Brasil
Arcabouço fiscal do governo corre risco de colapso, alertam especialistas

As contas do governo federal podem entrar numa rota perigosa nos próximos anos. Especialistas estão soando o alerta: o chamado arcabouço fiscal, a nova regra que limita os gastos públicos, está prestes a se tornar insustentável.
O aviso veio após a divulgação do projeto de orçamento para 2026 (PLDO), que mostra que, a partir de 2027, o governo terá que voltar a pagar integralmente os precatórios, que são dívidas da União determinadas pela Justiça. Só que essas despesas terão que caber dentro do limite de gastos da nova regra fiscal. Resultado? Vai faltar dinheiro até para manter os serviços públicos funcionando.
“Não vai sobrar quase nada para investimentos, obras, programas sociais ou mesmo para pagar as contas básicas da máquina pública”, explica o economista Jeferson Bittencourt, ex-secretário do Tesouro Nacional.
Mesmo que o governo tente recalcular o limite ou tirar os precatórios da conta, a situação continua apertada. Segundo Bittencourt, o valor disponível para gastos livres em 2027 será de apenas 1,27% do PIB, o menor da história. Isso significa que, na prática, o governo pode travar, sem dinheiro para tocar projetos ou manter serviços essenciais.
Outro especialista, Carlos Kawall, também ex-secretário do Tesouro, afirma que o problema é ainda mais profundo. Segundo ele, o próprio desenho do arcabouço fiscal é frágil desde o começo. “Criaram uma regra que não fecha a conta. Agora, o buraco está aparecendo”, afirmou.
Além disso, os dois especialistas concordam que o foco apenas nos precatórios esconde um problema maior: o crescimento contínuo das despesas obrigatórias, como o salário mínimo, os gastos com aposentadorias e os pisos de saúde e educação.
“O governo está apostando que vai economizar R$ 10 bilhões por ano cortando fraudes ou ajustando benefícios, mas isso é pouco diante do tamanho do rombo”, diz Kawall. E completa: “Vai ter que encarar mudanças estruturais. Pode ser que o salário mínimo, por exemplo, precise crescer só com a inflação por um tempo”.
Outro risco apontado é o crescimento da dívida pública. As projeções oficiais falam em um pico de 84,2% do PIB em 2028, mas o mercado acredita que ela pode passar de 90% antes mesmo do fim da década.
Ou seja: ou o governo mexe nas regras já em 2026, ou o ajuste vai acabar sendo mais duro e custoso no futuro. “Quanto mais o governo empurrar com a barriga, mais caro vai ser lá na frente, para o país, para as empresas e para as famílias”, conclui Kawall.
Brasil
Prisão de ex-presidente do BRB revela patrimônio milionário
Investigação da Polícia Federal identifica imóveis de alto padrão ligados ao ex-dirigente, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe à tona detalhes que chamaram a atenção das autoridades: um patrimônio imobiliário de alto luxo, composto por imóveis em áreas valorizadas e negociações realizadas em circunstâncias consideradas suspeitas.
Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) identificou ao menos seis imóveis vinculados ao esquema. Desses, quatro estão localizados em São Paulo e dois em Brasília, todos em regiões nobres e com características de alto padrão. No total, o valor estimado dos bens ultrapassa R$ 140 milhões, conforme levantamento divulgado pela imprensa.
Os investigadores destacaram que algumas transações teriam sido feitas de forma acelerada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível tentativa de ocultação patrimonial. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a natureza das negociações e identificar eventuais irregularidades.
O caso amplia a repercussão em torno da gestão do banco e reforça o trabalho de órgãos de controle no combate a práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e privados. A descoberta do patrimônio milionário intensifica as investigações, que agora buscam rastrear o fluxo financeiro por trás das aquisições.
A operação também evidencia o uso de imóveis de luxo como instrumento em esquemas investigados, prática que costuma ser monitorada por autoridades em casos de suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
Brasil
Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado
Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.
O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.
A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.
Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.
O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.
A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.
Brasil
Governo recebe caminhoneiros para discutir demandas
Ministro Guilherme Boulos se reúne com representantes da categoria para tratar de combustível, frete e condições de trabalho

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, recebe nesta quarta-feira (25) representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como foco principal discutir as demandas urgentes da categoria, que enfrenta desafios crescentes no setor de transporte rodoviário.
A reunião foi confirmada pelo próprio ministro e deve abordar temas considerados prioritários pelos profissionais da estrada. Entre os principais pontos estão o alto preço dos combustíveis, o valor do frete e as condições de trabalho nas rodovias brasileiras, questões que impactam diretamente a renda e a rotina dos caminhoneiros.
Nos bastidores, a expectativa é de que o diálogo avance na construção de soluções que tragam maior equilíbrio ao setor. A categoria cobra medidas concretas para reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade nos ganhos, especialmente diante das oscilações do mercado e dos custos logísticos.
O encontro também sinaliza uma tentativa do governo federal de manter o diálogo aberto com os caminhoneiros, grupo estratégico para a economia nacional. O transporte de cargas é responsável por grande parte da circulação de mercadorias no país, o que torna as reivindicações da categoria um tema sensível para a gestão pública.
Analistas avaliam que a reunião pode representar um passo importante para evitar tensões e possíveis paralisações. A busca por consenso entre governo e trabalhadores é vista como essencial para garantir estabilidade no abastecimento e no setor logístico brasileiro.
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