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Casos de chikungunya disparam na Bahia

Estado contabiliza mais de 10 mil casos prováveis da doença e registra três mortes; Alagoinhas apresenta maior coeficiente de incidência

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O cenário epidemiológico da chikungunya chama a atenção na Bahia, com forte crescimento no número de casos registrados em 2026. Entre 4 de janeiro e 22 de setembro, o estado contabilizou 10.264 casos prováveis da doença, segundo dados da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

O número representa um aumento de 369,3% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 2.187 casos prováveis. O coeficiente de incidência chegou a 69 casos por 100 mil habitantes.

Ao todo, 201 municípios baianos notificaram casos de chikungunya. Entre eles, 22 apresentaram coeficiente de incidência superior a 100 casos por 100 mil habitantes. Além disso, três mortes foram confirmadas na Bahia pela Câmara Técnica Estadual de Óbitos.

Municípios com maior incidência

Entre as cidades com os maiores coeficientes de incidência de chikungunya estão Alagoinhas, Rio Real e Muritiba, que aparecem entre os municípios mais afetados pela doença.

Confira os maiores índices registrados:

  • Alagoinhas: 2.534,18 casos por 100 mil habitantes;
  • Rio Real: 1.585,24;
  • Muritiba: 1.076,87;
  • Teodoro Sampaio: 686,81;
  • Santo Estêvão: 558,52;
  • Aramari: 524,44;
  • Queimadas: 441,14;
  • Catu: 431,06;
  • São Félix: 288,24;
  • Conde: 282,09;
  • Pojuca: 268,07.

Dengue recua, enquanto zika apresenta alta

Os dados da Sesab também mostram movimentos diferentes entre as arboviroses na Bahia. Enquanto a chikungunya apresentou forte crescimento, os casos prováveis de dengue registraram queda.

Entre janeiro e 22 de setembro, foram contabilizados 23.844 casos prováveis de dengue em 2026, contra 28.199 no mesmo período do ano anterior. A redução foi de 15,4%, com 4.355 notificações a menos.

Apesar da queda nos casos, a dengue provocou 13 mortes na Bahia em 2026, conforme os dados divulgados.

Já a zika apresentou aumento de 2% em relação ao mesmo período de 2025. Foram registrados 260 casos prováveis neste ano, contra 255 no ano anterior. O coeficiente de incidência da doença ficou em 1,8 caso por 100 mil habitantes.

Prevenção contra o mosquito

A prevenção continua sendo uma das principais formas de combater a chikungunya, dengue e zika, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A recomendação é realizar uma vistoria pelo menos uma vez por semana para eliminar possíveis criadouros.

Entre as medidas indicadas estão manter a caixa d’água fechada, evitar o acúmulo de recipientes no quintal, limpar as calhas e colocar areia nos pratos de vasos de plantas.

Também é importante manter piscinas cobertas, tampar ralos, manter a tampa do vaso sanitário fechada e limpar e guardar recipientes utilizados pelos animais de estimação.

Com o avanço dos casos de chikungunya em diferentes municípios, a eliminação de água parada e a atenção aos possíveis criadouros do Aedes aegypti são medidas importantes para reduzir a circulação do mosquito e prevenir novas infecções na Bahia.

Redação Saiba+

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