Bahia
Acusados pela morte de Valdir Cabeleireiro são condenados em Salvador
Tribunal do Júri condenou dois réus a mais de 50 anos de prisão após julgamento que durou cerca de 14 horas

Os dois homens acusados pela morte do cabeleireiro Valdir Macário, conhecido como Valdir Cabeleireiro, foram condenados pelo Tribunal do Júri, em Salvador, a penas que somam mais de 50 anos de prisão. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (6), no 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Ruy Barbosa.
A sessão durou aproximadamente 14 horas e analisou as acusações relacionadas ao assassinato ocorrido em 2016. Um dos condenados, Edgar da Silva Santos, recebeu pena de 23 anos e 3 meses de reclusão por homicídio qualificado.
Segundo a decisão, o crime foi considerado cometido por motivo torpe, com perigo comum e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Relembre o assassinato
Valdir Macário foi morto em 12 de novembro de 2016, dentro do próprio estabelecimento comercial, o Salão Valdir Cabeleireiro, localizado na Avenida Vasco da Gama, em Salvador.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), Edgar da Silva Santos teria ordenado a execução. A acusação aponta ainda que Patric Ribeiro Tupinambá e outros dois homens, que não foram identificados, teriam participado da ação.
As investigações indicaram que os envolvidos entraram no salão e efetuaram disparos contra o cabeleireiro. A ação foi registrada por câmeras de segurança do estabelecimento.
Ainda conforme a acusação, o assassinato teria sido motivado por uma vingança relacionada a ciúmes. Edgar teria suspeitado que Valdir ajudava o irmão, Reginaldo, a manter encontros amorosos com a mulher dele.
Antes da morte de Valdir, em 15 de outubro de 2016, Edgar teria tentado matar Reginaldo no mesmo salão. O irmão do cabeleireiro sobreviveu à tentativa. Segundo a acusação, após não conseguir atingir Reginaldo, Edgar teria decidido se vingar por meio do assassinato de Valdir.
Acusado teria confessado participação
Após ser preso, Edgar confessou à polícia que seria o mandante do assassinato, mas não chegou a ser levado a julgamento naquele momento.
Em novembro de 2017, o então juiz Eduardo Augusto Leopoldino entendeu que o Ministério Público não havia apresentado elementos suficientes para comprovar a acusação de que Edgar seria o mandante do homicídio.
O acusado voltou a ser preso em 2020, durante uma ação da Polícia Militar no bairro de Itapuã, em Salvador. Conforme informado na ocasião, havia contra ele um mandado de prisão relacionado a outros crimes.
Julgamento teve seis adiamentos
A sessão que terminou com a condenação dos réus ocorreu após seis adiamentos anteriores. O julgamento havia sido marcado inicialmente para 8 de julho de 2025 e posteriormente remarcado para 23 de abril, 10 de junho, 6 de agosto, 25 de agosto e 6 de setembro de 2026.
No último adiamento, a defesa de Edgar informou que o acusado estava afastado das atividades por determinação médica em razão de uma infecção.
Com a realização do julgamento nesta terça-feira, o caso chegou à fase de decisão pelo Tribunal do Júri, mais de nove anos após o assassinato de Valdir Cabeleireiro.











