Brasil
Secretários de segurança aprovam padrão nacional para dados de crimes

Os membros do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp) aprovaram, nesta sexta-feira (21), uma resolução que estabelece padrões para a coleta e organização das estatísticas de crimes violentos em todo o país.![]()
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A padronização dos indicadores de crimes violentos letais foi aprovada por unanimidade durante a 94ª reunião ordinária do conselho, encerrada hoje. De acordo com o presidente do conselho e secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, o documento contemplará homicídios dolosos (intencionais], feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios (roubos que resultem na morte da vítima)
“A gente consegue, dessa forma, dar um passo importantíssimo para mostrar que, no Brasil, apesar de grande, de ter 27 diferentes [unidades federativas], quando a gente senta e conversa, consegue buscar soluções comuns”, acrescentou o secretário, reforçando que a metodologia foi definida com a participação dos 26 estados, mais o Distrito Federal.
Para Avelar, a reunião encerrada hoje é “a mais importante da história do Consesp” – órgão criado em 2003, inicialmente como Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública, para representar os interesses comuns e promover a articulação institucional entre as 27 unidades federativas.
Durante o encontro, que contou com a participação, presencial ou remota, de todos os secretários de segurança do país, também foi aprovado o encaminhamento de propostas para o aprimoramento da divulgação dos dados nacionais pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Unificação
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o conselho começou a debater a proposta de padronização dos indicadores criminais em agosto de 2024, durante uma reunião do colegiado em Maceió (AL). Na ocasião, foi criado um grupo de trabalho com representantes de todos os estados e do Distrito Federal. O objetivo foi estabelecer protocolos unificados para o tratamento e a divulgação de dados e informações sobre criminalidade, garantindo maior transparência e melhor interação com a sociedade civil.
“Essa padronização permite uma análise mais precisa do cenário da segurança pública em todo o território nacional, além de contribuir para a formulação de políticas mais eficazes no combate ao crime”, garante a secretaria distrital, em nota.
O secretário estadual de Segurança Pública do Amazonas também comentou a decisão em uma nota. Para Almeida, a padronização das estatísticas estaduais “é um vetor importante para a tomada de decisão” pelas forças de segurança de todo o país. “Isso vai padronizar os números, dando maior clareza e transparência aos gestores e pesquisadores”, comentou Almeida ao destacar que o debate em torno deste assunto “já se arrastava há anos”.
Fonte: Agência Brasil
Brasil
Brasiliense apresenta app para líderes da Apple
Estudante de ciência da computação ganha destaque internacional ao mostrar projeto desenvolvido na Apple Developer Academy durante evento na Califórnia.

Um estudante brasileiro de apenas 19 anos conquistou reconhecimento internacional ao participar de um dos eventos mais importantes do setor de tecnologia. Marcos Albuquerque, aluno do terceiro ano de Ciência da Computação da Universidade Católica de Brasília, foi um dos destaques da edição deste ano da Worldwide Developers Conference (WWDC), conferência anual promovida pela Apple nos Estados Unidos.
O jovem teve a oportunidade de apresentar seu aplicativo diretamente para Tim Cook, atual CEO da Apple, e para John Ternus, executivo apontado como futuro líder da companhia. O encontro aconteceu durante as atividades do evento que reúne desenvolvedores, programadores e especialistas em tecnologia de diversas partes do mundo para conhecer as novidades do ecossistema da empresa.
O projeto que levou Marcos ao reconhecimento internacional é o aplicativo Say Cheese!, lançado em fevereiro. O jogo propõe uma experiência interativa baseada na exploração do ambiente por meio das lentes de uma câmera fotográfica, incentivando criatividade, observação e descoberta de novos cenários.
Desenvolvido como parte das atividades da Apple Developer Academy, o aplicativo chamou atenção pela proposta inovadora e pelo potencial de engajamento dos usuários. O programa educacional da Apple tem como objetivo capacitar jovens talentos em desenvolvimento de software, design, inovação e empreendedorismo digital.
A participação do estudante brasileiro na WWDC reforça o destaque crescente do país na formação de profissionais voltados para tecnologia e desenvolvimento de aplicativos. Eventos como esse são considerados importantes vitrines para novos talentos, permitindo que projetos inovadores sejam apresentados a executivos, investidores e especialistas do setor.
Além de representar uma conquista pessoal para Marcos Albuquerque, o reconhecimento também evidencia o impacto de iniciativas voltadas à educação tecnológica e ao incentivo de jovens desenvolvedores. A experiência proporciona contato direto com líderes globais da indústria e amplia oportunidades de crescimento profissional em um mercado cada vez mais competitivo.
A presença de um estudante brasileiro entre os destaques da WWDC demonstra como criatividade, capacitação técnica e inovação podem abrir portas em empresas de alcance mundial. O feito coloca o nome do jovem desenvolvedor em evidência e reforça o potencial da nova geração de talentos da tecnologia no Brasil.
Com o avanço da transformação digital e da economia baseada em inovação, histórias como a de Marcos Albuquerque mostram que projetos desenvolvidos em ambientes educacionais podem alcançar visibilidade internacional e despertar o interesse de algumas das maiores empresas do mundo.
Brasil
Monique Medeiros avalia ação contra Prefeitura
Após decisão judicial favorável, ex-professora pretende buscar ressarcimento e pode solicitar retorno ao cargo na rede municipal.

