Mundo
Trump mira universidades e FMI em nova ofensiva nacionalista

O presidente Donald Trump iniciou uma nova fase de sua estratégia política mirando dois alvos centrais de sua retórica: o sistema educacional americano e a influência da China nas instituições globais. Em um movimento coordenado, Trump assinou uma série de decretos executivos que endurecem o controle sobre universidades e agências de credenciamento, ao mesmo tempo em que seu governo amplia o embate com o Fundo Monetário Internacional (FMI), prometendo restaurar a liderança americana no cenário econômico internacional.
Controle sobre universidades e financiamento estudantil
Na quarta-feira (24), Trump assinou decretos que obrigam as universidades americanas a uma maior transparência sobre doações estrangeiras com foco especial em recursos oriundos da China, e propôs a reformulação das agências de credenciamento que avaliam instituições de ensino. Essas agências são essenciais para a liberação de mais de US$ 120 bilhões anuais em bolsas e empréstimos estudantis do governo federal.
“A ideologia DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) está destruindo o nosso sistema educacional”, declarou Trump. “Essas agências precisam focar em qualidade de ensino e empregabilidade, e não em política identitária.”
A medida reacende um embate com instituições como a Universidade de Harvard, acusada pela Casa Branca de omitir informações sobre doações estrangeiras. A universidade nega irregularidades e denuncia interferência governamental na liberdade acadêmica. Segundo o novo decreto, universidades que violarem a lei poderão ter seus repasses federais suspensos.
Estados Unidos querem mais poder no FMI
Simultaneamente, o governo Trump, por meio do secretário do Tesouro Scott Bessent, lançou críticas duras ao FMI e ao Banco Mundial, acusando ambas as instituições de se afastarem de seus objetivos originais ao priorizarem temas como mudança climática e questões sociais. Em discurso no Institute of International Finance, Bessent defendeu que o Fundo deve focar exclusivamente na estabilidade financeira global e deixar de lado “pautas ideológicas”.
“O FMI precisa parar de subsidiar a superprodução chinesa com políticas ineficazes. Os países devem consumir mais, poupar menos e equilibrar suas economias. E o Fundo deve cobrar isso”, disse Bessent, prometendo usar o poder de veto dos EUA — que detêm 16,49% dos votos no conselho do FMI — para barrar políticas que, segundo ele, favorecem adversários estratégicos como a China.
Agenda nacionalista ganha fôlego
Os movimentos reforçam o projeto trumpista de restaurar a liderança global dos EUA por meio do endurecimento das políticas internas e do reposicionamento estratégico das instituições multilaterais. Para críticos, as ações representam interferência direta na autonomia educacional e diplomática do país. Já os aliados de Trump comemoram o que chamam de “retomada da soberania americana”.
O deputado republicano Tim Walberg (Michigan) resumiu o espírito da nova ofensiva:
“A China está usando nossas universidades para nos enfraquecer. Chegou a hora de colocar um fim nisso.”
Com foco em disciplina interna e hegemonia internacional, Trump sinaliza que sua visão de governo vai além da política doméstica — e mira nas engrenagens do sistema global.
Mundo
Presidente do Itaú chama fraude da Americanas de uma das maiores do país
Milton Maluhy afirma que bancos foram vítimas de prejuízos bilionários e nega qualquer conivência com irregularidades investigadas pela Polícia Federal

