Mundo
Israel ataca instalações nucleares no Irã e mata chefe da Guarda Revolucionária
Em ofensiva sem precedentes, governo Netanyahu mira cientistas e militares iranianos; tensão com Teerã aproxima Oriente Médio de guerra total

Em uma das mais graves escaladas do conflito no Oriente Médio nas últimas décadas, Israel lançou uma ofensiva aérea contra o Irã na noite desta quinta-feira (12), atingindo instalações nucleares, bairros militares e alvos estratégicos em Teerã e outras regiões. A operação foi confirmada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que classificou o momento como “decisivo na história de Israel”.
Entre os alvos atacados está o complexo de Natanz, uma das principais bases de enriquecimento de urânio do Irã. Segundo a mídia estatal iraniana, o ataque provocou explosões, incêndios e deixou mortos, inclusive o chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, Hossein Salami, além de dois cientistas nucleares de destaque: Fereydoun Abbasi-Davani e Mohammad Mehdi Tehranchi.
“Atacamos o coração do programa nuclear iraniano. Nossa luta não é contra o povo do Irã, mas contra sua ditadura”, disse Netanyahu em pronunciamento oficial. Ele anunciou ainda a convocação de milhares de reservistas e o início da operação batizada de “Leão em Ascensão”.
A televisão iraniana confirmou que áreas residenciais foram atingidas, inclusive o bairro de Shahrak Shahid Mahalati, onde vivem altos comandantes militares. Três prédios teriam sido destruídos e há relatos de crianças entre as vítimas fatais. As defesas aéreas do Irã estão em alerta máximo, e o clima é de tensão generalizada no país.
EUA fora da operação, mas atentos
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o país não participou do ataque, mas alertou que irá proteger seus interesses e pessoal na região. O presidente Donald Trump, que retomou o poder em 2024, convocou uma reunião emergencial de gabinete e voltou a defender uma solução diplomática com o Irã, ainda que tenha dito que o ataque israelense “poderia muito bem acontecer” nos últimos dias.
Apesar da distância oficial, Israel conta com o apoio estratégico dos EUA e espera respaldo militar em caso de retaliação iraniana.
Guerra à vista e estado de emergência em Israel
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou emergência nacional. Escolas, universidades e reuniões públicas foram suspensas, e o espaço aéreo israelense foi fechado. A expectativa é de que o Irã lance mísseis e drones contra o território israelense nas próximas horas ou dias.
De acordo com as Forças Armadas de Israel, o Irã possui material físsil suficiente para produzir até 15 bombas nucleares em poucos dias, o que explicaria o caráter preventivo da ofensiva.
Contexto: fracasso diplomático e tensão nuclear
O ataque ocorre em meio ao fracasso das negociações nucleares entre EUA e Irã, intensificado após a retirada americana do acordo nuclear de 2015, durante o primeiro mandato de Trump. Nesta semana, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) acusou formalmente o Irã de violar suas obrigações de não proliferação, após Teerã anunciar a criação de uma terceira usina de enriquecimento de urânio, sem informar a localização.
A deterioração das negociações levou os EUA a reduzir sua presença diplomática em países do Oriente Médio, como Iraque, Bahrein e Kuwait, em preparação para uma possível escalada regional.
Risco regional e resposta iraniana
O Irã, que financia grupos como o Hezbollah e o Hamas, já prometeu retaliação “proporcional e devastadora”. O temor é que a guerra se amplie, atingindo Líbano, Síria e a Faixa de Gaza, onde Israel já mantém uma operação militar há quase dois anos, com mais de 50 mil mortos palestinos.
O ataque desta quinta-feira marca a primeira vez em que instalações nucleares subterrâneas foram diretamente bombardeadas, elevando o risco de uma guerra total entre as duas potências regionais.
Mundo
Petróleo dispara após nova escalada entre Irã e Israel
Conflito no Oriente Médio eleva tensão global e impulsiona preços do petróleo Brent e WTI no mercado internacional

Os preços internacionais do petróleo registraram forte alta nesta semana após uma nova troca de ataques entre Irã e Israel, ampliando as preocupações dos mercados sobre possíveis impactos no fornecimento global de energia. A escalada militar ocorre mesmo diante dos apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que os dois países interrompam os confrontos.
