Brasil
Governo Lula não garante verba para livros didáticos de 2025
FNDE admite que orçamento atual é insuficiente e depende de suplementação para cumprir cronograma de compras

O governo Lula (PT) não assegurou os recursos necessários para a aquisição de todos os livros didáticos e literários previstos para o ano letivo de 2025. O orçamento do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) — responsável por abastecer as escolas públicas com materiais essenciais — tem um déficit estimado em R$ 1,5 bilhão.
Segundo o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão vinculado ao Ministério da Educação, a previsão era realizar a maior compra da história do programa, com mais de 220 milhões de exemplares. O custo total estimado seria de R$ 3,5 bilhões, mas o orçamento atual é de apenas R$ 2,04 bilhões.
A defasagem orçamentária afeta diretamente a entrega de livros para crianças da educação infantil, estudantes dos anos iniciais e finais do ensino fundamental, do ensino médio e da EJA (Educação de Jovens e Adultos). Em alguns casos, os editais preveem obras que deveriam ter sido entregues entre 2022 e 2024, mas ainda não foram compradas.
O atraso é ainda mais grave na educação infantil, onde os livros sofrem desgaste acelerado e precisam ser repostos com frequência. Até agora, foi essa a única etapa com compra contratada em 2025. Já os alunos do ensino médio — que passarão por mudanças curriculares a partir do próximo ano — ainda não têm garantido o material didático correspondente às novas diretrizes.
Também estão paradas as compras para:
- 55 milhões de obras literárias para os anos iniciais e finais do ensino fundamental;
- 8 milhões de livros para a EJA, que não recebe novos materiais há mais de 10 anos;
- 76 milhões de livros para o ensino médio com a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC);
- 115 milhões de exemplares para reposição no ensino fundamental.
Especialistas apontam risco real de desabastecimento nas escolas públicas. Para Claudia Costin, ex-diretora de Educação do Banco Mundial, a falta de livros no início do ano letivo compromete diretamente a qualidade do ensino.
“Por maior que seja a crise fiscal, livros são uma condição mínima para o funcionamento das escolas. Alunos de famílias pobres só têm contato com livros dentro do ambiente escolar”, destacou.
Em nota oficial, o FNDE reconheceu que o orçamento é insuficiente, mas afirmou que está em tratativas com a Secretaria de Orçamento Federal para viabilizar a suplementação de recursos. O órgão mantém a expectativa de concluir todas as compras ainda em 2025, garantindo a entrega para o próximo ano letivo
Brasil
Greve na Caixa continua por tempo indeterminado
Empregados rejeitaram proposta do banco em assembleia e apontaram impasses envolvendo o Saúde Caixa como uma das principais razões para manter a paralisação

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve por tempo indeterminado após rejeitarem a proposta apresentada pela instituição para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A paralisação teve início na quinta-feira (10) e ganhou continuidade após uma assembleia virtual realizada nesta sexta-feira (11). Na votação, 66,80% dos trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa.
Segundo o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, a proposta não contempla de forma satisfatória as principais reivindicações da categoria. Entre os pontos considerados prioritários pelos empregados está o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos funcionários e um dos principais temas de negociação.
A rejeição da proposta mantém o impasse entre os trabalhadores e a instituição financeira, sem previsão, até o momento, para o encerramento da paralisação.
Com a decisão, a greve dos empregados da Caixa segue por tempo indeterminado, enquanto a categoria aguarda novos avanços nas negociações sobre o acordo coletivo e as reivindicações apresentadas ao banco.
O movimento ocorre em meio às discussões sobre condições de trabalho e benefícios dos empregados da Caixa, com o Saúde Caixa permanecendo no centro das reivindicações da categoria.
Brasil
Brasil domina ranking de hospitais da América Latina
Três instituições brasileiras aparecem entre as cinco melhores da região em 2026, com o Einstein Hospital Israelita na liderança do levantamento

