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Guerra da Ucrânia: Coreia do Norte enviou tropas à Rússia

Ditadura enviou cerca de 14 mil soldados. Pyongyang confirma participação militar e reforça aliança estratégica com Moscou

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Os ditadores Vladimir Putin, da Rússia, e Kim Jong-un, da Coreia do Norte (Foto: EFE/EPA/VLADIMIR SMIRNOV / SPUTNIK / KREMLIN POOL MANDATORY CREDIT)

A Coreia do Norte confirmou oficialmente, neste domingo (27), que enviou tropas para lutar ao lado da Rússia na guerra contra a Ucrânia. Esta é a primeira vez que o regime de Kim Jong-un admite envolvimento militar direto no conflito, reforçando os laços de parceria estratégica firmados com Vladimir Putin em 2024.

Segundo comunicado divulgado pela agência estatal KCNA, as tropas norte-coreanas participaram de operações na região de Kursk, considerada estratégica para Moscou. Embora Pyongyang não tenha informado o número oficial de soldados enviados, autoridades ucranianas estimam que cerca de 14 mil militares norte-coreanos, incluindo 3 mil reforços, tenham sido mobilizados. Relatórios indicam que o grupo sofreu pesadas baixas, mas se adaptou rapidamente ao cenário de guerra.

Fotos divulgadas pelo presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, mostram soldado da Coreia do Norte detido. Foto: Handout/Telegram/V_Zelenskiy_official via AFP

O envio das tropas cumpre um acordo de defesa mútua assinado entre Kim Jong-un e Vladimir Putin, que prevê apoio militar imediato em caso de agressão a qualquer uma das partes. A Comissão Militar Central da Coreia do Norte destacou que os soldados norte-coreanos lutaram como se estivessem defendendo seu próprio território, “provando a firme aliança” entre os dois países.

O ditador norte-coreano Kim Jong-un observa cadetes treinandos durante visita à academia militar em Pyongyang, Coreia do Norte – 25.fev.25/KCNA via Reuters


Em pronunciamento, Kim Jong-un classificou os combatentes como “heróis e representantes da honra da pátria” e anunciou que um monumento será construído em Pyongyang para homenagear os feitos dos soldados. O governo também prometeu dar assistência especial às famílias dos militares envolvidos na guerra.

A confirmação ocorre após o Kremlin ter admitido, no sábado, a presença de tropas norte-coreanas em Kursk. Até então, tanto a Rússia quanto a Coreia do Norte mantinham silêncio sobre o assunto.

A participação ativa da Coreia do Norte no conflito gerou preocupação internacional. O Departamento de Estado dos Estados Unidos criticou duramente o envio de tropas, alegando que o envolvimento de Pyongyang agrava ainda mais o cenário da guerra e que “países terceiros têm responsabilidade” pelos desdobramentos do conflito.

Informações de inteligência dos EUA, Coreia do Sul e Ucrânia apontam que esta é a primeira participação norte-coreana em um conflito armado internacional desde o fim da Guerra das Coreias (1950-1953). Estimativas indicam que cerca de 4 mil soldados norte-coreanos já teriam sido mortos ou feridos.

O cenário revela o fortalecimento da aliança militar entre Rússia e Coreia do Norte e amplia as tensões geopolíticas em um conflito que já ultrapassa fronteiras e ameaça a estabilidade global.

Redação Saiba+

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Mundo

Petróleo dispara após nova escalada entre Irã e Israel

Conflito no Oriente Médio eleva tensão global e impulsiona preços do petróleo Brent e WTI no mercado internacional

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Os preços internacionais do petróleo registraram forte alta nesta semana após uma nova troca de ataques entre Irã e Israel, ampliando as preocupações dos mercados sobre possíveis impactos no fornecimento global de energia. A escalada militar ocorre mesmo diante dos apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que os dois países interrompam os confrontos.

O aumento das tensões no Oriente Médio, região estratégica para a produção e exportação de petróleo, provocou uma reação imediata dos investidores. O petróleo Brent, referência global para o mercado internacional, chegou a disparar 5,4%, ultrapassando a marca de US$ 98 por barril durante as negociações.

