conecte-se conosco

Mundo

Trump ameaça o Irã e convoca reunião na Casa Branca sobre possível ação militar

Presidente dos EUA pressiona Teerã, fala em atacar o aiatolá Khamenei e pode apoiar ofensiva israelense contra o programa nuclear iraniano

Postado

em

Trump no Air Force One no retorno da reunião do G-7 no Canadá Foto: Mark Schiefelbein/AP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou a tensão no cenário internacional ao fazer, nesta terça-feira (17), ameaças diretas ao regime do Irã e convocar uma reunião de emergência com seu Conselho de Segurança Nacional. O republicano usou sua conta na Truth Social para exigir a “rendição incondicional” dos iranianos e disse que a paciência americana está no fim, deixando em aberto a possibilidade de atacar diretamente o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.

“Sabemos exatamente onde o ‘Líder Supremo’ está escondido. Ele é um alvo fácil… mas não vamos matá-lo. Pelo menos, não por enquanto”, escreveu Trump em sua plataforma. Na mesma sequência de postagens, ele afirmou: “Não queremos mísseis disparados contra civis ou soldados americanos. Nossa paciência está se esgotando”, finalizando com um recado direto: “RENDIÇÃO INCONDICIONAL!”

A escalada verbal ocorreu horas antes da reunião de alto nível realizada na Sala de Situação da Casa Branca, com assessores de segurança nacional e autoridades militares. O encontro, que começou às 15h (horário de Brasília), terminou duas horas depois, sem declarações públicas sobre decisões militares, mas com expectativa crescente sobre um possível envolvimento direto dos EUA no conflito entre Israel e Irã.

Estados Unidos no centro do conflito

Desde o início da nova ofensiva israelense, a pressão sobre Washington cresceu, com o governo de Tel Aviv pedindo apoio militar dos EUA para atacar instalações nucleares subterrâneas iranianas. Trump, apesar de manter uma postura contrária a guerras estrangeiras, tem sinalizado disposição para uma ação pontual e de alto impacto.

A decisão mais imediata em pauta seria o uso da bomba anti-bunker “Massive Ordnance Penetrator”, de quase 14 toneladas, contra os laboratórios de enriquecimento de urânio mais profundos do Irã. Trump afirmou: “Não estou muito a fim de negociar. Quero algo melhor que um cessar-fogo. Quero o fim real da ameaça nuclear iraniana.”

Aviões-tanque e mobilização militar

O Pentágono já movimenta tropas e recursos estratégicos. Cerca de 20 aviões-tanque e caças de apoio partiram dos EUA para bases na Europa, com objetivo de garantir capacidade de resposta imediata caso tropas ou instalações americanas sejam atacadas.

Entre os modelos enviados estão KC-135 Stratotankers e KC-46 Pegasuses, que agora operam a partir de bases na Grécia, Itália, Espanha, Escócia e Alemanha. A movimentação intensificou os alertas de guerra entre analistas internacionais.

Vice-presidente defende postura firme

O vice-presidente JD Vance também comentou o caso nas redes sociais, dizendo que Trump demonstrou “notável moderação” até agora, mas pode ser forçado a agir. “O Irã não precisa de combustível enriquecido acima do nível necessário para energia comercial. Se insistirem, sofrerão as consequências”, disse.

Vance também buscou acalmar a base conservadora americana, historicamente avessa a envolvimentos militares: “Após 25 anos de política externa equivocada, Trump conquistou a confiança do povo. Se ele decidir agir, é porque o risco exige.”

Pressão no Congresso

Apesar do apoio entre aliados, Trump enfrenta resistência no Congresso, onde parlamentares democratas e parte dos republicanos ameaçam barrar qualquer iniciativa militar sem autorização formal. O impasse coloca o presidente diante de uma das decisões mais graves de seu mandato, com impacto direto na estabilidade do Oriente Médio e na política doméstica.

Redação Saiba+

Continue lendo
envie seu comentário

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Estagiária da OTAN é presa na Bélgica por suspeita de espionagem

Cidadã canadense de origem chinesa foi detida durante investigação da polícia federal belga por suposta atuação em benefício de um terceiro país.

Postado

em

Uma cidadã canadense de origem chinesa que realizava estágio na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi presa na última quinta-feira durante uma operação conduzida pela polícia judiciária federal da Bélgica. A informação foi confirmada neste sábado pelas autoridades belgas, que investigam o caso sob suspeita de espionagem.

A estagiária exercia atividades no Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa (SHAPE), localizado na cidade de Mons, uma das principais estruturas militares da aliança. O local desempenha papel estratégico na coordenação de operações e no planejamento de ações envolvendo os países membros da OTAN.

De acordo com a Procuradoria Federal da Bélgica, a investigada é suspeita de praticar atos de espionagem em benefício de um terceiro país, além de responder por suspeita de participação em uma organização criminosa. As autoridades, no entanto, não divulgaram oficialmente qual seria o país beneficiado nem apresentaram detalhes sobre a suposta atuação da estagiária.

A investigação segue sob sigilo, enquanto os órgãos de segurança buscam esclarecer a extensão das atividades atribuídas à suspeita e verificar se houve acesso indevido a informações estratégicas relacionadas à aliança militar.