A recente decisão da Justiça do Rio de Janeiro envolvendo Monique Medeiros abriu um novo capítulo em uma das histórias que mais repercutiram no país nos últimos anos. Após receber o perdão judicial no processo relacionado à morte do filho, Henry Borel, de 4 anos, Monique agora estuda medidas legais contra a Prefeitura do Rio de Janeiro em razão de sua demissão do cargo de professora da rede municipal.
A exoneração ocorreu em março deste ano, quando a administração municipal decidiu encerrar o vínculo funcional da servidora. Mesmo após a decisão judicial favorável a Monique, o prefeito Eduardo Cavaliere confirmou que a medida administrativa permanece válida, mantendo o desligamento da ex-professora dos quadros da prefeitura.
Diante desse cenário, a defesa de Monique Medeiros avalia os próximos passos jurídicos. Segundo o advogado Hugo Novais, uma das possibilidades é ingressar com pedido de ressarcimento pelos prejuízos sofridos em decorrência da demissão. A estratégia busca discutir eventuais direitos trabalhistas e administrativos após a decisão judicial que encerrou sua responsabilização no caso.
Além da compensação financeira, outra alternativa em análise é o pedido de readmissão ao cargo anteriormente ocupado na rede pública municipal de ensino. A defesa entende que a nova situação jurídica poderá fundamentar uma eventual solicitação de reintegração ao serviço público, tema que deverá ser analisado pelas instâncias competentes.
A manutenção da demissão pela Prefeitura, mesmo após a decisão judicial, adiciona um novo elemento ao debate sobre os reflexos administrativos de processos judiciais de grande repercussão. Especialistas apontam que situações semelhantes costumam envolver avaliações específicas sobre legislação funcional, procedimentos administrativos e critérios adotados pelos órgãos públicos.
O caso continua despertando atenção da opinião pública devido à forte repercussão nacional que teve desde o início das investigações. Agora, o foco se desloca para a esfera administrativa e para as possíveis medidas judiciais que poderão ser adotadas nos próximos meses.
Enquanto a defesa prepara os próximos passos, a expectativa é que eventuais ações tragam novos desdobramentos sobre a situação funcional de Monique Medeiros e sua relação com a administração municipal do Rio de Janeiro.
Brasil
Ex-estagiário do MP é investigado por esquema com dados sigilosos
Operação apura suposta infiltração em órgão do Ministério Público para acesso a informações confidenciais e extorsão de integrantes do PCC.

Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (9) colocou no centro das investigações um ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), suspeito de ter utilizado sua posição dentro da instituição para acessar sistemas internos e obter informações sigilosas relacionadas a investigações criminais.
De acordo com os investigadores, o suspeito teria se infiltrado propositalmente na Promotoria Criminal de Campinas com o objetivo de consultar bancos de dados restritos do órgão. A apuração indica que ele buscava identificar integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que possuíam elevado poder econômico e influência dentro da organização.
Segundo as investigações, o acesso às informações confidenciais não teria ocorrido de forma isolada. O ex-estagiário seria apoiado por outros agentes públicos, formando uma rede que utilizava dados sensíveis para fins ilícitos. Entre os investigados estão um policial penal e um ex-policial civil que já havia sido desligado da corporação.
As autoridades suspeitam que as informações obtidas por meio dos sistemas do Ministério Público eram utilizadas para a prática de extorsão. O grupo investigado teria abordado integrantes da facção criminosa exigindo pagamentos em dinheiro em troca de suposta proteção contra investigações e operações policiais.
A gravidade do caso envolve não apenas o acesso indevido a informações sigilosas, mas também a possível utilização da estrutura pública para beneficiar atividades criminosas. Por esse motivo, a operação busca reunir provas que permitam esclarecer o alcance do esquema e identificar todos os envolvidos.
A investigação também procura determinar como ocorreu o acesso aos sistemas internos e se houve falhas nos mecanismos de controle e segurança das informações institucionais. O caso levanta discussões sobre proteção de dados sensíveis, fiscalização interna e prevenção contra infiltrações em órgãos responsáveis pelo combate ao crime organizado.
As diligências realizadas nesta fase incluem cumprimento de mandados judiciais, análise de dispositivos eletrônicos e coleta de documentos que possam auxiliar no aprofundamento das apurações. O material recolhido será submetido à perícia para verificar a extensão das possíveis irregularidades.
O avanço das investigações poderá revelar novos detalhes sobre a atuação do grupo e o eventual uso indevido de informações estratégicas ligadas ao combate ao crime organizado no estado de São Paulo.
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