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As frases inesquecíveis do Papa Francisco: de Tinder a aborto

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Francisco foi o líder da Igreja Católica durante 12 anos Foto: Andrew Medichini/AP

Durante os 12 anos em que liderou a Igreja Católica, o Papa Francisco marcou seu pontificado não apenas pelas ações, mas pelas palavras. Com um estilo direto, humilde e surpreendentemente moderno, ele foi capaz de atravessar fronteiras religiosas e políticas, levando reflexões profundas e muitas vezes, polêmicas, para o centro do debate público mundial.

Francisco morreu nesta segunda-feira, 21 de abril, um dia após celebrar a Páscoa. Sua partida encerra um ciclo de liderança espiritual marcado por gestos simbólicos e posicionamentos firmes em temas como desigualdade, meio ambiente, imigração, conservadorismo, direitos das mulheres e até mesmo aplicativos de relacionamento.

Confira algumas das frases mais marcantes do pontificado de Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco:


Sobre a Igreja e os pobres:
“Como gostaria de uma Igreja pobre para os pobres!” — 16 de março de 2013, logo após sua eleição.

Sobre os homossexuais:
“Se uma pessoa é gay e busca o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?” — 29 de julho de 2013, durante voo de volta do Brasil.

Sobre o aborto:
“É justo contratar um assassino de aluguel para resolver um problema? Não. Não é justo eliminar uma vida humana.”, 10 de outubro de 2018, homilia no Vaticano.

“No século passado, o mundo se escandalizou com os nazistas. Hoje, fazemos o mesmo com luvas brancas.”, 16 de junho de 2018, sobre aborto em casos de malformação.

Sobre o papel da mulher na Igreja:
“As mulheres teólogas na Igreja são como morangos no bolo: necessárias.” 5 de dezembro de 2014.

Sobre os jovens e o Tinder:
“Os jovens têm essa ânsia de se conhecer, e isso é muito bom.” resposta em documentário, ao ouvir falar sobre o Tinder.

Sobre escândalos e a imprensa:
“A mídia não deve cair na doença da coprofilia, a obsessão por escândalos e sujeira.” 7 de dezembro de 2016.

Sobre celulares na missa:
“Fico triste ao ver celulares erguidos durante a missa, inclusive de padres e bispos. A missa não é um espetáculo.” 8 de novembro de 2017.

Sobre o clero e suas “doenças espirituais”:
Citou problemas como “Alzheimer espiritual”, “coração de pedra”, “cara fúnebre” e “esquizofrenia existencial” em mensagem de Natal à cúria, em 2014.

Sobre si mesmo:
“Eu também, quando rezo, às vezes acabo adormecendo.” 31 de outubro de 2017.

Sobre a fé e o respeito:
“Se alguém fala mal da minha mãe, pode esperar um soco. Não se pode zombar da fé.”, 15 de janeiro de 2015.


Uma voz ética em um mundo em crise

Francisco não foi apenas o primeiro papa latino-americano, foi também um dos mais politicamente influentes da história recente. Seu discurso público confrontou desigualdades, denunciou abusos do capitalismo, combateu o autoritarismo e promoveu o acolhimento de migrantes.

Seu estilo pastoral se contrastava com os muros que o mundo erguia. Em vez do silêncio conveniente, preferiu a palavra profética. Lavou os pés de refugiados, denunciou guerras, abraçou os marginalizados, tudo isso sem perder o tom firme com aqueles que promoviam o ódio, a exclusão e a intolerância.

Apesar de não ter conseguido grandes reformas internas na Igreja, Francisco se impôs no cenário global como uma consciência ativa, uma presença que lembrava, até o último dia, que a fé não pode se dissociar da justiça social.

Redação Saiba+

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Presidente do Itaú chama fraude da Americanas de uma das maiores do país

Milton Maluhy afirma que bancos foram vítimas de prejuízos bilionários e nega qualquer conivência com irregularidades investigadas pela Polícia Federal

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O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, classificou o rombo contábil da Americanas como “uma das maiores fraudes já vistas no Brasil” e afirmou que o sistema financeiro foi uma das principais vítimas do esquema investigado. As declarações foram feitas durante a apresentação dos resultados financeiros do banco referentes ao segundo trimestre.

Segundo o executivo, o Itaú sofreu perdas bilionárias em decorrência da fraude, rebatendo de forma contundente qualquer hipótese de participação ou conivência das instituições financeiras com as irregularidades. Para Maluhy, seria ilógico imaginar que bancos participariam de um esquema que gerou prejuízos expressivos para o próprio setor.