Apesar de reduzir parte dos ganhos ao longo do dia, o Brent continuou operando em forte valorização, sendo negociado a US$ 96,62 por barril, com alta de 3,79%. O movimento reforça o temor de que a continuidade dos ataques possa comprometer rotas comerciais importantes e afetar a oferta mundial da commodity.

No mercado americano, o petróleo tipo WTI (West Texas Intermediate) também acompanhou a tendência de alta. O barril era negociado a US$ 94,41, registrando avanço de 4,27%, refletindo a crescente preocupação com os desdobramentos do conflito.

Analistas avaliam que qualquer sinal de ampliação da guerra pode aumentar ainda mais a volatilidade dos preços da energia. O confronto entre Irã e Israel já ultrapassa a marca de 100 dias e continua sendo acompanhado de perto por governos, empresas e investidores ao redor do mundo.

Além do impacto direto sobre o petróleo, a escalada das tensões geopolíticas também pode influenciar mercados financeiros, custos de transporte e índices de inflação em diversas economias. A possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo pelo Oriente Médio mantém o setor energético em estado de alerta e sustenta a pressão sobre os preços internacionais.

Com o cenário ainda incerto, os mercados seguem atentos aos próximos movimentos diplomáticos e militares na região, enquanto o petróleo permanece como um dos principais termômetros das tensões globais.

Redação Saiba+

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Mundo

Fábrica belga simboliza nova corrida armamentista na Europa

Expansão da unidade da Thales Belgium reflete aumento dos investimentos militares no continente após décadas de estabilidade

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A cidade de Herstal, na região da Valônia, na Bélgica, tornou-se um dos principais símbolos da transformação que vem ocorrendo na indústria de defesa europeia. No fim de maio, um grupo seleto de jornalistas teve acesso às instalações da Thales Belgium, empresa que abriu suas portas à imprensa após concluir uma ampla expansão industrial considerada estratégica para o setor.

A visita ocorreu em meio a temperaturas superiores a 30 graus Celsius em Liège, cidade próxima à unidade fabril. O momento marcou uma rara abertura da companhia para apresentar os investimentos realizados nos últimos anos e demonstrar como a produção vem sendo ampliada diante da crescente demanda por equipamentos de defesa no continente.

A expansão da fábrica é vista como um reflexo direto do maior ciclo de rearmamento europeu desde o fim da Guerra Fria. Diversos países do bloco vêm aumentando seus orçamentos militares e acelerando programas de modernização das Forças Armadas em resposta ao cenário geopolítico internacional e aos desafios de segurança enfrentados pela região.

Com a ampliação das instalações, a unidade de Herstal passou a desempenhar um papel ainda mais relevante na cadeia produtiva da indústria de defesa europeia. O crescimento da operação também impulsiona a geração de empregos especializados, investimentos em tecnologia e o fortalecimento da capacidade produtiva do setor.

Especialistas apontam que o movimento observado na Bélgica se repete em diferentes países europeus. Governos têm direcionado recursos para reforçar capacidades estratégicas e reduzir dependências externas, fortalecendo a produção local de equipamentos e sistemas considerados essenciais para a segurança nacional.

O atual cenário representa uma mudança significativa em comparação com as últimas décadas, quando muitos países europeus reduziram seus gastos militares após o encerramento da Guerra Fria. Agora, a prioridade passou a ser o fortalecimento da defesa e o aumento da capacidade industrial voltada para atender novas demandas estratégicas.

A fábrica da Thales Belgium surge, assim, como um retrato da nova realidade europeia, marcada por investimentos crescentes em defesa, modernização tecnológica e reestruturação das capacidades militares em um ambiente internacional cada vez mais desafiador.

Redação Saiba+

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Mundo

Peru vai às urnas em meio a contraste político e estabilidade econômica

País enfrenta mais uma eleição presidencial após anos de turbulência institucional, mas mantém indicadores econômicos sólidosO Peru vive neste domingo um momento decisivo para seu futuro político ao realizar mais uma eleição presidencial em um cenário marcado por instabilidade institucional e desafios democráticos. Os eleitores escolhem entre Keiko Fujimori, representante da direita, e Roberto Sánchez, candidato da esquerda, em uma disputa que atrai atenção dentro e fora da América Latina.

