Mundo
SpaceX perde mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado
Queda das ações reduz avaliação da empresa de Elon Musk após recorde histórico alcançado no mercado financeiro.

A SpaceX, empresa liderada pelo bilionário Elon Musk, registrou uma forte desvalorização no mercado financeiro na última sexta-feira, provocando uma perda superior a US$ 1 trilhão em valor de mercado em comparação com seu pico histórico de avaliação.
Os papéis da companhia encerraram o pregão com queda de 5,4%, sendo negociados a US$ 123,99 por ação. Com o recuo, o valor de mercado da empresa foi reduzido para aproximadamente US$ 1,63 trilhão, representando uma das maiores perdas recentes entre gigantes do setor de tecnologia.
No auge da valorização, registrado em 16 de junho, durante o terceiro dia de negociações da companhia na bolsa de valores, a SpaceX havia alcançado uma avaliação de US$ 2,64 trilhões, consolidando-se entre as empresas mais valiosas do mundo.
A retração chama a atenção de investidores e analistas, especialmente porque a empresa atua em segmentos considerados estratégicos, como exploração espacial, tecnologia aeroespacial e inteligência artificial. Mesmo com a forte correção, a companhia permanece entre as maiores do mercado global em valor de mercado.
Especialistas destacam que oscilações expressivas são comuns em empresas de tecnologia de grande porte, sobretudo após períodos de forte valorização. Movimentos de realização de lucros, mudanças no cenário econômico e expectativas do mercado costumam influenciar diretamente o comportamento das ações.
Apesar da queda bilionária, a SpaceX continua ocupando posição de destaque na indústria espacial e tecnológica, mantendo projetos de grande relevância internacional e investimentos voltados ao desenvolvimento de novas soluções para os setores aeroespacial e de inovação.
Mundo
FMI libera R$ 1,77 bilhão para reconstrução após terremotos na Venezuela
Recursos serão destinados à recuperação de moradias, infraestrutura e serviços essenciais nas regiões atingidas pelos abalos sísmicos que deixaram milhares de vítimas.

A Venezuela recebeu um importante reforço financeiro para enfrentar os impactos provocados pelos dois terremotos que devastaram parte do país nas últimas semanas. O Fundo Monetário Internacional (FMI) autorizou a liberação de US$ 346 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,77 bilhão, destinados às ações de reconstrução das áreas mais afetadas pela tragédia.
O anúncio foi feito pela presidente interina Delcy Rodríguez, que informou que os recursos correspondem a valores pertencentes ao próprio país e que estavam retidos pelo organismo internacional. Segundo o governo, o montante será aplicado em programas de habitação, reconstrução da infraestrutura, recuperação dos serviços públicos essenciais e assistência às famílias atingidas.
A liberação ocorre três semanas após o duplo terremoto, considerado uma das maiores tragédias recentes da Venezuela. O desastre deixou mais de 5 mil mortos, além de milhares de desabrigados e extensos danos em cidades e comunidades da região costeira.
Entre os locais mais afetados está La Guaira, a cerca de 40 quilômetros de Caracas, onde equipes de resgate, voluntários e familiares continuam trabalhando na busca por vítimas sob os escombros de edifícios que desabaram durante os tremores. O cenário ainda é de destruição, com operações de resgate ocorrendo em meio às ruínas.
Moradores das áreas atingidas relatam o drama vivido desde o desastre. Muitas famílias permanecem à espera de notícias de parentes desaparecidos, enquanto comunidades inteiras enfrentam dificuldades para retomar a rotina diante dos danos causados à infraestrutura urbana.
A liberação dos recursos também representa um novo capítulo na relação entre o FMI e a Venezuela, após a retomada dos contatos institucionais ocorrida neste ano. A expectativa é que o financiamento acelere os trabalhos de reconstrução e ofereça suporte às populações que perderam casas e meios de subsistência em decorrência dos terremotos.
Com os investimentos anunciados, o governo venezuelano pretende priorizar ações emergenciais e projetos de recuperação capazes de restabelecer as condições básicas de vida nas regiões mais atingidas pela catástrofe.
Mundo
Tarifa dos EUA deve afetar 36,5% das exportações do agro brasileiro
Confederação da Agricultura avalia que ampliação das exceções reduziu impactos, mas alerta para prejuízos em setores ainda atingidos pela sobretaxa.

A tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros deve atingir cerca de 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro destinadas aos Estados Unidos, conforme estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A medida está prevista para entrar em vigor na próxima quarta-feira (22) e mantém o setor em estado de atenção.
Segundo a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, a ampliação da lista de produtos isentos da sobretaxa reduziu significativamente o alcance da medida. Com a decisão final do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), 63,5% das exportações do agronegócio brasileiro para o mercado norte-americano ficaram fora da nova cobrança, amenizando parte dos impactos esperados.
Apesar disso, a entidade destaca que os produtos que permanecem sujeitos à tarifa continuam preocupando produtores e exportadores, uma vez que podem perder competitividade diante de concorrentes internacionais. A avaliação é de que a sobretaxa poderá gerar reflexos diretos sobre o desempenho das vendas externas e afetar segmentos estratégicos do agronegócio nacional.
O setor acompanha de perto os desdobramentos das negociações entre Brasil e Estados Unidos, enquanto autoridades brasileiras analisam alternativas diplomáticas e comerciais para reduzir os efeitos da medida. A expectativa é de que novas tratativas possam minimizar os impactos sobre a balança comercial e preservar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano.
O agronegócio é um dos principais motores da economia brasileira e possui forte participação nas exportações do país. Por isso, qualquer alteração nas condições de acesso ao mercado internacional pode influenciar a competitividade, os investimentos e o desempenho das cadeias produtivas, especialmente daquelas que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos.
Com a entrada em vigor da nova tarifa, o setor seguirá monitorando os efeitos sobre as exportações e avaliando possíveis estratégias para reduzir os impactos econômicos provocados pela decisão do governo norte-americano.
Mundo
Quaest: maioria atribui a Flávio Bolsonaro responsabilidade por tarifas dos EUA
Levantamento mostra que 51% dos entrevistados concordam com a versão apresentada pelo presidente Lula sobre a origem da medida adotada pelos Estados Unidos.

Uma pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira, indica que a maioria dos brasileiros atribui a responsabilidade pela imposição de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros a Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento avaliou a percepção da população diante do embate político envolvendo a decisão do governo norte-americano.
Segundo os dados da sondagem, 51% dos entrevistados afirmaram concordar com o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atribui a responsabilidade ao senador Flávio Bolsonaro. Outros 30% disseram concordar com a versão apresentada pelo parlamentar, que sustenta que a medida foi consequência da condução da política externa do atual governo.
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho, período anterior ao anúncio oficial da decisão de Washington de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, medida confirmada na quarta-feira.
Durante a consulta, os entrevistados responderam qual narrativa consideravam mais convincente diante da disputa política. De um lado, a avaliação de que o pedido de sanções feito por Flávio Bolsonaro teria influenciado a decisão dos Estados Unidos. Do outro, a argumentação de que a adoção das tarifas decorreu da postura do governo brasileiro nas relações com o país norte-americano.
O levantamento evidencia como a população percebe a disputa de versões envolvendo governo e oposição após o anúncio das novas tarifas comerciais, tema que ganhou destaque no cenário político e econômico nacional. A discussão ocorre em meio aos impactos esperados para as exportações brasileiras e ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
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