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Brasil

Em dois anos, Lula já esteve em 34 países

Presidente retoma padrão diplomático do primeiro mandato e afirma que “viaja para fazer negócios”, com foco em fortalecer relações comerciais e políticas

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O presidente Lula chega a Paris, na França. - Ricardo Stuckert - 4.Jun.25//Divulgação Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem marcado seu terceiro mandato por uma agenda internacional intensa, semelhante à que conduziu em seu primeiro governo. Em dois anos e meio à frente do Palácio do Planalto, Lula já visitou 34 países, consolidando sua estratégia de recolocar o Brasil como ator de peso no cenário global.

Atualmente na França, onde realiza uma visita de Estado até segunda-feira (9), o presidente reforçou que não viaja por lazer, mas por objetivos estratégicos. “Lula viaja tanto por quê? Para passear? Não. Eu viajo para fazer negócio, para fazer com que os países em que eu visito cresçam a relação comercial, política e cultural com o meu país”, afirmou nesta quinta-feira (5), ao lado do presidente francês Emmanuel Macron.

Durante o encontro, Lula voltou a pressionar a França a avançar no acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, fazendo um apelo direto a Macron para “abrir o coração” e facilitar o entendimento entre os blocos.

O país mais visitado por Lula até agora foi o Uruguai, com quatro viagens. A primeira ocorreu logo no início do mandato, após passagem pela Argentina. O Uruguai voltou à agenda em dezembro de 2024, com a cúpula do Mercosul que anunciou a conclusão das negociações com a União Europeia. Em 2025, Lula retornou ao país duas vezes: para a posse de Yamandú Orsi e, mais recentemente, para o velório do ex-presidente José “Pepe” Mujica, figura admirada pelo petista.

Estados Unidos e Itália aparecem em seguida na lista de países mais visitados. Nova York, sede da ONU, recebeu Lula para as Assembleias-Gerais de 2023 e 2024, eventos que tradicionalmente têm o Brasil como primeiro orador. Ele também esteve em Washington, em fevereiro de 2023, onde se reuniu com o presidente Joe Biden.

Na Itália, Lula compareceu ao funeral do Papa Francisco, em abril de 2025, em uma agenda marcada por simbolismo político e religioso.

A China, principal parceira comercial do Brasil, também recebeu atenção especial: Lula esteve em Pequim duas vezes, buscando estreitar laços econômicos e ampliar acordos bilaterais estratégicos.

Esse movimento diplomático remete aos tempos de seu primeiro mandato (2003-2006), quando o presidente visitou 45 países até o meio do terceiro ano de governo. À época, Estados Unidos e Venezuela foram os destinos mais frequentes. Também houve uma ênfase na África, com passagens por 12 países africanos em apenas três viagens diferentes.

Já nos governos seguintes, houve retração na política externa ativa. Dilma Rousseff visitou 29 países no mesmo período. Michel Temer, que assumiu após o impeachment de Dilma, visitou 16 países em pouco mais de dois anos, com destaque para sua ida à China um dia após tomar posse. Jair Bolsonaro, por sua vez, teve a agenda impactada pela pandemia da Covid-19 e esteve em 13 países até meados de 2021, sendo os EUA o destino mais frequente.

Com a retomada das viagens, Lula reafirma o papel internacional do Brasil e busca consolidar uma diplomacia voltada à reintegração global, ao comércio exterior e ao fortalecimento de alianças políticas e econômicas.

Redação Saiba+

Brasil

Moraes determina transferência de Brazão e Rivaldo Barbosa

Ministro do STF ordena que os dois passem a cumprir pena no presídio de Gericinó, no Rio de Janeiro, conhecido como Bangu 8.

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Domingos Brazão Crédito: Alerj

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou no sábado (14) a transferência de Domingos Brazão e de Rivaldo Barbosa para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, localizado no complexo penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro.

A unidade prisional, conhecida popularmente como Bangu 8, faz parte do sistema administrado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro e integra o conjunto de estabelecimentos penais do Complexo de Gericinó, considerado um dos maiores do estado.

A decisão do ministro estabelece que os dois passem a cumprir pena no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, local destinado principalmente à custódia de presos envolvidos em processos de grande repercussão ou com foro privilegiado.

