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Mortes em Gaza durante entrega de comida se tornam recorrentes

Palestinos são baleados enquanto buscam ajuda humanitária; ONU critica operação liderada por organização ligada a Israel e EUA

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Palestinos carregam homem ferido enquanto tentava buscar comida na Faixa de Gaza - 16.jun.25/AFP

Pelo menos 50 palestinos morreram e outros 200 ficaram feridos nesta segunda-feira (16) na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas. A maior parte das mortes ocorreu durante a distribuição de alimentos promovida pela Fundação Humanitária de Gaza (FHG), organização apoiada por Israel e Estados Unidos, atualmente a única autorizada a operar a entrega de ajuda humanitária na região.

Médicos que atuam em Gaza afirmam que cerca de metade das vítimas foi baleada por soldados israelenses enquanto aguardava alimentos, num cenário que se repete desde o fim do bloqueio total imposto por Israel, encerrado em 18 de maio.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e outras agências internacionais se recusam a cooperar com a FHG, alegando falta de imparcialidade e riscos à integridade dos civis. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informa que, entre 18 de maio e 11 de junho, entre 320 e 340 palestinos morreram em contextos semelhantes, e cerca de 1.800 ficaram gravemente feridos.


Entregas sob escolta militar são criticadas pela ONU

A FHG mantém três centros de distribuição em Gaza, todos operando sob proteção direta de soldados israelenses. A ONU considera essa prática perigosa e ineficaz, por expor civis ao risco de confrontos armados. Ainda assim, a fundação declarou ter distribuído mais de 3 milhões de refeições sem incidentes, segundo nota divulgada nesta segunda-feira.

Israel não comentou os acontecimentos mais recentes, mas em episódios anteriores, afirmou que os disparos ocorreram após civis se aproximarem sem autorização ou que seriam tiros de advertência. Também foi mencionado que o Hamas poderia estar infiltrando combatentes entre os civis que buscam ajuda.

A população local, no entanto, denuncia o risco extremo enfrentado para garantir alimentos. “Fomos até lá achando que conseguiríamos comida para alimentar nossas crianças, mas era uma armadilha, uma matança”, relatou o palestino Ahmed Fayad à agência Reuters. “Eu digo para todo mundo que conheço: não vão até lá”.


Sistema de ajuda sob questionamento

As principais agências humanitárias internacionais, incluindo a UNRWA, responsável por refugiados palestinos, criticam o modelo atual. Em nota, o chefe da agência, Philippe Lazzarini, lamentou os episódios recentes: “Dezenas de pessoas foram mortas e feridas nos últimos dias, incluindo pessoas famintas tentando conseguir comida em um sistema de distribuição letal”.

Enquanto isso, centenas de caminhões com ajuda da ONU continuam parados, aguardando autorização para entrar em Gaza. As restrições impostas por Israel ao acesso de outras entidades mantêm a FHG como operadora exclusiva, o que acentua críticas à falta de pluralidade, segurança e efetividade no socorro às vítimas da crise humanitária.

Redação Saiba+

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Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos

Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

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O Parlamento Europeu congelou o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos | Bnews - Divulgação Reprodução

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.

Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.

A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.

O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.

Redação Saiba+

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EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”

Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

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Até o momento, o governo Lula ainda não apresentou resposta oficial | Bnews - Divulgação Wikipedia

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.

Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).

A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.

A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.

Redação Saiba+

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Brasil quer falar sobre Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, citando soberania e direito

Governo prepara manifestação firme em defesa do direito internacional, sem citar diretamente Maduro ou Donald Trump

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No domingo, 4, o Itamaraty divulgou uma nota com o posicionamento conjunto dos governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha sobre a situação da Venezuela Foto: GIORGIO VIERA

O governo brasileiro deve solicitar a palavra na sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, marcada para esta segunda‑feira (5), para tratar da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante operação conduzida pelos Estados Unidos em Caracas na madrugada de sábado (3). Embora não ocupe assento permanente no colegiado, o Brasil pretende se manifestar com base nas regras que permitem intervenções de países não membros.

A fala brasileira deve seguir a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que divulgou nota conjunta com Espanha e países latino‑americanos condenando violações ao direito internacional. O discurso, segundo fontes diplomáticas, será forte e crítico, mas sem mencionar nominalmente nem o ditador venezuelano nem o presidente dos EUA, Donald Trump — estratégia já adotada em posicionamentos anteriores.

A orientação do Itamaraty é reforçar a defesa da soberania dos Estados, do multilateralismo e da necessidade de respeito às normas internacionais, independentemente de quem esteja envolvido no conflito. O Brasil pretende destacar que ações militares unilaterais representam riscos para a estabilidade regional e criam precedentes perigosos para a comunidade internacional.

A crise desencadeada pela captura de Maduro reacendeu tensões diplomáticas e mobilizou governos latino‑americanos, que buscam evitar uma escalada de confrontos e defender soluções pacíficas. A participação brasileira no Conselho de Segurança reforça o esforço do país em se posicionar como voz ativa na defesa do diálogo e da legalidade internacional.

Redação Saiba+

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