com os relatórios que fundamentaram a operação, três coronéis da Polícia Militar de São Paulo foram citados ao longo das investigações. A ação teve como objetivo o cumprimento de 18 mandados de prisão, além de ordens de busca e apreensão autorizadas pela Justiça.
Entre os nomes mencionados está o coronel José Augusto Coutinho, que ocupou o cargo de comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo até abril deste ano e atualmente está na reserva. Também foram citados o coronel Luiz Carlos Pereira Martins, apontado em referência a um grupo de mensagens em aplicativo, e um terceiro oficial identificado apenas como Patrício.
A investigação busca esclarecer a eventual participação de integrantes do grupo em um esquema que teria favorecido financeiramente integrantes da organização criminosa, além de possíveis vínculos com atividades relacionadas aos chamados tribunais do crime. A citação dos nomes nos relatórios não representa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal, cabendo às autoridades aprofundar a apuração dos fatos.
A Operação Janus integra um conjunto de ações voltadas ao combate ao crime organizado e ao enfraquecimento das estruturas financeiras atribuídas ao PCC. As diligências seguem em andamento, enquanto os investigadores analisam documentos, aparelhos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante a operação.
O caso amplia a repercussão das investigações sobre o combate às organizações criminosas no estado de São Paulo e deverá ter novos desdobramentos conforme o avanço das apurações conduzidas pelo Ministério Público e pelas autoridades competentes.
Polícia
Estudante de Direito e PM são presos com 119 kg de drogas em Salvador
Ação conjunta do DHPP e da Rondesp RMS localizou os entorpecentes escondidos em um veículo no estacionamento de um shopping

Um estudante de Direito e um policial militar foram presos em flagrante na noite de quarta-feira (22), após serem encontrados com cerca de 119 quilos de drogas no estacionamento do Salvador Norte Shopping, na capital baiana. A operação foi realizada por equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Rondesp RMS (Rondas Especiais da Região Metropolitana de Salvador).
De acordo com as informações da ocorrência, os agentes localizaram os entorpecentes escondidos no interior de um veículo modelo Fiat Strada, durante a abordagem realizada no estacionamento do centro comercial. A quantidade apreendida chamou a atenção das equipes e reforçou a suspeita da prática de tráfico de drogas.
Os dois suspeitos foram autuados em flagrante e encaminhados às autoridades competentes para a adoção das medidas legais. O material apreendido também foi recolhido para perícia, enquanto as investigações prosseguem para identificar a origem e o destino da carga de drogas, além de verificar se há outros envolvidos no esquema criminoso.
A ação integra o trabalho contínuo das forças de segurança da Bahia no combate ao tráfico de entorpecentes e às organizações criminosas. A apreensão representa mais um importante resultado das operações integradas realizadas pelas unidades especializadas da Polícia Civil e da Polícia Militar, voltadas ao enfrentamento da criminalidade no estado.
As circunstâncias do caso seguem sob investigação, e novas diligências deverão ser realizadas para esclarecer todos os detalhes relacionados ao transporte e à distribuição dos entorpecentes apreendidos.
Polícia
PMBA intensifica policiamento com Operação Força Total na Bahia
Ação mobiliza unidades especializadas e reforça abordagens em Salvador e nos demais municípios do estado

A Polícia Militar da Bahia (PMBA) iniciou, na manhã desta quinta-feira (23), mais uma edição da Operação Força Total, mobilizando efetivos em Salvador e em todas as cidades do estado. A iniciativa tem como objetivo reforçar a segurança pública, ampliar o policiamento ostensivo e intensificar ações preventivas e repressivas contra a criminalidade.
A operação reúne todas as unidades operacionais da corporação, incluindo as Companhias Independentes de Policiamento Especializado (Cipes/Caatinga), as equipes da Rondesp, o Batalhão de Choque e outras guarnições que atuam de forma integrada em diversas regiões da Bahia.
Durante a ofensiva, os policiais realizam cercos estratégicos, blitzes e abordagens a veículos e pessoas em bairros, rodovias e nas principais avenidas dos municípios. As ações buscam identificar situações suspeitas, retirar armas e materiais ilícitos de circulação, além de cumprir mandados judiciais quando identificados durante as fiscalizações.
A Operação Força Total faz parte da estratégia permanente da PMBA para fortalecer a presença policial nas ruas, aumentar a sensação de segurança da população e combater crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de armas, roubos e outras práticas criminosas.
A expectativa da corporação é que a mobilização resulte na apreensão de armas, drogas, veículos com restrição de furto ou roubo, além da captura de pessoas com pendências judiciais. As ações seguem ao longo do dia em diferentes pontos do estado, com monitoramento das equipes e reforço do policiamento ostensivo em áreas consideradas estratégicas.
Polícia
Justiça mantém quebra de sigilo de celular de Dr. Jairinho
Tribunal rejeita pedido da defesa, mas determina suspensão temporária da perícia até julgamento de habeas corpus

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou o pedido apresentado pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, que buscava anular a decisão responsável por autorizar a quebra do sigilo dos dados do celular apreendido com o réu dentro da unidade prisional onde está custodiado.
A decisão reforça o entendimento de que a análise do aparelho pode contribuir para o esclarecimento de fatos relacionados ao andamento do processo. Segundo a Justiça, a extração dos dados poderá auxiliar na verificação de eventual interferência provocada pelo uso do celular, considerado um elemento relevante para as investigações.
A 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro também concluiu que a realização da perícia pelo órgão técnico do Ministério Público atende aos requisitos legais e, portanto, não identificou irregularidades que justificassem a anulação da medida requerida pela defesa.
Apesar de manter válida a autorização para a quebra do sigilo, o Tribunal determinou a suspensão temporária dos efeitos da decisão até que seja analisado o habeas corpus apresentado pelos advogados de Dr. Jairinho. Com isso, o Ministério Público deverá interromper, por enquanto, qualquer procedimento relacionado à perícia no aparelho celular até que haja uma definição judicial sobre o recurso.
A decisão representa mais um desdobramento do processo envolvendo o ex-parlamentar e demonstra que a análise do mérito do habeas corpus será determinante para definir se a perícia poderá prosseguir. Até o julgamento do recurso, a extração e o exame dos dados permanecerão suspensos, preservando a eficácia da determinação judicial.
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