O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, classificou o rombo contábil da Americanas como “uma das maiores fraudes já vistas no Brasil” e afirmou que o sistema financeiro foi uma das principais vítimas do esquema investigado. As declarações foram feitas durante a apresentação dos resultados financeiros do banco referentes ao segundo trimestre.
Segundo o executivo, o Itaú sofreu perdas bilionárias em decorrência da fraude, rebatendo de forma contundente qualquer hipótese de participação ou conivência das instituições financeiras com as irregularidades. Para Maluhy, seria ilógico imaginar que bancos participariam de um esquema que gerou prejuízos expressivos para o próprio setor.
Durante a apresentação, o presidente do banco afirmou que o problema não se limitou a divergências de classificação contábil, mas envolveu a omissão deliberada de passivos, ressaltando que a responsabilidade pelas demonstrações financeiras cabe à empresa e aos seus auditores independentes.
Maluhy também revelou que o Itaú interrompeu operações com a Americanas antes da divulgação da fraude, após identificar a necessidade de informações que, segundo ele, não foram devidamente apresentadas pela companhia. O executivo explicou ainda que documentos enviados pelos bancos aos auditores servem como apoio às auditorias e não representam qualquer participação na elaboração da contabilidade da empresa.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal, que ampliou as apurações sobre a fraude bilionária por meio de novas fases da Operação Disclosure. As investigações incluem o cumprimento de mandados de busca envolvendo acionistas da companhia e executivos do setor financeiro, enquanto as autoridades apuram possíveis crimes relacionados à manipulação de mercado e associação criminosa.
Além de comentar a investigação, Milton Maluhy avaliou o cenário econômico brasileiro e internacional, destacando preocupações com os impactos da inflação global, da política monetária dos Estados Unidos e das incertezas fiscais no Brasil. O executivo afirmou que períodos eleitorais costumam gerar volatilidade nos mercados, mas ressaltou que a reação dos investidores dependerá, principalmente, das propostas econômicas e fiscais apresentadas pelos candidatos.
Mundo
Israel manifesta ressalvas a plano de cessar-fogo em Gaza
Governo israelense afirma que proposta divulgada não representa sua posição oficial enquanto confrontos continuam na Faixa de Gaza

O governo de Israel manifestou preocupações de segurança em relação ao plano de cessar-fogo e desarmamento do Hamas, apresentado após negociações que também preveem a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza. As observações foram encaminhadas à Casa Branca, indicando divergências sobre os termos da proposta.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a versão do acordo tornada pública “não reflete as posições de Israel”, destacando que o governo israelense mantém ressalvas sobre aspectos considerados fundamentais para a segurança nacional.
O plano, promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca estabelecer um caminho para a redução das hostilidades no conflito, incluindo medidas relacionadas ao desarmamento do Hamas e à reorganização da presença militar israelense na região.
Enquanto as negociações seguem em andamento, os confrontos na Faixa de Gaza continuam. De acordo com as informações divulgadas, ataques realizados por Israel nas últimas 24 horas resultaram na morte de 19 pessoas e deixaram outras 35 feridas, evidenciando que a situação humanitária e de segurança permanece crítica.
As divergências entre as partes demonstram a complexidade das negociações, que envolvem questões militares, diplomáticas e humanitárias. O posicionamento oficial de Israel reforça que eventuais avanços dependerão da construção de um consenso capaz de atender às preocupações de segurança apresentadas pelo governo.
A comunidade internacional acompanha o desenrolar das tratativas, enquanto os esforços diplomáticos seguem voltados à busca por uma solução que contribua para a redução da violência e para a estabilidade na região.
Mundo
Colisão entre helicópteros marca combate a incêndios na Grécia
Acidente ocorreu durante operação aérea próxima a Atenas; equipes de resgate foram mobilizadas para localizar militares após queda de uma das aeronaves

Um grave acidente marcou as operações de combate aos incêndios florestais na Grécia neste domingo (2). Dois helicópteros militares colidiram durante uma missão de combate às chamas, provocando a queda de uma das aeronaves na região de Psatha, localizada a aproximadamente 40 quilômetros a noroeste de Atenas.
O incidente ocorreu em uma área fortemente atingida pelos incêndios florestais, que já destruíram mais de 100 hectares de vegetação, intensificando os desafios enfrentados pelas equipes de emergência no país.
Segundo informações das autoridades locais, quatro militares estavam a bordo das duas aeronaves envolvidas na colisão. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o estado de saúde ou o paradeiro dos ocupantes do helicóptero que caiu, o que mantém as buscas em andamento.
Logo após o acidente, equipes especializadas de busca e resgate foram mobilizadas para localizar os militares e prestar atendimento na área da queda. As operações seguem em uma região de difícil acesso, afetada tanto pelas chamas quanto pelas condições impostas pelo incêndio florestal.
As circunstâncias da colisão ainda serão apuradas pelas autoridades responsáveis. A investigação deverá esclarecer os fatores que contribuíram para o acidente durante uma das operações aéreas de combate aos incêndios que atingem diferentes regiões da Grécia.
O episódio evidencia os riscos enfrentados diariamente pelas equipes militares e de emergência, que atuam no controle das queimadas e na proteção das áreas ameaçadas pelo avanço do fogo.
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