Mundo
Irã ataca Israel e mata 11; Trump prevê acordo de paz
Conflito entra no terceiro dia com mísseis sobre Tel Aviv e Teerã; Trump diz que paz e novo acordo nuclear estão próximos, e vetou ataque ao líder supremo iraniano

O conflito entre Israel e Irã atingiu seu momento mais tenso neste domingo (15), com ao menos 11 mortos e 200 feridos em território israelense após intensos bombardeios com mísseis balísticos disparados pelo Irã. Trata-se do ataque mais letal contra Israel desde o início da atual escalada militar.
Os mísseis iranianos atingiram áreas residenciais em Bat Yam, nos arredores de Tel Aviv, e em Tamra, no norte do país. Entre as vítimas estão civis, incluindo duas crianças, segundo a organização Magen David Adom, equivalente à Cruz Vermelha local.
Em resposta, Israel lançou novos ataques contra alvos estratégicos em Teerã, incluindo o prédio do Ministério da Defesa e um depósito de petróleo. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, prometeu continuar a ofensiva: “Arrancaremos a pele da cobra iraniana em Teerã e em todos os lugares.”
Segundo informações da mídia internacional, o ataque inicial de Israel visava eliminar ao menos 20 líderes militares iranianos, incluindo um assessor direto do líder supremo do país, Ali Khamenei, morto na operação. Fontes americanas afirmam que Donald Trump vetou um plano israelense para assassinar o próprio Khamenei, o que poderia ter desencadeado uma guerra regional de grandes proporções.
Apesar da escalada, Trump declarou que acredita em um acordo de paz e nuclear em breve, caso Irã e Israel recuem. Em sua rede Truth Social, escreveu: “Irã e Israel devem fazer um acordo, e farão um acordo. Teremos paz logo.”
Contudo, o cenário permanece altamente volátil. A mídia iraniana fala em mais de 80 mortes causadas pelos bombardeios israelenses, enquanto o número de mortos do lado israelense chega a 14. Apesar de ter maior poder de fogo, Israel enfrenta dificuldades para desmantelar as capacidades nucleares do Irã sem apoio direto dos EUA — como o uso das bombas MOP, capazes de penetrar instalações subterrâneas, que só podem ser lançadas por bombardeiros B-2 americanos.

O envolvimento americano direto, no entanto, depende de um ataque iraniano contra forças dos EUA na região. Trump sinalizou que só tomará essa decisão em caso de agressão direta. No entanto, a presença de tropas e porta-aviões dos EUA nas proximidades mantém a tensão no limite, especialmente após o Irã ameaçar fechar o Estreito de Hormuz, por onde passam mais de 30% do petróleo mundial.
Apoios internacionais ao Irã também aumentaram. A Rússia reiterou apoio a Teerã, a China manifestou preocupação com o avanço israelense, e a Turquia, mesmo membro da Otan, se solidarizou com os iranianos — o que sinaliza um possível isolamento diplomático de Israel caso o conflito escale ainda mais.
Internamente, o governo de Binyamin Netanyahu segue endurecendo o discurso, sugerindo até mesmo a possibilidade de mudança de regime no Irã: “Eles estão fracos.” Com a guerra na Faixa de Gaza ainda em curso e a popularidade abalada, o primeiro-ministro aposta na mobilização nacional diante da ameaça iraniana.
Enquanto isso, a comunidade internacional observa com preocupação a possibilidade de que o Oriente Médio entre em um conflito regional de grandes proporções, com riscos globais no fornecimento de energia e novos rearranjos geopolíticos.
Mundo
Brasil quer falar sobre Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, citando soberania e direito
Governo prepara manifestação firme em defesa do direito internacional, sem citar diretamente Maduro ou Donald Trump

