Mundo
O elfo de ‘Harry Potter’? Animal vira atração no zoo
Animal de aparência curiosa, fruto do primeiro parto da fêmea Memphis, já dobrou de peso e faz sucesso nas redes sociais.
Um filhote de porco-formigueiro — também conhecido como porco-da-terra — nasceu no Zoológico de Berlim no último dia 9 de abril e rapidamente virou sensação entre visitantes e internautas. Com focinho alongado, orelhas enormes e garras poderosas, o pequeno animal foi descrito pela instituição como “superfofo e extraordinário” em uma postagem no Instagram.

Foto: Instagram
Segundo o zoológico, o recém-nascido combina traços que lembram tamanduás, porcos e até ratos-toupeira-pelados, encantando a equipe de veterinários e funcionários. Nascido com aproximadamente 1,5 kg, o filhote já dobrou de peso desde o nascimento. O sexo ainda não foi identificado.

O elfo doméstico da saga Harry Potter — Foto: Divulgação
Nativo da África Subsaariana, o porco-da-terra (do africâner aardvark, que significa literalmente “porco da terra”) é uma espécie pouco conhecida, mesmo em seu habitat natural. Apesar do nome, o animal não possui relação evolutiva com os porcos. Ele é conhecido por seus hábitos alimentares peculiares: alimenta-se quase exclusivamente de formigas e cupins, usando sua língua de até 25 centímetros e suas garras afiadas para escavar a terra em busca de insetos.
O filhote é fruto do primeiro parto de Memphis, uma fêmea de seis anos, com Kito, um macho de nove anos. Ambos pertencem ao programa de conservação da espécie do Zoológico de Berlim. De hábitos noturnos e comportamento solitário, o porco-formigueiro ganhou ainda mais notoriedade nas redes sociais, onde internautas o compararam a tamanduás, porquinhos e até ao personagem Dobby, o elfo doméstico da série “Harry Potter”.
O nascimento é celebrado como uma conquista importante para a conservação da espécie e reforça o trabalho do zoológico em proteger animais pouco conhecidos e ameaçados de extinção.
Mundo
Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos
Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.
Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.
A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.
O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.
Mundo
EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”
Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.
Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).
A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.
A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.
Mundo
Brasil quer falar sobre Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, citando soberania e direito
Governo prepara manifestação firme em defesa do direito internacional, sem citar diretamente Maduro ou Donald Trump

O governo brasileiro deve solicitar a palavra na sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, marcada para esta segunda‑feira (5), para tratar da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante operação conduzida pelos Estados Unidos em Caracas na madrugada de sábado (3). Embora não ocupe assento permanente no colegiado, o Brasil pretende se manifestar com base nas regras que permitem intervenções de países não membros.
A fala brasileira deve seguir a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que divulgou nota conjunta com Espanha e países latino‑americanos condenando violações ao direito internacional. O discurso, segundo fontes diplomáticas, será forte e crítico, mas sem mencionar nominalmente nem o ditador venezuelano nem o presidente dos EUA, Donald Trump — estratégia já adotada em posicionamentos anteriores.
A orientação do Itamaraty é reforçar a defesa da soberania dos Estados, do multilateralismo e da necessidade de respeito às normas internacionais, independentemente de quem esteja envolvido no conflito. O Brasil pretende destacar que ações militares unilaterais representam riscos para a estabilidade regional e criam precedentes perigosos para a comunidade internacional.
A crise desencadeada pela captura de Maduro reacendeu tensões diplomáticas e mobilizou governos latino‑americanos, que buscam evitar uma escalada de confrontos e defender soluções pacíficas. A participação brasileira no Conselho de Segurança reforça o esforço do país em se posicionar como voz ativa na defesa do diálogo e da legalidade internacional.
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