A votação acontece após uma década de intensa turbulência política. Nesse período, o país registrou a passagem de oito presidentes pelo poder, além de sucessivas crises governamentais, processos de impeachment, renúncias, protestos populares e investigações envolvendo figuras de destaque da política nacional.

Entre os episódios mais marcantes dos últimos anos estão a destituição de presidentes, governos de transição, denúncias de corrupção, uma tentativa de autogolpe e a prisão de um ex-chefe de Estado. O histórico recente evidencia a fragilidade do ambiente político peruano e os desafios para a construção de uma governabilidade duradoura.

Apesar desse contexto, o país apresenta um cenário econômico que contrasta com a instabilidade institucional. O Peru mantém uma das menores taxas médias de inflação entre os países da América Latina que possuem moeda própria, além de registrar indicadores considerados estáveis por analistas do mercado financeiro.

Outro fator frequentemente destacado é a força do sol peruano. Ao longo das últimas décadas, a moeda demonstrou grande resiliência diante do dólar, preservando seu valor de forma significativa quando comparada a outras moedas da região. Esse desempenho é apontado como um dos pilares da confiança econômica do país.

A eleição ocorre, portanto, em um cenário singular: uma nação marcada por sucessivas crises políticas, mas que conseguiu preservar a estabilidade econômica ao longo dos anos. O resultado das urnas poderá definir os rumos do Peru nos próximos anos e influenciar diretamente a relação entre governabilidade, crescimento econômico e confiança institucional.

A expectativa agora se concentra na apuração dos votos e nos desafios que o próximo presidente terá para unir o país, fortalecer as instituições democráticas e manter o desempenho econômico que transformou o Peru em uma das economias mais estáveis da região.

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O Peru vive neste domingo um momento decisivo para seu futuro político ao realizar mais uma eleição presidencial em um cenário marcado por instabilidade institucional e desafios democráticos. Os eleitores escolhem entre Keiko Fujimori, representante da direita, e Roberto Sánchez, candidato da esquerda, em uma disputa que atrai atenção dentro e fora da América Latina.

A votação acontece após uma década de intensa turbulência política. Nesse período, o país registrou a passagem de oito presidentes pelo poder, além de sucessivas crises governamentais, processos de impeachment, renúncias, protestos populares e investigações envolvendo figuras de destaque da política nacional.

Entre os episódios mais marcantes dos últimos anos estão a destituição de presidentes, governos de transição, denúncias de corrupção, uma tentativa de autogolpe e a prisão de um ex-chefe de Estado. O histórico recente evidencia a fragilidade do ambiente político peruano e os desafios para a construção de uma governabilidade duradoura.

Apesar desse contexto, o país apresenta um cenário econômico que contrasta com a instabilidade institucional. O Peru mantém uma das menores taxas médias de inflação entre os países da América Latina que possuem moeda própria, além de registrar indicadores considerados estáveis por analistas do mercado financeiro.

Outro fator frequentemente destacado é a força do sol peruano. Ao longo das últimas décadas, a moeda demonstrou grande resiliência diante do dólar, preservando seu valor de forma significativa quando comparada a outras moedas da região. Esse desempenho é apontado como um dos pilares da confiança econômica do país.

A eleição ocorre, portanto, em um cenário singular: uma nação marcada por sucessivas crises políticas, mas que conseguiu preservar a estabilidade econômica ao longo dos anos. O resultado das urnas poderá definir os rumos do Peru nos próximos anos e influenciar diretamente a relação entre governabilidade, crescimento econômico e confiança institucional.

A expectativa agora se concentra na apuração dos votos e nos desafios que o próximo presidente terá para unir o país, fortalecer as instituições democráticas e manter o desempenho econômico que transformou o Peru em uma das economias mais estáveis da região.

Redação Saiba+

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