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Crise no Ueno Bank leva milhares às ruas no Paraguai
Intervenção do Banco Central deixou milhões de clientes sem acesso aos recursos; protestos em Assunção terminaram em confronto com a polícia.

Milhares de paraguaios foram às ruas nesta quarta-feira (4) para protestar contra a crise envolvendo o Ueno Bank, instituição financeira digital que atende aproximadamente 2,9 milhões de clientes, o equivalente a cerca de 40% da população do Paraguai. A intervenção do Banco Central do país deixou usuários sem acesso aos próprios recursos e provocou impactos no comércio e no pagamento de benefícios.
A situação também levou o Congresso Nacional a discutir, em caráter de urgência, mudanças na legislação para acelerar a devolução do dinheiro bloqueado dos clientes. O banco registrava uma média de quase 3 milhões de transações por dia, o que demonstra a dimensão dos serviços afetados pela crise.
Entre os prejudicados estão aproximadamente 32 mil aposentados e pensionistas, que recebiam seus benefícios por meio da instituição. Com a intervenção do Banco Central, realizada na terça-feira (3), muitos usuários ficaram sem conseguir movimentar os valores disponíveis nas contas.
A paralisação dos serviços também atingiu estabelecimentos comerciais. Varejistas relataram dificuldades para realizar vendas e receber pagamentos, ampliando os efeitos da crise financeira sobre a população paraguaia.
Protestos em Assunção
As manifestações ocorreram no centro de Assunção, capital do Paraguai, e nas proximidades da residência oficial do presidente Santiago Peña. Inicialmente pacífico, o protesto ganhou tensão quando um grupo de manifestantes tentou avançar em direção à sede do Congresso Nacional.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal paraguaio ABC Color, a polícia interveio para conter os participantes e impedir o avanço em direção ao prédio do Legislativo. A ação terminou em confrontos entre manifestantes e agentes de segurança.
A crise do Ueno Bank aumentou a pressão sobre as autoridades paraguaias, que enfrentam cobranças por medidas capazes de garantir o acesso dos clientes aos recursos retidos e reduzir os prejuízos provocados pela interrupção dos serviços financeiros.











