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Áudios apontam tortura planejada na sede da Bamor
Gravações atribuídas ao presidente da torcida organizada, Matheus Pires Castro, indicariam ameaças e orientações para agressões contra integrantes do próprio grupo, em Salvador.

Áudios atribuídos ao presidente da Bamor, Matheus Pires Castro, revelam supostas ameaças e orientações relacionadas a sessões de violência contra integrantes da própria torcida organizada, em Salvador. As gravações, obtidas pelo g1, fazem parte de uma investigação que apura crimes cometidos na sede da agremiação e levantam suspeitas de que as agressões teriam sido planejadas por dirigentes do grupo.
De acordo com as informações divulgadas, os registros de voz teriam sido enviados por Matheus a outros integrantes da direção da torcida. Em uma das gravações, ele faz referência a uma ação que, segundo a investigação, teria como objetivo intimidar uma das vítimas.
“Amanhã a gente vai pegar ele daquele jeito. Quem tiver nojo de sangue não vá, porque a gente vai pegar ele e vai ser uma cena triste para ficar de exemplo”, diz um trecho atribuído ao dirigente.
Em outro áudio, o homem identificado como presidente da Bamor teria detalhado ameaças de agressão física e demonstrado preocupação com a possibilidade de intervenção policial. O conteúdo também aponta para uma suposta intenção de usar a violência como forma de punição e intimidação.
Investigação apura violência contra integrantes
Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, duas pessoas teriam sido vítimas de violência física e psicológica dentro da sede da torcida organizada, em julho de 2026.
Uma das vítimas integrava a Bamor havia 18 anos e era responsável pelo cadastro de associados. A outra prestava serviços na área de tecnologia da informação (TI) para o grupo.
As apurações indicam que as agressões estariam relacionadas a suspeitas de desvios financeiros. A violência teria sido utilizada para pressionar os envolvidos a prestar esclarecimentos ou confessar supostas irregularidades.
Os áudios reforçam a linha investigativa de que as agressões poderiam ter sido previamente combinadas, em vez de ocorrerem de maneira isolada ou espontânea. A participação e a responsabilidade de cada envolvido, contudo, dependem da apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
Caso é investigado pelo Ministério Público da Bahia
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) conduz a investigação sobre os episódios de violência. O material divulgado inclui mensagens que, em tese, demonstrariam ameaças e instruções atribuídas ao dirigente da torcida.
A apuração busca esclarecer as circunstâncias das agressões, a possível participação de outros integrantes da organização e a motivação dos crimes investigados.
As gravações podem representar elementos importantes para o esclarecimento do caso, especialmente na análise de eventual planejamento das agressões e da intenção de intimidar as vítimas.
O caso amplia a preocupação com episódios de violência em ambientes ligados a torcidas organizadas e reforça a importância da investigação das denúncias, da responsabilização individual dos envolvidos e da proteção das vítimas.











