Saúde
Bahia inicia Campanha de Vacinação Antirrábica para Cães e Gatos
Ação gratuita segue até 31 de agosto e pretende imunizar cerca de 3,4 milhões de animais em todo o estado, com Dia D marcado para 25 de julho.

Foi iniciada nesta segunda-feira (20) a Campanha de Vacinação Antirrábica para Cães e Gatos 2026. A ação segue até 31 de agosto, com o Dia D de mobilização estadual marcado para 25 de julho.
A vacinação tem como principais objetivos prevenir casos de raiva humana transmitida por cães e gatos e eliminar a circulação das variantes caninas do vírus da raiva, protegendo tanto os animais quanto a população.
Para este ano, a expectativa é imunizar cerca de 3,4 milhões animais em todo o estado, sendo 2,5 milhões cães e 861.500 gatos. A vacinação é gratuita e destinada a cães e gatos a partir de três meses de idade, desde que estejam em boas condições de saúde. Os locais e horários de vacinação serão divulgados pelas Secretarias Municipais de Saúde.
A Sesab orienta os tutores a procurarem os postos de vacinação durante o período da campanha e manterem a vacinação dos seus animais em dia. Além de proteger cães e gatos, a imunização representa uma importante medida de saúde pública, contribuindo para a prevenção da raiva humana.
Situação da raiva animal na Bahia
Até 17 de julho de 2026, o Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) diagnosticou 61 casos de raiva animal no estado, distribuídos da seguinte forma:
- 21 morcegos (dos quais apenas um era hematófago);
- 13 bovinos;
- 12 raposas;
- 11 equinos;
- 3 cães;
- 1 gato.
O último caso de raiva humana no estado da Bahia ocorreu no ano de 2017, na cidade de Paramirim.
Saúde
Cepa rara de Ebola preocupa cientistas por transmissão prolongada
Pesquisadores investigam o comportamento da cepa Bundibugyo, que apresenta evolução mais lenta da doença e pode favorecer a disseminação do vírus nas comunidades.

Uma cepa rara do vírus Ebola, conhecida como Bundibugyo, voltou a despertar a atenção da comunidade científica após apresentar um comportamento considerado incomum durante um surto na República Democrática do Congo. Pesquisadores observam que a evolução mais lenta da doença pode permitir que pessoas infectadas permaneçam circulando por mais tempo antes de desenvolver sintomas graves, aumentando o risco de transmissão.
O padrão identificado chamou a atenção da virologista Corri Levine, que estudou a cepa Bundibugyo durante sua pesquisa de doutorado anos antes do atual cenário epidemiológico. Segundo especialistas, esse comportamento difere de outras variantes do vírus, que costumam provocar uma rápida deterioração do estado de saúde dos pacientes.
Alguns médicos passaram a se referir ao fenômeno como “Ebola ambulante”, expressão utilizada para descrever pacientes que apresentam sintomas suficientes para transmitir o vírus, mas ainda não estão debilitados a ponto de interromper suas atividades cotidianas. Esse perfil pode dificultar a identificação precoce dos casos e ampliar a circulação da doença nas comunidades afetadas.
Durante estudos realizados em um laboratório de biocontenção da Universidade do Texas Medical Branch, Corri Levine constatou que a cepa Bundibugyo se replica mais lentamente quando comparada à cepa Zaire, responsável por uma das mais graves epidemias de Ebola da história recente, que atingiu países da África Ocidental há cerca de uma década.
A descoberta reforça a importância de compreender as diferenças entre as variantes do vírus para aprimorar estratégias de vigilância epidemiológica, diagnóstico e resposta a surtos. Especialistas destacam que o comportamento distinto da cepa Bundibugyo pode exigir medidas específicas de monitoramento e isolamento para reduzir o avanço da infecção.
Apesar da preocupação, autoridades sanitárias e pesquisadores seguem acompanhando a evolução dos casos e investindo em estudos para entender melhor o potencial de transmissão da variante. O monitoramento contínuo é considerado essencial para fortalecer as ações de controle e evitar a propagação do Ebola em regiões vulneráveis.
Saúde
Surto de doença dos legionários deixa três mortos em Nova York
Autoridades de saúde confirmam 74 casos da infecção em Manhattan, informam queda nas contaminações e afirmam que a fonte da bactéria foi eliminada após limpeza das torres de resfriamento.