O aumento das tensões no Oriente Médio, região estratégica para a produção e exportação de petróleo, provocou uma reação imediata dos investidores. O petróleo Brent, referência global para o mercado internacional, chegou a disparar 5,4%, ultrapassando a marca de US$ 98 por barril durante as negociações.
Apesar de reduzir parte dos ganhos ao longo do dia, o Brent continuou operando em forte valorização, sendo negociado a US$ 96,62 por barril, com alta de 3,79%. O movimento reforça o temor de que a continuidade dos ataques possa comprometer rotas comerciais importantes e afetar a oferta mundial da commodity.
No mercado americano, o petróleo tipo WTI (West Texas Intermediate) também acompanhou a tendência de alta. O barril era negociado a US$ 94,41, registrando avanço de 4,27%, refletindo a crescente preocupação com os desdobramentos do conflito.
Analistas avaliam que qualquer sinal de ampliação da guerra pode aumentar ainda mais a volatilidade dos preços da energia. O confronto entre Irã e Israel já ultrapassa a marca de 100 dias e continua sendo acompanhado de perto por governos, empresas e investidores ao redor do mundo.
Além do impacto direto sobre o petróleo, a escalada das tensões geopolíticas também pode influenciar mercados financeiros, custos de transporte e índices de inflação em diversas economias. A possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo pelo Oriente Médio mantém o setor energético em estado de alerta e sustenta a pressão sobre os preços internacionais.
Com o cenário ainda incerto, os mercados seguem atentos aos próximos movimentos diplomáticos e militares na região, enquanto o petróleo permanece como um dos principais termômetros das tensões globais.
Mundo
Fábrica belga simboliza nova corrida armamentista na Europa
Expansão da unidade da Thales Belgium reflete aumento dos investimentos militares no continente após décadas de estabilidade

A cidade de Herstal, na região da Valônia, na Bélgica, tornou-se um dos principais símbolos da transformação que vem ocorrendo na indústria de defesa europeia. No fim de maio, um grupo seleto de jornalistas teve acesso às instalações da Thales Belgium, empresa que abriu suas portas à imprensa após concluir uma ampla expansão industrial considerada estratégica para o setor.
A visita ocorreu em meio a temperaturas superiores a 30 graus Celsius em Liège, cidade próxima à unidade fabril. O momento marcou uma rara abertura da companhia para apresentar os investimentos realizados nos últimos anos e demonstrar como a produção vem sendo ampliada diante da crescente demanda por equipamentos de defesa no continente.
A expansão da fábrica é vista como um reflexo direto do maior ciclo de rearmamento europeu desde o fim da Guerra Fria. Diversos países do bloco vêm aumentando seus orçamentos militares e acelerando programas de modernização das Forças Armadas em resposta ao cenário geopolítico internacional e aos desafios de segurança enfrentados pela região.
Com a ampliação das instalações, a unidade de Herstal passou a desempenhar um papel ainda mais relevante na cadeia produtiva da indústria de defesa europeia. O crescimento da operação também impulsiona a geração de empregos especializados, investimentos em tecnologia e o fortalecimento da capacidade produtiva do setor.
Especialistas apontam que o movimento observado na Bélgica se repete em diferentes países europeus. Governos têm direcionado recursos para reforçar capacidades estratégicas e reduzir dependências externas, fortalecendo a produção local de equipamentos e sistemas considerados essenciais para a segurança nacional.
O atual cenário representa uma mudança significativa em comparação com as últimas décadas, quando muitos países europeus reduziram seus gastos militares após o encerramento da Guerra Fria. Agora, a prioridade passou a ser o fortalecimento da defesa e o aumento da capacidade industrial voltada para atender novas demandas estratégicas.
A fábrica da Thales Belgium surge, assim, como um retrato da nova realidade europeia, marcada por investimentos crescentes em defesa, modernização tecnológica e reestruturação das capacidades militares em um ambiente internacional cada vez mais desafiador.
