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França mobiliza 70 mil policiais para conter protestos
Governo de Emmanuel Macron prepara operação de segurança diante da expectativa de 700 mil manifestantes; sindicatos convocaram mobilização nacional e anunciaram adesão de trabalhadores à greve.

O governo da França mobilizou cerca de 70 mil policiais em todo o território nacional para reforçar a segurança durante as manifestações previstas para esta quinta-feira (5/6). A expectativa é de que aproximadamente 700 mil pessoas participem dos protestos contra a gestão do presidente Emmanuel Macron.
A mobilização foi convocada por sindicatos, entre eles a Confederação Geral do Trabalho (CGT), ligada à esquerda, e conta com o apoio de organizações estudantis. Os atos acontecem em um momento de tensão política no país, a cerca de cinco meses das próximas eleições presidenciais.
A dirigente da CGT, Sophie Binet, defendeu uma participação expressiva da população nas manifestações. Em declaração à emissora LCI, ela afirmou que os trabalhadores precisam comparecer em grande número às ruas.
Greve pode afetar escolas e transportes
Além dos protestos, a mobilização sindical deve provocar impactos em diferentes setores dos serviços públicos. Segundo informações do Ministério da Educação francês, 17,5% dos professores da rede pública de ensino fundamental devem aderir à greve.
Os sindicatos também alertaram para possíveis interrupções nos serviços ferroviários e no transporte público, o que pode dificultar a circulação de passageiros em diversas regiões do país.
Diante da previsão de grande participação popular, o governo francês reforçou o esquema de segurança para evitar confrontos e conter possíveis episódios de violência durante os atos.
A mobilização representa mais um desafio para a administração de Emmanuel Macron, que enfrenta pressão de sindicatos, trabalhadores e movimentos estudantis em meio ao cenário político francês.