O governo brasileiro deve solicitar a palavra na sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, marcada para esta segunda‑feira (5), para tratar da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante operação conduzida pelos Estados Unidos em Caracas na madrugada de sábado (3). Embora não ocupe assento permanente no colegiado, o Brasil pretende se manifestar com base nas regras que permitem intervenções de países não membros.
A fala brasileira deve seguir a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que divulgou nota conjunta com Espanha e países latino‑americanos condenando violações ao direito internacional. O discurso, segundo fontes diplomáticas, será forte e crítico, mas sem mencionar nominalmente nem o ditador venezuelano nem o presidente dos EUA, Donald Trump — estratégia já adotada em posicionamentos anteriores.
A orientação do Itamaraty é reforçar a defesa da soberania dos Estados, do multilateralismo e da necessidade de respeito às normas internacionais, independentemente de quem esteja envolvido no conflito. O Brasil pretende destacar que ações militares unilaterais representam riscos para a estabilidade regional e criam precedentes perigosos para a comunidade internacional.
A crise desencadeada pela captura de Maduro reacendeu tensões diplomáticas e mobilizou governos latino‑americanos, que buscam evitar uma escalada de confrontos e defender soluções pacíficas. A participação brasileira no Conselho de Segurança reforça o esforço do país em se posicionar como voz ativa na defesa do diálogo e da legalidade internacional.
Mundo
China ordena que os EUA libertem Maduro imediatamente
Governo chinês pede diálogo para crise na Venezuela e afirma que remoção forçada do líder viola normas internacionais

O Ministério das Relações Exteriores da China se pronunciou neste domingo (4) sobre a operação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Ciria Flores. Em comunicado oficial, o governo chinês afirmou que os EUA devem libertar imediatamente o casal e buscar uma solução para a crise venezuelana por meio de diálogo e negociação, e não por ações unilaterais.
No texto divulgado em seu site, o ministério destacou que Washington deve garantir a segurança de Maduro e de sua esposa, ressaltando que a retirada forçada de ambos do território venezuelano fere leis e normas internacionais. A manifestação reforça a posição histórica da China em defesa da soberania dos Estados e da resolução pacífica de conflitos.
A declaração ocorre em meio à crescente tensão diplomática global após a operação americana, ampliando o debate sobre os limites da intervenção externa e o impacto geopolítico da crise na América do Sul. Analistas apontam que o posicionamento chinês pode influenciar novos desdobramentos no cenário internacional.
Mundo
Trump perdoa condenados por ataque ao Capitólio
Ex-presidente concede clemência a réus envolvidos no motim de 6 de janeiro e a uma mulher condenada por ameaçar o FBI, reacendendo críticas sobre impunidade.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a protagonizar uma polêmica ao conceder perdão presidencial a pessoas condenadas por envolvimento no ataque ao Capitólio, ocorrido em 6 de janeiro de 2021. A medida gerou reação intensa de opositores, que veem no ato uma tentativa de encobrir a responsabilidade pelos atos antidemocráticos.
Dentre os beneficiados está uma mulher que havia sido condenada por ameaçar agentes do FBI, constituindo uma das concessões mais controversas. A ação reforça a imagem de Trump como líder disposto a usar sua autoridade para favorecer aliados ou simpatizantes, mesmo após deixar o cargo.
A decisão de perdoar os envolvidos no motim reacende questões sobre a accountability nos Estados Unidos e o limite do poder presidencial em casos ligados à insurreição. Para críticos, os perdões podem minar a confiança nas instituições democráticas e sugerem uma normalização de condutas que atentam contra a ordem constitucional.
Partidários de Trump, por outro lado, justificam a medida como parte de uma agenda de reabilitação de figuras que sofreram punições consideradas excessivas ou motivadas politicamente. Eles argumentam que alguns réus foram julgados de forma severa por sua associação ao ex-presidente e que o perdão representa um ajuste de justiça.
Analistas apontam que o gesto pode ter impacto eleitoral: ao demonstrar fidelidade a seus apoiadores mais radicais, Trump reforça laços com uma base disposta a considerar sua postura como resistência institucional. Ao mesmo tempo, a medida arrisca consolidar um precedente perigoso, em que o uso de perdões presidenciais se torna ferramenta para proteger aliados de investigações e condenações graves.
Com esse movimento, Trump reacende debates sobre a responsabilidade presidencial, os limites do perdão executivo e os mecanismos de freio e contrapeso no sistema americano. A concessão de clemência a condenados por atos antidemocráticos levanta dúvidas sobre onde está o limite entre perdão e impunidade.
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