Segundo a determinação judicial, a transferência busca adequar o local de cumprimento da pena às condições estabelecidas pela Justiça, garantindo o acompanhamento pelas autoridades responsáveis pelo sistema penitenciário fluminense.

O complexo de Gericinó reúne diversas unidades prisionais e é considerado um dos principais centros do sistema carcerário do estado do Rio de Janeiro, recebendo detentos de diferentes perfis e processos judiciais.

A decisão do STF reforça o papel do tribunal na condução de casos de grande relevância nacional, especialmente aqueles que envolvem autoridades públicas, investigações sensíveis e repercussão política e institucional.

Com a transferência determinada, o sistema penitenciário do Rio de Janeiro passa a ser responsável pela custódia dos dois detentos, seguindo as normas de segurança e acompanhamento previstas pela legislação brasileira.

Redação Saiba+

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Brasil

Maioria dos brasileiros apoia fim da escala 6×1, aponta pesquisa

Levantamento do Instituto Datafolha mostra que 71% da população defendem a redução da jornada semanal de trabalho, enquanto 27% são contrários à mudança.

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Pesquisa apontou que 71% dos brasileiros estão a favor da a redução da jornada de trabalho | Bnews - Divulgação Marcelo Camargo

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha no sábado (14) revelou que a maioria dos brasileiros apoia mudanças na jornada de trabalho no país, especialmente o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um.

De acordo com o levantamento, 71% dos brasileiros defendem a redução do tempo semanal de trabalho, indicando um forte apoio popular à revisão das atuais regras da jornada laboral. Por outro lado, 27% dos entrevistados afirmaram ser contra a diminuição da carga de trabalho semanal, demonstrando que o tema ainda gera debate entre diferentes setores da sociedade.

A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 5 de março, ouvindo 2.004 pessoas com idade a partir de 16 anos em 137 municípios espalhados pelo país. Segundo o instituto, o estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O resultado reforça a crescente discussão nacional sobre novos modelos de jornada de trabalho, tema que tem ganhado espaço em debates políticos, empresariais e sindicais. Especialistas apontam que a possível revisão da escala tradicional poderia impactar diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores, produtividade das empresas e organização do mercado de trabalho brasileiro.

Nos últimos anos, propostas para reduzir a jornada semanal e rever o sistema 6×1 têm sido discutidas em diferentes esferas, incluindo o Congresso Nacional, além de mobilizações nas redes sociais e movimentos trabalhistas que defendem maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Diante do amplo apoio identificado pela pesquisa, o tema tende a permanecer no centro das discussões sobre direitos trabalhistas, modernização das relações de trabalho e políticas públicas voltadas ao bem-estar da população.

Redação Saiba+

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Ministros do STF votam para manter prisão de Daniel Vorcaro

André Mendonça e Luiz Fux se posicionam pela continuidade da prisão preventiva do dono do Banco Master e de três aliados

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Daniel Vorcaro na prisão - Foto: Reprodução

Os ministros André Mendonça e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de três aliados investigados no mesmo processo. O caso está sendo analisado pela Segunda Turma do STF, que avalia a legalidade da manutenção das detenções.

No julgamento em andamento, os magistrados analisam pedidos apresentados pela defesa que buscam a revogação das prisões preventivas. No entanto, os votos apresentados até o momento indicam entendimento de que a manutenção das medidas cautelares é necessária diante das investigações em curso.

De acordo com os ministros que já se manifestaram, a decisão leva em consideração elementos do processo que apontam para a necessidade de preservar a ordem pública e garantir o andamento das apurações, evitando possíveis interferências nas investigações.

O empresário Daniel Vorcaro, conhecido no setor financeiro por sua atuação à frente do Banco Master, tornou-se alvo de investigação em um caso que envolve suspeitas analisadas pelas autoridades federais. A análise pela Segunda Turma ocorre de forma virtual, modelo adotado pelo Supremo para determinados julgamentos.

A expectativa é que os demais ministros do colegiado apresentem seus votos nas próximas horas, definindo se a decisão será mantida por maioria. Caso o entendimento favorável à manutenção da prisão prevaleça, Daniel Vorcaro e os outros investigados permanecerão detidos enquanto o processo segue em tramitação.

O julgamento no STF é acompanhado com atenção por setores do mercado e do meio jurídico, já que a decisão pode impactar o andamento das investigações e os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.

Redação Saiba+

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