Mundo
Peru vai às urnas em meio a contraste político e estabilidade econômica
País enfrenta mais uma eleição presidencial após anos de turbulência institucional, mas mantém indicadores econômicos sólidosO Peru vive neste domingo um momento decisivo para seu futuro político ao realizar mais uma eleição presidencial em um cenário marcado por instabilidade institucional e desafios democráticos. Os eleitores escolhem entre Keiko Fujimori, representante da direita, e Roberto Sánchez, candidato da esquerda, em uma disputa que atrai atenção dentro e fora da América Latina.
A votação acontece após uma década de intensa turbulência política. Nesse período, o país registrou a passagem de oito presidentes pelo poder, além de sucessivas crises governamentais, processos de impeachment, renúncias, protestos populares e investigações envolvendo figuras de destaque da política nacional.
Entre os episódios mais marcantes dos últimos anos estão a destituição de presidentes, governos de transição, denúncias de corrupção, uma tentativa de autogolpe e a prisão de um ex-chefe de Estado. O histórico recente evidencia a fragilidade do ambiente político peruano e os desafios para a construção de uma governabilidade duradoura.
Apesar desse contexto, o país apresenta um cenário econômico que contrasta com a instabilidade institucional. O Peru mantém uma das menores taxas médias de inflação entre os países da América Latina que possuem moeda própria, além de registrar indicadores considerados estáveis por analistas do mercado financeiro.
Outro fator frequentemente destacado é a força do sol peruano. Ao longo das últimas décadas, a moeda demonstrou grande resiliência diante do dólar, preservando seu valor de forma significativa quando comparada a outras moedas da região. Esse desempenho é apontado como um dos pilares da confiança econômica do país.
A eleição ocorre, portanto, em um cenário singular: uma nação marcada por sucessivas crises políticas, mas que conseguiu preservar a estabilidade econômica ao longo dos anos. O resultado das urnas poderá definir os rumos do Peru nos próximos anos e influenciar diretamente a relação entre governabilidade, crescimento econômico e confiança institucional.
A expectativa agora se concentra na apuração dos votos e nos desafios que o próximo presidente terá para unir o país, fortalecer as instituições democráticas e manter o desempenho econômico que transformou o Peru em uma das economias mais estáveis da região.

O Peru vive neste domingo um momento decisivo para seu futuro político ao realizar mais uma eleição presidencial em um cenário marcado por instabilidade institucional e desafios democráticos. Os eleitores escolhem entre Keiko Fujimori, representante da direita, e Roberto Sánchez, candidato da esquerda, em uma disputa que atrai atenção dentro e fora da América Latina.
A votação acontece após uma década de intensa turbulência política. Nesse período, o país registrou a passagem de oito presidentes pelo poder, além de sucessivas crises governamentais, processos de impeachment, renúncias, protestos populares e investigações envolvendo figuras de destaque da política nacional.
Entre os episódios mais marcantes dos últimos anos estão a destituição de presidentes, governos de transição, denúncias de corrupção, uma tentativa de autogolpe e a prisão de um ex-chefe de Estado. O histórico recente evidencia a fragilidade do ambiente político peruano e os desafios para a construção de uma governabilidade duradoura.
Apesar desse contexto, o país apresenta um cenário econômico que contrasta com a instabilidade institucional. O Peru mantém uma das menores taxas médias de inflação entre os países da América Latina que possuem moeda própria, além de registrar indicadores considerados estáveis por analistas do mercado financeiro.
Outro fator frequentemente destacado é a força do sol peruano. Ao longo das últimas décadas, a moeda demonstrou grande resiliência diante do dólar, preservando seu valor de forma significativa quando comparada a outras moedas da região. Esse desempenho é apontado como um dos pilares da confiança econômica do país.
A eleição ocorre, portanto, em um cenário singular: uma nação marcada por sucessivas crises políticas, mas que conseguiu preservar a estabilidade econômica ao longo dos anos. O resultado das urnas poderá definir os rumos do Peru nos próximos anos e influenciar diretamente a relação entre governabilidade, crescimento econômico e confiança institucional.
A expectativa agora se concentra na apuração dos votos e nos desafios que o próximo presidente terá para unir o país, fortalecer as instituições democráticas e manter o desempenho econômico que transformou o Peru em uma das economias mais estáveis da região.
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