Brasil
Banco Central liquida duas corretoras em SP
Trustee e Banvox foram alvo de liquidação extrajudicial após o Banco Central identificar graves violações às normas que regulam o funcionamento das instituições financeiras.

O Banco Central (BC) determinou a liquidação extrajudicial das corretoras Trustee e Banvox, ambas sediadas em São Paulo, após a identificação de graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a atuação dessas instituições no sistema financeiro brasileiro.
A medida representa uma intervenção nas atividades das duas empresas e ocorre em meio a investigações e processos que envolvem o setor financeiro. A liquidação extrajudicial é adotada pelo Banco Central em situações nas quais uma instituição deixa de atender às condições necessárias para continuar funcionando regularmente.
As duas corretoras possuem ligações com Maurício Quadrado, empresário que foi sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Quadrado posteriormente assumiu o controle da Trustee, instituição que já havia prestado serviços ao banco.
A relação com o Banco Master ganhou relevância após o rompimento entre Quadrado e Vorcaro. O Banco Master também foi alvo de uma liquidação determinada pelo Banco Central, em um episódio que provocou desdobramentos no mercado financeiro e levou a investigações envolvendo seus antigos controladores.
Processos relacionados ao Banco Master avançaram para a esfera criminal e culminaram na prisão do empresário Daniel Vorcaro, aumentando a repercussão sobre as operações e relações empresariais ligadas ao grupo.
Com a nova decisão, a Trustee e a Banvox passam a ter suas atividades submetidas ao regime de liquidação extrajudicial, seguindo os procedimentos estabelecidos pelas autoridades reguladoras para esse tipo de intervenção.
O caso amplia a atenção sobre as instituições que mantiveram relações comerciais ou societárias com empresas ligadas ao Banco Master e seus antigos integrantes. A atuação do Banco Central busca preservar a estabilidade e o cumprimento das regras no sistema financeiro nacional.
Brasil
Senado aprova política para minerais críticos
Projeto cria diretrizes nacionais para o setor de mineração e é visto como avanço, mas entidades defendem mais segurança jurídica para investimentos

O Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, medida considerada importante para fortalecer o setor de mineração brasileiro e ampliar a capacidade do país de aproveitar suas reservas minerais.
Em Minas Gerais, estado que concentra importantes projetos e reservas de minerais estratégicos, a aprovação foi recebida com atenção pelo setor produtivo. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) reconheceu o avanço representado pela criação da política, mas também destacou a necessidade de aperfeiçoamentos.
Entre os principais pontos levantados está a importância de garantir segurança jurídica e previsibilidade para novos investimentos. Para o setor, regras claras e estabilidade regulatória são fundamentais para ampliar a competitividade da mineração e estimular projetos de longo prazo.
A nova política ganha relevância diante do aumento da demanda mundial por minerais considerados estratégicos para tecnologias, transição energética e setores industriais. O Brasil possui reservas importantes e pode ampliar sua participação nesse mercado internacional.
Minas Gerais ocupa posição de destaque nesse cenário por reunir projetos relacionados a diferentes minerais estratégicos, incluindo as chamadas terras raras, que despertam crescente interesse da indústria global.
Para representantes do setor produtivo, a criação de uma política nacional pode contribuir para organizar as ações do governo e estabelecer prioridades para o desenvolvimento da cadeia mineral. Ao mesmo tempo, a avaliação é de que a competitividade brasileira dependerá de um ambiente regulatório capaz de oferecer condições favoráveis aos investimentos.
A aprovação no Senado representa, portanto, um passo importante para a definição de uma estratégia nacional voltada aos minerais críticos e estratégicos, em meio à disputa internacional por recursos essenciais para a indústria e para novas tecnologias.
Brasil
Lula e Janja recebem Leonardo DiCaprio no Planalto
Encontro abordou mudanças climáticas, preservação ambiental, territórios indígenas e iniciativas do Brasil para reduzir o desmatamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja receberam o ator Leonardo DiCaprio nesta quarta-feira (2), no Palácio do Planalto. O encontro durou cerca de 40 minutos e teve como principal pauta a proteção do meio ambiente e o enfrentamento às mudanças climáticas.
Após a reunião, Lula compartilhou registros do encontro nas redes sociais e destacou as conversas sobre as ações do governo brasileiro voltadas à preservação ambiental, incluindo medidas de combate ao desmatamento e ao garimpo ilegal, além da demarcação de terras indígenas.
Segundo o presidente, o Brasil também apresentou iniciativas relacionadas à transição energética e à redução das emissões de gases de efeito estufa. Lula ressaltou a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, citando a mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel.
Durante a conversa, DiCaprio também falou sobre sua relação com o Xingu e com o cacique Raoni. De acordo com Lula, o ator contou que conheceu a região há cerca de 25 anos e relatou o trabalho desenvolvido por sua organização em defesa dos territórios indígenas e das florestas brasileiras.
O presidente também mencionou que as ações da organização de DiCaprio incluem iniciativas ambientais em outras regiões do mundo, como África e Ásia, além de projetos desenvolvidos em parceria com o governo brasileiro.
Lula aproveitou o encontro para parabenizar Leonardo DiCaprio pelo compromisso com as causas ambiental e indígena. O ator é conhecido internacionalmente por seu envolvimento em campanhas relacionadas à preservação das florestas, combate às mudanças climáticas e proteção da biodiversidade.
A reunião no Palácio do Planalto reforçou a aproximação entre representantes do governo brasileiro e personalidades internacionais envolvidas na agenda ambiental, especialmente em um momento de crescente debate global sobre mudanças climáticas, preservação das florestas e proteção dos povos indígenas.
Brasil
Congresso aprova Pacheco para o TCU
Ex-presidente do Senado recebeu ampla maioria dos votos para ocupar vaga aberta após a saída de Bruno Dantas

O Congresso Nacional aprovou a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A vaga foi aberta após a renúncia do ministro Bruno Dantas.
No Senado Federal, a indicação recebeu 63 votos favoráveis e quatro contrários. Já na Câmara dos Deputados, foram 404 votos a favor e 61 contra.
Após a aprovação, Pacheco destacou a importância da atuação do Tribunal de Contas da União na fiscalização e no acompanhamento da aplicação dos recursos públicos no país.
“Eu sei o que representa um tribunal de contas em um país onde a qualidade do recurso público é exigida para poder cumprir as políticas públicas que a população tanto anseia e nunca foi tão importante para o país como agora”, afirmou o senador.
Com a aprovação pelo Congresso, Rodrigo Pacheco passa a integrar o TCU, órgão responsável por auxiliar o Legislativo no controle externo da administração pública federal e na fiscalização da utilização dos recursos da União.
A escolha ocorre em um momento de atenção sobre a gestão e a fiscalização dos gastos públicos, área que está entre as principais atribuições da Corte de Contas.
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