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Política

Fotos Bolsonaro: especialistas veem estratégia para mobilizar apoiadores

Ex-presidente busca manter engajamento emocional em torno de sua imagem em meio a novos desafios políticos.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro, em foto publicada no dia 22 de abril, durante internação em UTI - Reprodução /Jair Bolsonaro no Instagram

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem optado por uma comunicação direta e sem filtros sobre seu estado de saúde, utilizando suas redes sociais para divulgar imagens explícitas da internação no hospital DF Star, em Brasília. As postagens, que mostram sondas, drenos e cicatrizes no abdômen, têm sido analisadas por especialistas como parte de uma estratégia para manter a mobilização emocional de seus apoiadores, num momento em que enfrenta desafios jurídicos e políticos.

Internado desde o dia 11 de abril após uma cirurgia de desobstrução intestinal, Bolsonaro permanece na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), ainda sem previsão de alta, conforme boletins médicos. O ex-presidente continua sem alimentação oral e realiza fisioterapia, além de tratamento para o fígado e prevenção de trombose.

Bolsonaro no hospital / Foto: Instagram

De acordo com a professora Giselle Beiguelman, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, a exposição crua de sua condição física reforça a imagem de “sobrevivente” construída desde a facada sofrida em 2018.

“Bolsonaro tranquiliza a militância sobre a sua capacidade de liderança política”, afirma Beiguelman, destacando que, para a direita bolsonarista, o campo das imagens nas redes sociais é hoje central para a disputa política.

Além das publicações médicas, Bolsonaro gravou vídeos comentando a intimação judicial recebida na UTI, associando a ação do STF a práticas de regimes totalitários. Segundo Leandro Aguiar, doutor em comunicação pela UnB, o ex-presidente aposta na chamada “estética do grotesco”, uma marca do bolsonarismo, que busca provocar fortes reações emocionais no público, seja de apoio ou indignação.

“As imagens não geram indiferença. Elas ampliam o espaço de Bolsonaro na mídia, indo além das polêmicas tradicionais”, analisa Aguiar. “A indignação, positiva ou negativa, é um combustível para o bolsonarismo.”

Especialistas apontam que, enquanto surgem novos nomes da direita para 2026, como os governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Ronaldo Caiado (GO), Bolsonaro reforça sua presença simbólica, apostando na empatia gerada por sua vulnerabilidade física como ferramenta política.

Bolsonaro no hospital / Foto: Instagram

Redação Saiba+

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Política

Hugo Motta nega disputa por protagonismo com governo Lula

Presidente da Câmara afirma que debate sobre o fim da escala 6×1 não envolve rivalidade política

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Motta enviou PEC para a CCJ e desafiou urgência constitucional proposta pelo Planalto para tratar do fim da escala 6x1 | Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), afirmou nesta quinta-feira (26) que não existe qualquer “briga de ego” entre o Legislativo e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao debate sobre o fim da escala 6×1. A declaração ocorre em meio ao avanço das discussões sobre mudanças na jornada de trabalho, tema que mobiliza parlamentares, centrais sindicais e setores empresariais.

Segundo Motta, a Câmara tem atuado de forma institucional e responsável, buscando construir um texto equilibrado e que considere os impactos econômicos e sociais da proposta. Ele destacou que o diálogo com o Executivo permanece aberto e que não há disputa por protagonismo, mas sim a intenção de garantir segurança jurídica e previsibilidade para trabalhadores e empregadores.

O presidente da Câmara também reforçou que o tema exige maturidade política e análise técnica, já que envolve mudanças estruturais nas relações de trabalho. Motta afirmou que o Parlamento seguirá conduzindo o debate com transparência e ouvindo todos os setores envolvidos.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 deve continuar nas próximas semanas, com expectativa de novas audiências e articulações entre líderes partidários.

Redação Saiba+

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Política

Margareth Menezes defende Lei Rouanet e lança programa para interiorizar recursos

Ministra rebate críticas e anuncia iniciativa que amplia acesso de produtores culturais do interior à principal lei de incentivo do país

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Durante o lançamento do programa 'Rouanet no Interior', Margareth Menezes se defendeu das acusações sobre o uso da lei | Bnews - Divulgação Devid Santana

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, se posicionou nesta quinta-feira (26) sobre as críticas envolvendo o uso da Lei Rouanet em apresentações artísticas. A manifestação ocorreu durante o lançamento do programa “Rouanet no Interior”, em Salvador, iniciativa que busca ampliar o acesso de produtores culturais de cidades do interior aos recursos de incentivo federal.

Durante o evento, Margareth destacou que a Lei Rouanet é um dos principais instrumentos de fomento à cultura no Brasil e que tem sido alvo de interpretações equivocadas. Segundo ela, o mecanismo é fundamental para garantir a circulação de espetáculos, a formação de público e a sustentabilidade econômica de artistas e grupos culturais.

A ministra ressaltou que o novo programa tem como objetivo descentralizar investimentos, permitindo que municípios fora dos grandes centros também tenham condições de desenvolver projetos culturais. A proposta inclui ações de capacitação, orientação técnica e apoio à elaboração de projetos, fortalecendo a cadeia produtiva da cultura no interior do país.

Margareth também enfatizou que o Ministério da Cultura vem adotando medidas para aperfeiçoar a transparência e a fiscalização dos projetos aprovados, assegurando que os recursos sejam aplicados de forma responsável e com impacto social.

O lançamento do “Rouanet no Interior” marca mais um passo na estratégia do governo federal de democratizar o acesso às políticas culturais e reduzir desigualdades regionais no setor.

Redação Saiba+

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Política

Jerônimo diz que chapa governista ainda não está definida

Governador afirma que composição eleitoral será fechada até março e que conversas continuam em andamento

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Jerônimo afirmou que o time ainda está sendo montado e que tudo deve ficar pronto até março | Bnews - Divulgação BNEWS

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quinta-feira (26) que a chapa governista para as eleições deste ano ainda não está definida. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio A TARDE FM, onde o chefe do Executivo destacou que o grupo político segue em fase de construção e alinhamento interno.

Segundo Jerônimo, as articulações envolvem partidos aliados, lideranças regionais e representantes de diferentes setores da base. Ele reforçou que o processo está sendo conduzido com cautela e diálogo, e que a expectativa é de que tudo esteja concluído até março, prazo considerado estratégico para o planejamento eleitoral.

O governador também ressaltou que a definição da chapa deve refletir equilíbrio político, representatividade e compromisso com o projeto de continuidade da gestão estadual. Nos bastidores, nomes cotados seguem sendo avaliados, mas Jerônimo evitou antecipar decisões ou confirmar indicações.

A indefinição mantém o cenário aberto dentro da base governista, que trabalha para consolidar alianças e fortalecer a estratégia para o pleito deste ano.

Redação Saiba+

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