As autoridades de saúde de Nova York, nos Estados Unidos, confirmaram que o surto da doença dos legionários já provocou três mortes e infectou 74 pessoas desde o início de julho. Os casos foram registrados na região do Upper East Side, em Manhattan, mobilizando equipes de vigilância epidemiológica para conter a disseminação da bactéria.
Segundo o balanço mais recente, o número de novos casos está em queda, o que indica que as medidas de controle adotadas pelas autoridades começam a surtir efeito. Após uma ampla investigação, técnicos identificaram e realizaram a limpeza das torres de resfriamento da região, consideradas a principal fonte de proliferação da bactéria responsável pelo surto.
A doença dos legionários é uma forma grave de pneumonia causada pela bactéria Legionella, que se desenvolve em ambientes com água morna e estagnada. A transmissão ocorre por meio da inalação de pequenas gotículas de água contaminada dispersas no ar, e não pelo contato direto entre pessoas.
Em grandes centros urbanos como Nova York, a bactéria costuma se proliferar em torres de resfriamento instaladas nos telhados de edifícios, estruturas que integram os sistemas de climatização e refrigeração. Quando esses equipamentos não recebem manutenção adequada, podem favorecer a multiplicação da Legionella e aumentar o risco de surtos.
As autoridades sanitárias seguem monitorando a situação e reforçam que a descontaminação das torres foi essencial para interromper a circulação da bactéria. O acompanhamento dos pacientes continua sendo realizado enquanto equipes de saúde mantêm a vigilância para evitar novos registros da doença.
Especialistas ressaltam que a manutenção periódica dos sistemas de refrigeração e o controle da qualidade da água são medidas fundamentais para prevenir novos episódios, especialmente em áreas com grande concentração de edifícios e sistemas de climatização de grande porte.
Saúde
Consumo de álcool exige atenção aos impactos na saúde
Presente em celebrações e na rotina de milhões de pessoas, bebida alcoólica faz parte da cultura social, mas exige consumo consciente e informação.

O álcool é uma das substâncias mais presentes no cotidiano e está profundamente inserido em diferentes contextos sociais e culturais. Seja em comemorações familiares, confraternizações de trabalho, eventos esportivos, festas ou encontros entre amigos, o consumo de bebidas alcoólicas tornou-se um hábito amplamente difundido em diversas partes do mundo.
Brindes em datas especiais, o tradicional open bar em casamentos, celebrações de fim de ano e momentos de lazer ajudam a reforçar a presença do álcool nas relações sociais. Em muitos casos, a bebida é associada à descontração, integração e celebração, tornando-se um elemento recorrente em diferentes tradições.
No entanto, especialistas alertam que o consumo frequente ou excessivo pode trazer consequências importantes para a saúde física e mental. Entre os riscos estão doenças cardiovasculares, problemas hepáticos, transtornos relacionados à dependência, além do aumento da probabilidade de acidentes de trânsito, violência e outras situações de risco.
A recomendação é que o consumo, quando realizado, seja feito de forma responsável e consciente, respeitando os limites individuais e evitando comportamentos que coloquem em risco a própria segurança ou a de terceiros. A informação e a conscientização são fundamentais para que a relação com o álcool seja pautada pelo equilíbrio e pela prevenção de danos.
Além dos impactos individuais, o consumo abusivo de bebidas alcoólicas também representa um desafio para a saúde pública, exigindo ações educativas, políticas de prevenção e incentivo a hábitos de vida mais saudáveis. O debate sobre o tema tem ganhado espaço justamente pela necessidade de conciliar tradições culturais com práticas que promovam qualidade de vida e bem-estar.
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