O Brasil ampliou sua presença entre as instituições de saúde mais bem avaliadas da América Latina. De acordo com o Ranking IntelLat dos Melhores Hospitais e Clínicas da América Latina 2026, três hospitais brasileiros estão entre os cinco primeiros colocados da lista.
O Einstein Hospital Israelita, de São Paulo, ocupa a primeira posição geral, seguido pelo Hospital Italiano de Buenos Aires, da Argentina, e pela Fundación Santa Fe de Bogotá, da Colômbia. O Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Moinhos de Vento completam o top 5.
O levantamento avaliou 105 instituições de dez países, número superior ao registrado na edição anterior, que contou com 80 hospitais. O crescimento também foi observado entre os representantes brasileiros: 41 instituições do país foram incluídas no ranking de 2026, sendo 15 entre os 50 primeiros colocados e sete entre os 20 melhores.
Hospital da Bahia aparece entre os avaliados
Entre os hospitais brasileiros listados, o Hospital da Bahia aparece na 81ª colocação geral. A instituição integra uma relação que reúne unidades de diferentes regiões do país.
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre se destacou ao alcançar a 20ª posição, enquanto o Real Hospital Português de Pernambuco ficou em 28º lugar.
No ranking nacional, o Einstein Hospital Israelita lidera, seguido pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre.
Einstein se destaca em especialidades
O desempenho brasileiro também ganhou força nas avaliações específicas por área médica. O ranking de 2026 analisou oito especialidades: pneumologia, oncologia, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, pediatria, neurologia, ortopedia e traumatologia, além de endocrinologia e diabetologia.
A presença de instituições brasileiras entre as melhores posições representa um avanço em relação ao levantamento de 2025. Naquele ano, eram duas instituições do Brasil entre as cinco primeiras e seis entre os 20 melhores hospitais da América Latina.
Em 2026, o país passou a ter três hospitais no top 5 e sete instituições entre os 20 primeiros colocados, reforçando a presença da medicina brasileira no cenário latino-americano.
Além do Einstein, Sírio-Libanês e Moinhos de Vento, aparecem entre os 20 primeiros o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na 14ª posição; Hospital Nove de Julho, em 16º; Hcor – Hospital do Coração, em 18º; e Hospital de Clínicas de Porto Alegre, em 20º.
O resultado evidencia a forte participação do Brasil no ranking regional e mostra a expansão do número de instituições avaliadas na edição de 2026.
Brasil
Tornados atingem cidades do Paraná e deixam estragos
Fenômenos foram registrados em Francisco Alves e Espigão Alto do Iguaçu; mais de 600 casas foram destelhadas por granizo em Dois Vizinhos

Dois tornados foram confirmados no Paraná entre o fim da tarde de quarta-feira (9) e a madrugada de quinta-feira (10), provocando estragos em diferentes regiões do estado. Os fenômenos foram registrados em Francisco Alves, no Noroeste, e Espigão Alto do Iguaçu, no Oeste.
Em Francisco Alves, cerca de dez produtores rurais tiveram prejuízos após a passagem do tornado. Já em Espigão Alto do Iguaçu, os impactos atingiram estruturas públicas e áreas de produção.
Na cidade, duas escolas foram atingidas e uma área de plantio de eucaliptos foi destruída durante o temporal.
Granizo destelha mais de 600 casas
Além dos tornados, outras cidades paranaenses registraram fortes tempestades. Em Dois Vizinhos, no Sudoeste do estado, mais de 600 casas foram destelhadas pelo granizo na quinta-feira (10).
Com os imóveis danificados, moradores buscaram lonas para proteger os ambientes e reduzir os impactos causados pelas chuvas e pelo granizo.
Milhares de imóveis continuam sem energia
Os temporais também provocaram interrupções no fornecimento de energia elétrica. Cerca de 10 mil imóveis permanecem sem luz no Paraná nesta sexta-feira (11).
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que equipes trabalham para restabelecer o fornecimento nas regiões afetadas pelos temporais.
Diante da dimensão dos estragos, um gabinete de crise do Governo do Paraná foi mobilizado para acompanhar a situação e coordenar as ações de resposta nas áreas atingidas.
O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta vermelho para temporais no Paraná, com previsão de continuidade das condições de instabilidade até sábado (12). As autoridades orientam a população a permanecer atenta aos alertas meteorológicos diante do risco de novos eventos severos.
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