Durante a apresentação, o presidente do banco afirmou que o problema não se limitou a divergências de classificação contábil, mas envolveu a omissão deliberada de passivos, ressaltando que a responsabilidade pelas demonstrações financeiras cabe à empresa e aos seus auditores independentes.

Maluhy também revelou que o Itaú interrompeu operações com a Americanas antes da divulgação da fraude, após identificar a necessidade de informações que, segundo ele, não foram devidamente apresentadas pela companhia. O executivo explicou ainda que documentos enviados pelos bancos aos auditores servem como apoio às auditorias e não representam qualquer participação na elaboração da contabilidade da empresa.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal, que ampliou as apurações sobre a fraude bilionária por meio de novas fases da Operação Disclosure. As investigações incluem o cumprimento de mandados de busca envolvendo acionistas da companhia e executivos do setor financeiro, enquanto as autoridades apuram possíveis crimes relacionados à manipulação de mercado e associação criminosa.

Além de comentar a investigação, Milton Maluhy avaliou o cenário econômico brasileiro e internacional, destacando preocupações com os impactos da inflação global, da política monetária dos Estados Unidos e das incertezas fiscais no Brasil. O executivo afirmou que períodos eleitorais costumam gerar volatilidade nos mercados, mas ressaltou que a reação dos investidores dependerá, principalmente, das propostas econômicas e fiscais apresentadas pelos candidatos.

Redação Saiba+

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Israel manifesta ressalvas a plano de cessar-fogo em Gaza

Governo israelense afirma que proposta divulgada não representa sua posição oficial enquanto confrontos continuam na Faixa de Gaza

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O governo de Israel manifestou preocupações de segurança em relação ao plano de cessar-fogo e desarmamento do Hamas, apresentado após negociações que também preveem a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza. As observações foram encaminhadas à Casa Branca, indicando divergências sobre os termos da proposta.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a versão do acordo tornada pública “não reflete as posições de Israel”, destacando que o governo israelense mantém ressalvas sobre aspectos considerados fundamentais para a segurança nacional.

O plano, promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca estabelecer um caminho para a redução das hostilidades no conflito, incluindo medidas relacionadas ao desarmamento do Hamas e à reorganização da presença militar israelense na região.

Enquanto as negociações seguem em andamento, os confrontos na Faixa de Gaza continuam. De acordo com as informações divulgadas, ataques realizados por Israel nas últimas 24 horas resultaram na morte de 19 pessoas e deixaram outras 35 feridas, evidenciando que a situação humanitária e de segurança permanece crítica.

As divergências entre as partes demonstram a complexidade das negociações, que envolvem questões militares, diplomáticas e humanitárias. O posicionamento oficial de Israel reforça que eventuais avanços dependerão da construção de um consenso capaz de atender às preocupações de segurança apresentadas pelo governo.

A comunidade internacional acompanha o desenrolar das tratativas, enquanto os esforços diplomáticos seguem voltados à busca por uma solução que contribua para a redução da violência e para a estabilidade na região.

Redação Saiba+

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Colisão entre helicópteros marca combate a incêndios na Grécia

Acidente ocorreu durante operação aérea próxima a Atenas; equipes de resgate foram mobilizadas para localizar militares após queda de uma das aeronaves

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Um grave acidente marcou as operações de combate aos incêndios florestais na Grécia neste domingo (2). Dois helicópteros militares colidiram durante uma missão de combate às chamas, provocando a queda de uma das aeronaves na região de Psatha, localizada a aproximadamente 40 quilômetros a noroeste de Atenas.

O incidente ocorreu em uma área fortemente atingida pelos incêndios florestais, que já destruíram mais de 100 hectares de vegetação, intensificando os desafios enfrentados pelas equipes de emergência no país.

Segundo informações das autoridades locais, quatro militares estavam a bordo das duas aeronaves envolvidas na colisão. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o estado de saúde ou o paradeiro dos ocupantes do helicóptero que caiu, o que mantém as buscas em andamento.

Logo após o acidente, equipes especializadas de busca e resgate foram mobilizadas para localizar os militares e prestar atendimento na área da queda. As operações seguem em uma região de difícil acesso, afetada tanto pelas chamas quanto pelas condições impostas pelo incêndio florestal.

As circunstâncias da colisão ainda serão apuradas pelas autoridades responsáveis. A investigação deverá esclarecer os fatores que contribuíram para o acidente durante uma das operações aéreas de combate aos incêndios que atingem diferentes regiões da Grécia.

O episódio evidencia os riscos enfrentados diariamente pelas equipes militares e de emergência, que atuam no controle das queimadas e na proteção das áreas ameaçadas pelo avanço do fogo.

Redação Saiba+

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