O caso reforça a preocupação crescente das autoridades europeias com ameaças à segurança, espionagem internacional e proteção de informações sensíveis, especialmente em instituições ligadas à defesa e à cooperação militar entre países aliados.

A expectativa é que novas informações sejam divulgadas à medida que as investigações avancem e que a Justiça belga defina os próximos passos do processo envolvendo a estagiária.

Redação Saiba+

Continue lendo

Mundo

Doença dos vikings afeta as mãos e pode limitar movimentos

Conhecida cientificamente como doença de Dupuytren, a condição provoca deformidades progressivas nas mãos e está associada a fatores genéticos, com maior incidência em pessoas de ascendência do norte da Europa.

Postado

em

Apesar do nome curioso, a chamada “doença dos vikings” é uma condição médica real que pode comprometer significativamente os movimentos das mãos e dificultar atividades simples da rotina. Seu nome científico é doença de Dupuytren, uma enfermidade que provoca alterações na palma da mão e pode levar à contração permanente dos dedos ao longo do tempo.

A doença recebe esse apelido por apresentar maior frequência entre pessoas com ascendência do norte da Europa, especialmente em países como Noruega, Suécia, Dinamarca e Islândia. Embora possa afetar indivíduos de diferentes origens, a incidência é historicamente mais elevada nessas populações, o que contribuiu para a popularização do termo.

Os primeiros sinais costumam surgir de forma gradual, com o aparecimento de pequenos nódulos ou espessamentos na palma da mão. Com a evolução da doença, formam-se cordões de tecido fibroso que puxam os dedos em direção à palma, tornando difícil realizar movimentos completos de extensão.

Entre as principais dificuldades enfrentadas pelos pacientes estão apoiar a mão sobre superfícies planas, cumprimentar alguém com um aperto de mão, segurar objetos e executar tarefas do cotidiano, especialmente quando a doença atinge estágios mais avançados.

Pesquisas recentes também apontam que fatores genéticos desempenham papel importante no desenvolvimento da doença de Dupuytren. Estudos identificaram variantes hereditárias que podem aumentar a predisposição à condição, incluindo algumas associadas à herança genética proveniente dos neandertais.

Embora não exista uma forma conhecida de prevenção, o diagnóstico precoce é fundamental para acompanhar a progressão da doença e avaliar as opções de tratamento disponíveis. Dependendo da gravidade, o paciente pode ser orientado a realizar acompanhamento especializado, terapias específicas ou procedimentos para recuperar a mobilidade das mãos e preservar a qualidade de vida.

Especialistas ressaltam que, diante de qualquer alteração persistente na palma da mão ou dificuldade progressiva para movimentar os dedos, a avaliação médica é essencial para identificar a causa e definir a melhor abordagem terapêutica.

Redação Saiba+

Continue lendo

Mundo

Samsung e SK Hynix ampliam parceria bilionária com empresas dos EUA

Acordos para fornecimento de chips de memória podem movimentar US$ 950 bilhões e reforçam a liderança sul-coreana no mercado global de inteligência artificial e semicondutores.

Postado

em

As fabricantes sul-coreanas Samsung Electronics e SK Hynix anunciaram uma expansão estratégica de seus negócios com empresas de tecnologia dos Estados Unidos, em acordos que podem movimentar US$ 950 bilhões (cerca de R$ 4,8 trilhões). A informação foi divulgada neste sábado (25) por um conselheiro presidencial da Coreia do Sul.

Segundo o governo sul-coreano, os contratos envolvem o fornecimento de chips de memória de alta tecnologia, componentes considerados essenciais para o desenvolvimento de plataformas de inteligência artificial (IA), computação em nuvem e processamento de grandes volumes de dados.

O anúncio ocorreu durante a visita oficial do presidente Lee Jae Myung à cidade de San Francisco, nos Estados Unidos. A agenda incluiu reuniões com executivos das principais empresas do setor de tecnologia, em uma iniciativa voltada ao fortalecimento da cooperação entre os dois países na área de inovação.

Entre as companhias participantes das negociações estão OpenAI, Nvidia, Anthropic e Broadcom, empresas que lideram investimentos em inteligência artificial e infraestrutura tecnológica. A expectativa é que os novos acordos ampliem a capacidade de produção e fornecimento de semicondutores para atender à crescente demanda global.

A Samsung Electronics e a SK Hynix figuram entre as maiores fabricantes de chips de memória do mundo, desempenhando papel estratégico no avanço de tecnologias voltadas à IA, data centers e dispositivos de alto desempenho. O fortalecimento das parcerias com empresas norte-americanas também reforça a posição da Coreia do Sul como um dos principais polos globais da indústria de semicondutores.

O mercado de chips vive um período de forte expansão impulsionado pela evolução da inteligência artificial generativa, que exige componentes cada vez mais avançados para suportar modelos de linguagem, sistemas de aprendizado de máquina e aplicações de alto desempenho.

Redação Saiba+

Continue lendo
Ads Imagem
Ads PMI VISITE ILHÉUS

    Mais Lidas da Semana